Frota: vou fazer de tudo para tirar esse safado da presidência

O deputado federal Alexandre Frota, que protocolou na Câmara um pedido de impeachment a Jair Bolsonaro nesta semana, diz que se arrepender de seu apoio ao ocupante do Planalto e que irá fazer de tudo ao seu alcance para “tirar esse safado da presidência” Alexandre Frota e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)  O deputado federal Alexandre … Leia Mais


Isolamento vertical é genocídio, diz deputado primo de Mandetta; assista

Deputado Fabio Trad O deputado Fábio Trad (PSD-MS) publicou um vídeo em suas redes sociais chamando de criminosa a ideia do presidente Jair Bolsoanaro de colocar em isolamento apenas as pessoas que estejam no grupo de risco em relação ao coronavírus, o chamado isolamento vertical. Trad é primo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, … Leia Mais


Vitória da Conquista e o coronavírus

Carlos Albán González – jornalista O quê leva um cidadão, que ama e deseja o melhor para o lugar onde nasceu, vir a público para declarar que apóia a continuidade de um gestor sem competência administrativa à frente da sua prefeitura? As respostas podem ser as mais variáveis, que vão desde a desinformação até o … Leia Mais



Congresso fará renda mínima durante pandemia se governo demorar, diz senador

Declaração de Alessandro Vieira Congressista cobra MP do Planalto Afirma que medida está atrasada Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) durante entrevista ao Poder360 em outubroSérgio Lima/Poder360 – 30.out.2019 PAULO SILVA PINTO O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) cobrou do governo medida imediata para proporcionar renda durante a crise econômica provocada pela covid-19. “Isso deveria ser a primeira medida”, disse em … Leia Mais


Confinamento para rico é férias; para pobre é fome, analisa Paula Schmit


Quarentena expõe desigualdade social

Governo deve agir para reduzir impacto

Para os mais pobres, quarentena para se prevenir à covid-19 pode não ser uma opçãoPixabay

Esses dias de coronavírus estão servindo para algumas reflexões, e uma das frases que mais tenho ouvido é que “na morte somos todos iguais”. É uma frase até bonita, mas, acima de tudo, muito frívola. A morte não nivela ninguém, porque naquele momento ninguém é alguma coisa –ali, todos deixaram de ser.

É a vida, e como a vivemos, que realmente importa. É essa existência –um presente para alguns, um peso para outros– que vamos carregar do berço ao caixão. E a pandemia do coronavírus está de certa forma servindo para expor a diferença abismal entre as vidas de cada um de nós.

Juntos sob a mesma ameaça, é nesse “pé de igualdade” que notamos como somos desiguais, e como para os ricos, quarentena é férias; para os pobres, é fome. No último domingo, uma reportagem muito sensível feita por Manoel Soares para o Fantástico deu uma ideia da pobreza e privação que assolam o nosso país. Filmada na favela de Paraisópolis, ela mostrava uma das maneiras mais eficientes de combater a covid-19 na comunidade, feita por meio da doação de algo imprescindível, silenciosamente deixado nos buracos e vãos das paredes irregulares: um sabonete.

No empório onde eu faço compras em Ipanema tem um cara que se chama Severino. Ele está sempre com um sorriso no rosto. Trata a todos com carinho e elegância. É inteligente, desenvolto, prestativo, solucionador de problemas. Veio do Nordeste, de família pobre, não teve estudo. Tem 29 anos e 3 filhas, duas delas enteadas. Mas diferente do Severino da obra-prima do João Cabral de Melo Neto, esse aqui não morre de fome um pouco por dia –ele morre de cansaço. Aquele sorriso que não lhe sai do rosto, aquele “bem-vindo” insistente com o qual ele recebe todos que entram na loja, é mais aceitação do que ânimo.

O Severino da loja trabalha todos os dias das 8h às 16h. Mas o dia dele começa muito antes. Severino acorda de segunda a sexta às 3 da manhã para pegar o ônibus em Nova Iguaçu às 3h40, e mais um ônibus depois desse, e chegar em Ipanema duas horas antes de a loja abrir, porque se deixar para pegar o próximo ônibus, o trânsito lhe impede de chegar a tempo de bater o ponto. Às vezes ele tira um cochilo ao lado de uma banca de jornal na frente da loja, mas foi assaltado vezes demais para relaxar de verdade.

