Morre, aos 64 anos, diretor e ator da Globo Jorge Fernando

O diretor e ator Jorge Fernando morreu aos 64 anos na noite deste domingo (27/10/2019), no Hospital Copa Star, em Copacabana, Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um aneurisma, que se rompeu. Nascido no Rio, em 29 de março de 1955, Jorge Fernando iniciou sua carreira como ator na série da TV Globo Ciranda Cirandinha, em … Leia Mais



Por que os cultos de matriz africana são alvos da intolerância religiosa?

A demonização das religiões de matriz africana tem origem no racismo que acompanha o povo negro há séculos, desde que chegou ao Brasil escravizado Publicado por Cida de Oliveira, da RBA  Sem voz e sem mídia, adeptos das religiões de matriz africana são perseguidos por setores evangélicos, que fazem proselitismo nas cadeias e utilizam concessões de … Leia Mais


Irmã Dulce é canonizada e se torna Santa Dulce dos Pobres

Missa começou às 5h10 e contou com uma liturgia específica para canonização Foto: Reprodução/ TV Globo A baiana Maria Rita Lopes Pontes, Irmã Dulce, foi canonizada neste domingo (13), na praça São Pedro, no Vaticano, pelo papa Francisco e se tornou a primeira santa brasileira. Agora, Irmã Dulce passa a ser chamada de Santa Dulce dos … Leia Mais


Sarau debate Inquisição Católica

  Mais um debate polêmico foi colocado em discussão na noite do último dia 05/10 (sábado) pelo Sarau Colaborativo, realizado no Espaço Cultural A Estrada, com a participação de artistas, professores e interessados que sempre têm prestigiado nossos momentos culturais, recheados também de declamações de poemas, causos e até de encenação teatral. Dessa vez, o … Leia Mais


Mostra de Cinema: “Show de hoje é dedicado a minha vó, Lúcia Rocha” diz Ava Rocha em Conquista


Em coletiva, artista falou sobre política, influências e show na Mostra Cinema Conquista

No início da tarde deste domingo (1º), a cantora e compositora Ava Rocha esteve no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima para uma coletiva de imprensa. A artista se apresenta logo mais, na abertura da Mostra Cinema Conquista – Ano 14, logo após da exibição dos filmes “Não Falo com Estranhos” e “Inferninho”.

A apresentação será uma versão do seu show “Trança”, exclusivamente preparada para a Mostra Cinema Conquista. Sobre isso, a cantora e compositora comenta que “o show se trança com o local, com o momento, com as possibilidades, então, ele está sempre se reinventando”.

Segundo Ava, a performance de hoje será dedicada a algumas pessoas bastante significativas em sua vida. “Esse show de hoje é especialmente dedicado a minha avó, Lúcia Rocha, que pariu Glauber, é a mãe dele e é a mãe, de certa forma, do cinema brasileiro. E, portanto, ao meu pai, a minha tia e todas as pessoas queridas da minha família, a minha memória e as minhas raízes”, declarou.

A Mostra Conquista tem início hoje (1º), às 19h, seguindo até o dia 6 com exibições, conferências, oficinas, lançamentos de livros, entre outras atividades. O evento acontece no Centro de Cultura, quadra esportiva da Urbis VI e nos distritos de Iguá, Inhobim, Bate-Pé, São Sebastião e Pradoso, em Vitória da Conquista (BA).

A Mostra Cinema Conquista – Ano 14 tem o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia, da Diretoria Audiovisual do Estado, do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, da TV Sudoeste, da Cervejaria Devassa e do Restaurante Maria do Sertão. Recebe o apoio institucional da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, através do Curso de Cinema e Audiovisual, Programa Janela Indiscreta e Sistema Uesb de Rádio e TV Educativas. A Mostra Cinema Conquista é uma produção da Movimenta Cultura e Arte e realização do Instituto Mandacaru de Inclusão Sociocultural. Tem o apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista e do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.