A volta é o mesmo calvário, só que inclui a espera em um ponto de ônibus em pé, por uma hora e meia. Quando tem sorte, ele chega em casa por volta das 10 horas da noite, 18 horas depois de ter saído. Se o trânsito for ruim, só chega depois da meia-noite.

Aos sábados, Severino tenta correr atrás do sono perdido, e dorme uma horinha a mais porque o trânsito permite que ele pegue o ônibus das 4h40. Aos domingos, seu único dia livre, Severino acorda às 5 da manhã pra correr – “não posso ficar doente” – e ajuda vizinhos, arruma a casa, brinca com as crianças. E dorme. Essa é a vida do Severino. Pergunto se o salário é bom. “É ótimo”, ele me diz. “Descontando tudo –vale refeição, transporte– eu ganho limpo R$ 1.000”.

E com todo esse trabalho para ir trabalhar, e agora com o risco de ficar doente e morrer, Severino ainda teme a quarentena mais do que a doença –porque a morte pela doença é incerta, mas se a loja fechar, seu desemprego é garantido. Que país é esse que construímos em que um trabalhador não pode “se dar ao luxo” de parar para evitar uma contaminação? Que país é esse em que, para grande parte dos ambulantes e outros trabalhadores informais, um dia perdido de trabalho significa o equivalente em dias sem comida na mesa?

O governo anunciou –mas ainda não foi aprovada– uma medida para distribuir por 3 meses um auxílio emergencial no valor de R$ 200 mensais para trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores individuais com renda menor que R$ 522,50 (meio salário mínimo).

É isso mesmo: R$ 200, insuficientes até mesmo para uma cesta básica. Na 4ª feira (25.mar.2020), contudo, o governo anunciou que pretende aumentar esse auxílio para R$ 300. O total disso para os cofres públicos é estimado em cerca de R$ 30 bilhões.

Para efeito de comparação de prioridades, o Tribunal de Contas do Estado de Goiás resolveu “cumprir a lei” e reajustar o auxílio-alimentação de seus conselheiros, auditores e procuradores em 36,8% em plena crise pandêmica, num dia em que estavam todos ausentes protegendo-se da contaminação no aconchego do lar. O auxílio-alimentação dos juízes passará de R$ 884 mensais para R$ 1.210.

O auxílio emergencial de R$ 300 para trabalhadores informais sem renda suficiente é uma das medidas que deveriam ser apoiadas até –e talvez especialmente– por quem mais se opõe à interferência do Estado na economia. Em 1º lugar, quanto menor o caminho da ajuda financeira, menor a chance de desvio. Entregar o dinheiro diretamente nas mãos do trabalhador evita favorecimentos de intermediários que se beneficiam de pequenas “comissões” que, concentradas, viram verdadeiras fortunas.

Além disso, essa pulverização do dinheiro público favorece o comércio local organicamente, sem injustiças, da forma mais econômica e racional. Isso porque quando o dinheiro é entregue nas mãos de quem vai usar, ele acaba parando nas mãos de quem melhor provém serviços e bens.

A escolha mais racional fica por conta do indivíduo, ou da coletividade não uniforme dos indivíduos, que gasta o dinheiro da maneira mais inteligente. Por isso a Lei Rouanet, tão defendida pela esquerda, é algo que considero absurdo: porque ela retira do Estado um poder decisório e o repassa não para o indivíduo, mas para empresários, que certamente têm preocupações menos nobres do que levar a cultura onde ela é mais necessária. É esse tipo de lógica que faz marcas famosas doarem milhões de dólares –dedutíveis dos seus impostos– para reconstruir a Catedral Notre Dame, e não dirigir um centavo para alimentar pessoas ou construir escolas públicas.

A inversão da lógica da interferência estatal está tão distorcida que o governo de Nova York ofereceu US$ 3 bilhões para a Amazon, na forma de isenção de diversos impostos, para que ela abrisse uma filial no Estado e supostamente criasse empregos que jamais acumulariam esse valor total. Esse é o capitalismo norte-americano.

Já na Alemanha, o governo valoriza a assistência social –favorecendo a mesma lógica que mencionei acima: a pulverização dos impostos na economia da forma mais orgânica possível. E vale lembrar que o Washington Post, jornal de propriedade do mesmo Jeff Bezos, noticia que a Amazon não pagou um centavo em impostos federais sobre lucros de US$ 11,2 bilhões em 2018.

O Brasil tem a maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico, e essa realidade não melhorou sob o governo do PT –ela se exacerbou.

A verdade é que não deveríamos precisar de pandemia tão aterradora para compreender que o Brasil e o mundo estão doentes. E a culpa não é do mercado livre –a culpa é, em grande parte, da ausência de regulação, do capitalismo de compadrio, e da corrida insana pelo fundo do poço em que governos brigam para ver quem oferece maior isenção de imposto, e a ausência de limites mínimos permitem que trabalhadores ofereçam cada vez mais trabalho por menos salário.

Isso, obviamente, não pode ajudar a economia, porque a diminuição do salário é também a diminuição do consumo. E de nada adianta, claro, determinar um salário mínimo obrigatório no país A, se uma empresa pode contratar manufatura no país B pela metade do valor.

E para grande parte do povo brasileiro, o que se tem é muito pouco. Nem os presentes gratuitos dessa vida –o mar, o pôr-do-sol, a praia e a areia onde todos são iguais– podem ser aproveitados pelos Severinos que nos servem. Essa diferença entre Severino e eu, entre sonho e pesadelo, é quase sempre determinada no nascimento, naquela loteria que ganhamos sem ter mérito ou que perdemos sem ter culpa, um prêmio ou derrota que nos define e que, com raras exceções, carregamos ou nos carregam por toda a vida.

Religiões inteiras foram inventadas para facilitar a digestão dessa iniquidade. É karma, acreditam alguns. O céu e o inferno equilibrarão as coisas, acreditam outros. Para quem não acredita em vida após a morte, como é o meu caso, isso aqui é tudo que temos. E é aqui que podemos ajustar o que a herança indevida determinou.

Não sou religiosa, mas acredito na oração que fazemos na nossa casa antes de cada refeição que partilhamos em família. Depois do agradecimento a Deus pela comida, a prece termina pedindo outro alimento: “Dai pão aos que têm fome, e fome de justiça aos que têm pão”.

Que esse governo, e também aqueles que o opõem, saibam olhar para quem mais precisa, e se esforcem para diminuir as diferenças monstruosas que nos separam, e eliminar essa pobreza que é tão obscena que mesmo quem dela escapou sofre –ainda que não por privação, por pura vergonha.

Paula Schmitt

Paula Schmitt

Paula Schmitt é jornalista, escritora e tem mestrado em ciências políticas e estudos do Oriente Médio pela Universidade Americana de Beirute. É autora do livro de ficção “Eudemonia” e do de não-ficção “Spies”. Venceu o Prêmio Bandeirantes de Radiojornalismo, foi correspondente no Oriente Médio para o SBT e Radio France e foi colunista de política dos jornais Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo. Publicou reportagens e artigos na Rolling Stone, Vogue Homem e 971mag, entre outros veículos.


Para refletir! a última volta


Bolsonaro tá desesperado vendo seu governo ir ralo abaixo. Ele não tá preocupado com o desemprego. Tá preocupado com o projeto neoliberal que ele prometeu aos bilionários nesse país e que tá se afundando por conta do covid-19. Sem classe trabalhadora não há enriquecimento dos ricos. Sem exploração de mão de obra os ricos perdem seus privilégios. Ele tá vendo seu projeto de extermínio do SUS sendo questionado agora que uma pandemia exige fortalecimento do sistema único de saúde, universal. É momento de tomada de consciência da realidade. Romantizaram o trabalhador autônomo chamando de micro empreendedor, e hoje este está desesperado sem estabilidade financeira e sem poder sair de casa. Defenderam a flexibilidade trabalhista, as contratações temporárias, o fim da carteira de trabalho e agora o covid-19 colocou seu governo em cheque. Defenderam recursos mínimos e fim de políticas públicas. Aceitaram congelar investimentos na área da saúde e educação em 20 anos. Derespeitaram universitários e cientistas. Aceitaram a destruição das universidades públicas, verdadeiros centros de pesquisas. Tudo isso sendo posto em cheque. O líder que veio de outro país se recusou a fazer quarentena, e pegou na mão de dezenas de manifestantes. Agora tá tossindo e prometendo pesquisas infundadas para tratamento com medicações sem respaldo científico. Tá brigando com governadores e países que estão adotando medidas de isolamento para proteger a população, por priorizar a economia. Economia de quem? Economia para quem?

Bolsonaro acabou. Só resta o desespero de um pseudolíder que tá sendo pressionado por uma elite escravista que prioriza o lucro, independente da morte de milhares de pessoas.

Itallon Lourenço


Saiba o que é recomendado e o que é contraindicado a quem contrair covid-19


Infectologista fala sobre medicações

Cita analgésico, repouso e hidratação

Antibióticos não são recomendados

Hidroxicloroquina pode ser prejudicial

Laboratório testa contaminação por coronavírusAlejandra De Lucca V./Minsal 2020 – 30.jan.2020

O tratamento preventivo à covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus– no organismo é como o para uma gripe comum e pode ser feito em casa, diz a doutora Heloísa Ravagnani, infectologista e presidente da SIDF (Sociedade de Infectologia do Distrito Federal). O recomendável é o uso de analgésicos e antitérmicos, como paracetamol e dipirona, assim como hidratação e repouso.

Segundo Heloísa Ravagnani, a busca por tratamento em 1 hospital é recomendada apenas para casos mais graves (saiba os sintomas ao final do texto).

“Não temos vacina e nem medicação para tratar a covid-19. Não tem medicação específica, então a gente vai indicar a medicação para os sintomas e dar o suporte que for necessário em hospital. Se for necessária a ventilação mecânica, será dado esse suporte, se não for necessário e se o paciente tiver sintomas brandos, ele pode ficar em casa, com repouso e tomando analgésico comum, como paracetamol e dipirona, além de hidratação”, disse em entrevista ao Poder360.

Atualmente, cientistas correm contra o tempo para desenvolver uma vacina e medicações capazes de combater a covid-19. Já foram registrados mais de 384.000 casos em 184 países.

A preocupação de muitos líderes mundiais é a superlotação dos hospitais e a possibilidade de os sistemas de saúde serem incapazes de prestar atendimento a todos os contaminados.

A recomendação tem sido para que pessoas com sintomas leves fiquem em isolamento em casa. Apesar disso, os diagnosticados com a doença não devem fazer a automedicação sem orientação médica.

Na última 5ª feira (19.mar.2020), a OMS (Organização Mundial de Saúde) retirou a restrição ao uso de medicamentos à base de ibuprofeno no tratamento contra a covid-19. A infectologista Heloísa Ravagnani afirma que, apesar da organização ter voltado atrás da sua posição inicial, o uso ainda não é recomendado.

“Os estudos estão muito precoces. Qualquer medicamento que tenha algum indício de que poderia fazer mal, é preferível a não prescrição. Foi o caso do ibuprofeno. E agora a OMS voltou atrás por não ver nenhum embasamento forte para a sua proibição. Isso não significa que não possa vir a ter. Ela continua não recomendando, mas também não proíbe o uso”, disse.

TESTES DE CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA

Duas medicações estão sendo testadas em pacientes para combater a covid-19: a cloroquina e a hidroxicloroquina. Ambos são medicamentos usados contra a malária, artrite reumatoide e lúpus. A cloroquina chegou a ser testada nos Estados Unidos em tratamentos contra o covid-19, mas a sua eficácia não foi comprovada.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu enquadrar as substâncias como medicamentos controlados. Com isso, a venda nas farmácias só pode ser feita mediante apresentação de receita branca especial em duas vias.

No último sábado (21.mar.2020), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que mandou o Exército aumentar a produção da cloroquina devido ao otimismo do governo sobre a possibilidade de a medicação ter eficácia contra a doença que já infectou mais de 2.200 pessoas no país. Disse que o Hospital Israelita Albert Einstein iniciou testes em pacientes.

Sobre os medicamentos, a infectologista Heloísa Ravagnani afirma que, por ainda estarem em fase de teste, o uso não é recomendável para casos de covid-19 leve ou como preventivo. Segundo ela, a ingestão pode causar efeitos colaterais graves.

“Quanto à cloroquina e à hidroxicloroquina, não está recomendável seu uso profilático. Estamos começando alguns estudos para os pacientes graves e eles devem ser prescritos sob orientação médica para pacientes internados e em modos de estudo. Não pode-se comprar cloroquina na farmácia para usar preventivamente para o coronavírus, por exemplo. Isso pode provocar uma falta da medicação para quem realmente precisa e pode haver efeitos diversos muito sérios e graves com essas medicações se usadas sem acompanhamento médico e sem indicação”, disse.

A gastroenterologista e hepatologista Daniela Louro falou sobre os efeitos colaterais que podem ser causados pela hidroxicloroquina.

“Precisamos lembrar que é uma droga que possui muitos efeitos colaterais e interações medicamentosas, não devendo ser usada sem indicação e acompanhamento médico. Podemos citar alguns efeitos colaterais como anemia, diminuição das células brancas do sangue, problemas na pele, dores de cabeça, coceiras, irritabilidade, nervosismo, psicose, convulsões, perda de peso, perda de apetite, problemas visuais, perda e descoloração dos cabelos, diminuição da audição, sensibilidade à luz”, listou.

“Os efeitos colaterais relacionados ao trato digestivo são vômitos, diarreia e cólicas. No fígado, a hidroxicloroquina pode gerar elevação das enzimas hepáticas, podendo causar hepatite medicamentosa grave e até mesmo insuficiência hepática”, completou.

Nos Estados Unidos, 1 homem morreu de parada cardíaca no domingo (22.mar.2020) e sua mulher está internada em cuidado intensivo depois de terem tomado fosfato de cloroquina em uma tentativa de automedicação contra a covid-19. As informações foram divulgadas por uma rede que opera hospitais na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos, onde o casal foi atendido.

PODE-SE TOMAR ANTIBIÓTICOS?

A infectologista Heloísa Ravagnani afirma que o uso de antibióticos contra a covid-19 também não é recomendável, uma vez que a medicação não é 1 ativo contra vírus. Segundo ela, o uso só deve ser feito por diagnosticados com a covid-19 sob orientação médica em casos de alguma infecção em decorrência da doença.

“Quando uma doença é estritamente viral, não adianta usar antibiótico nem como profilaxia e nem para tratamento, em nenhum momento. É claro que durante a infecção viral pode haver uma infecção com bactérias, isso é muito comum. E aí a gente vê uma piora no quadro do paciente e o antibiótico pode ser associado conforme o critério do médico que está assistindo. Isso seria uma complicação de infecção viral. Só nesses casos, com complicação bacteriana é que a gente se beneficia do uso do antibiótico”, alertou.

FAKE NEWS

Nas últimas semanas houve o compartilhamento crescente nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens com informações relacionando o tratamento ou prevenção da covid-19 ao uso da vitamina C, de chá de ervas ou a ozonoterapia, entre outras formas. Segundo Heloísa Ravagnani, as informações são falsas e a ingestão de tais indicações podem prejudicar o diagnóstico.

“Quanto ao tratamento com vitamina C, uso de ervas, ozonoterapia, isso é tudo fake news. Isso atrasa o diagnóstico, às vezes compromete até a renda da população que acaba correndo atrás de comprar 1 monte de vitamina. E a gente sabe que o excesso de vitamina também é muito prejudicial. Então, tudo isso são fake news”, disse.

SINTOMAS DA COVID-19

De acordo com a OMS, os sintomas mais comuns da covid-19 são febre, tosse e dificuldade para respirar. Os sinais para os casos mais graves são: febre alta; falta de ar com respiração curta; pressão baixa; calafrio; necessidade de esforço para respirar.

Poder360 preparou infográficos com medidas simples de prevenção ao vírus e sobre o que se deve fazer caso tenha os sintomas da covid-19:

As informações também foram reunidas em 1 poster que pode ser impresso. Você pode baixá-lo neste link (4 MB). Ele pode ser impresso no formato A4 ou A3.


Aluna da rede estadual tem redação premiada em concurso internacional


Adolescente de 16 anos escreveu texto sobre importância da Amazônia
Foto: Divulgação/SEC-BA
Foto: Divulgação/SEC-BA

 

Estudante do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Saúde Anísio Teixeira, localizado no bairro da Caixa D’água, em Salvador, a adolescente Marina Novais, 16 anos, escreveu uma redação sobre a preservação da Amazônia e, agora, terá o texto publicado em um livro coletânea que reúne obras de vários países.

O texto dissertativo-argumentativo, a ser publicado pela editora Kawo-kabiysile, segundo a jovem, focou na discussão sobre proteger e defender a floresta brasileira.

“Abordei a negligência do Governo Federal em relação à Amazônia e destaquei o código florestal; os habitantes naturais, como os indígenas e ribeirinhos, que são deixados de lado; e, também, falei sobre as fábricas ilegais e a falta de fiscalização diante desses problemas”, afirmou Marina

A estudande diz ainda que o apoio do CEEP foi fundamental para a construção do texto.

“Tive a ajuda da minha professora de Metodologia Científica, Nathalia, que organizou uma oficina para auxiliar os alunos interessados em participar do concurso. Utilizamos apostilas para entendermos melhor a estrutura de uma redação e a professora foi nos mostrando como desenvolver os nossos textos. Já em casa, a minha tia Renata Novais olhava o meu texto e dizia o que estava bom ou precisava acrescentar e eu adicionei informações retiradas de noticiários, sites e vídeos pesquisados”, explicou.

A jovem não esconde a satisfação em ter seu texto selecionado para uma publicação internacional. “Estou muito feliz por esta oportunidade. É muito bom saber que, por meio de incentivos e de ajuda, eu consegui conquistar isso, que é importante para o meu crescimento e para a minha autoestima, pois se trata de uma coletânea escrita por pessoas de diversas partes do mundo”, revelou, entusiasmada.

Marina afirmou, ainda, que o corpo docente do CEEP sempre incentivou os estudantes ao hábito da leitura e que isso também influencia na qualidade do texto. “Os professores nos estimulam bastante e passam vários livros para a gente ler. O CEEP possui uma biblioteca com muitos livros bons e isso mostra a atenção e o cuidado que a direção tem em relação à nossa aprendizagem”, disse a estudante, que ficou sabendo do concurso na própria unidade escolar.

A diretora do CEEP, Veronica Lisboa Ramos, falou do estímulo à leitura na unidade escolar. “A nossa biblioteca possui vários livros, tanto técnicos quanto paradidáticos. Além da leitura, que é bastante estimulada pelos professores, também destaco os projetos desenvolvidos durante o ano letivo e que também contribuem para o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes”, comentou a gestora.


A Mídia burguesa e o álcool gel


Jeremias Macário

Somente agora, e de forma tímida, a grande mídia burguesa está saindo de seus estúdios de apresentação, de seus boletins diários e entrevistas com infectologistas, médicos e especialistas para mostrar o outro lado do álcool e gel. Refiro-me aos pobres das periferias que não têm condições financeiras nenhuma de adquirir o produto para se proteger do coronavírus, o Covid-19.
Não é só isso. Moradores pobres que vivem em favelas e barracos não têm nem água nas torneiras e sabão para lavar as mãos. Essas pessoas, há muito tempo, vivem aglomeradas em cômodos apertados, sem saneamento básico, onde todos dormem juntos. Os jornalistas devem sair de seus confortos dos computadores, subir os morros e atravessar a linha de pobreza para mostrar essa triste realidade.
Quando se manda que todos lavem as mãos com álcool e gel, a impressão que passa é que toda população brasileira, com profundas desigualdades sociais, pode comprar o material, que subiu de preço pelos gananciosos. Gostaria de indagar quem olha para esse povo e vai fornecer o álcool e o gel?
Há dias que venho fazendo essa observação, mas sendo criticado por muita gente. Passou do tempo dos veículos de comunicação cobrarem providências urgentes por parte do poder público (municipal, estadual e federal), e não ficar fazendo de conta que vivemos num país rico, sem esses terríveis desníveis sociais de calamidade pública.
Outro problema que já venho falando é quanto a situação dos desempregados, daqueles trabalhadores intermitentes, comissionados e dos informais que dependem do que produzem para comprar suas necessidades básicas, principalmente os alimentos do dia a dia.
Quem vai socorrer essa gente, da qual pouco a mídia comenta e entrevista, mostrando o quadro de penúria, principalmente agora? Não estou aqui para contrariar a recomendação de que todos fiquem em suas casas, mas existe uma tremenda omissão da imprensa que pouco noticia como esses brasileiros esquecidos vivem, estão vivendo e vão viver daqui para a frente para enfrentar a luta contra o Covid-19.
Existe um plano dos governantes para atender esses milhões que já vivem em plena pobreza, com a tendência de piorar mais ainda com o confinamento e a falta de dinheiro para se proteger do vírus e se alimentar? Até o momento, só demagogias, falatórios, discurso e nada de concreto.
Na verdade, não existe um plano para sanar esse problema, e a nossa mídia não explora esta questão que pode se transformar numa convulsão social e invasão de casas comerciais, mercados, farmácias e supermercados. Como solucionar o problema das pessoas que têm doenças crônicas e precisam de fazer hemodiálises, quimioterapia e outros tratamentos inadiáveis, sem o transporte para deslocamentos para cidades e clínicas que prestam esses serviços?
É um alerta que fica, e um apelo para que a mídia comece mais firme a noticiar essa situação que pode se tornar crítica e caótica, se não forem tomadas as devidas medidas por parte do poder público. Mais uma vez, vamos deixar essa gente de lado e fazer de conta que ela não existe?


‘Tira, porque eu estou apanhando muito’, disse Bolsonaro a Guedes sobre trecho de MP que corta salários


“Foi uma precipitação mandar sem estar definido. Agora, estão saindo milhares, centenas de medida todos os dias. A gente está querendo é evitar o pior”, disse o ministro Paulo Guedes sobre a MP 927, que permitia reduzir a jornada de trabalho e o salário dos trabalhadores em meio à pandemia

(Foto: Marcos Corrêa/PR | ABr)

Segundo o ministro, a medida não estava redonda e faltou colocar a complementação ao salário do trabalhador.

“Houve um mal entendido. Começou todo mundo a bater e dizer que estão tirando do trabalhador. O presidente virou  e disse: “Tira isso daí, está dando mais confusão do que solução”. Ele ligou para mim e perguntou. ‘PG, o que está havendo?’ Eu falei que a era uma coisa boa, mas não normatizou”. Eu disse, presidente, ainda não está redondo. Ele disse: ‘Tira, porque eu estou apanhando muito. Vocês arredondam e depois mandam’. Politicamente, ele fez certo. Foi uma precipitação mandar sem estar definido. Agora, estão saindo milhares, centenas de medida todos os dias. A gente está querendo é evitar o pior”, disse Guedes em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, justificou nesta segunda-feira, 23, o recuo do governo no trecho da Medida Provisória 927 que suspende o contrato de trabalho por quatro meses.


Novo Coronavirus: Prefeitura de Vitória da Conquista institui home office


Decreto publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (23) instituiu o ‘teletrabalho’ na Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, mais uma medida adotada pelo governo para prevenção ao Novo Coronavirus. Segundo o último boletim epidemiológico, emitido pela Secretaria de Comunicação às 17 horas, já são 91 casos suspeitos de infecção pelo Covid-19, dos quais 24 descartados. Nenhum caso foi confirmado no município até o momento.

Com o Regime Excepcional de Teletrabalho, servidores públicos poderão desempenhar as tarefas da Administração Públicas em suas próprias residências, atendendo às recomendações do Ministério da Saúde de evitar contatos sociais. O servidor autorizado a desenvolver remotamente suas atividades deverá manter com a chefia imediata cronograma para encaminhamento de documentação, processos e demais peças físicas, quando necessário.

“O servidor deverá manter contato periódico com a chefia imediata para manter-se atualizado acerca das condutas e dos posicionamentos a serem seguidos, bem como para o acompanhamento das atividades realizadas, informando-a, ainda, acerca do andamento dos trabalhos e apontando eventuais dificuldades, dúvidas ou elementos que possam atrasar ou comprometer a qualidade e a eficiência do serviço”, diz o decreto.

O decreto prevê ainda que o atendimento ao público deverá, sempre que possível, ser realizado por canal alternativo de comunicação, evitando o contato físico desnecessário. Caberá aos secretários municipais regulamentar por ato próprio os serviços públicos considerados não essenciais que poderão ter seu funcionamento suspenso temporariamente e aqueles essenciais, que não poderão ter o atendimento ao público presencial suspenso.