Fernanda Young, escritora, atriz, roteirista e apresentadora, morre aos 49 anos… –


Fernanda Young - Reprodução/Instagram

 

Fernanda YoungImagem: Reprodução/Instagram

Caio Coletti

Do UOL, em São Paulo

A escritora, atriz, roteirista e apresentadora de TV Fernanda Young morreu hoje aos 49 anos. Young morreu no sítio da família, no município de Gonçalves, em Minas Gerais. Ela deixa o marido, Alexandre Machado, e quatro filhos. Segundo o jornal O Globo, a causa da morte foi uma parada respiratória após um ataque de asma.

O enterro deve ocorrer hoje, às 16h15, no cemitério de Congonhas, zona sul de São Paulo (SP). Young estava prestes a estrelar a peça Ainda Nada de Novo, onde vivia um casal de artistas com Fernanda Nobre. A estreia estava marcada para 12 de setembro.

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Como crianças de quilombos se reconhecem enquanto quilombolas?


Como você se reconhece? De que modo a sua formação escolar contribuiu para isso? Com o olhar voltado para a educação de crianças quilombolas, o pesquisador Wesley de Souza deu início, em 2016, a uma pesquisa que buscou entender exatamente a forma como as crianças são capazes de se reconhecer etnicamente.

Desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidades da Uesb, o estudo foi realizado junto à comunidade de Nova Esperança, localidade da zona rural do município de Wenceslau Guimarães, região Sul da Bahia. A proposta central foi analisar como as práticas educativas daquela comunidade contribuem para que as crianças se reconheçam enquanto quilombolas.

O estudo foi realizado na Escola Quilombola Caminho da Boa Esperança e utilizou, como técnicas de pesquisa, entrevistas, observação participante, oficinas de desenhos, questionários e diário de campo nesse estudo. O trabalho contou com a participação de crianças do 5º ano, além de pessoas da comunidade, como a presidente da associação, o presidente, na época, do reconhecimento pela Fundação Palmares, a primeira professora da comunidade e uma representante dos pais dos estudantes.

Os resultados apontam uma preocupação da comunidade em torno da manutenção dos aspectos culturais, evidente tanto nas falas dos adultos como nas impressões das crianças. Essa impressão está aliada à questão educacional do local. Segundo o pesquisador, existe uma sensação de “falta de práticas pedagógicas e ações por parte da escola que promovam o sentimento de reconhecimento do ser quilombola nas crianças e jovens de Nova Esperança”.

Além da sensação, a pesquisa constatou uma falta de currículo diferenciado na escola analisada, medida legal segundo as Diretrizes Curriculares para Educação Escolar Quilombola. “Mesmo a Escola Quilombola Caminho da Boa Esperança estando inserida numa comunidade quilombola, no caso do currículo, é utilizado o geral do município, como se essa fosse uma escola sem especificidades e demandas próprias”, pontuou Souza.

A pesquisa revelou ainda que as crianças da comunidade relacionam o ser quilombola apenas com os aspectos raciais. Junto a isso, o discurso trabalhado dentro da Escola é de que “ser quilombola está associado à África e ao passado de escravidão que permeia o imaginário das pessoas”, contou o pesquisador. (mais…)


Selo Fligê e Alba lançam segunda edição do “Auto da Gamela”


Ao apresentar a segunda edição do “Auto da Gamela” – obra de sua autoria em parceria com o escritor conquistense Carlos Jehovah – Esechias Araújo Lima assim a definiu: “tentamos passar no livro o canto daqueles que não tem voz”. Ele participou do lançamento da publicação durante a Feira Literária de Mucugê, no domingo (18), cercado de colegas escritores presentes na feira literária, intelectuais professores e parlamentares.

Selecionado pelo Selo Fligê 2019, o livro ressurge depois de quase 40 anos da sua primeira publicação com uma edição revista e ampliada, numa publicação da Assembleia Legislativa da Bahia, através do programa Alba Cultural, e foi enriquecido com ilustrações de Silvio Jessé. Portanto, não poderia ser lançado em ambiente mais propício do que o espaço do ateliê do artista plástico, repleto de obras que retratam o sertão, como defendeu o próprio Silvio Jessé.

Responsável por viabilizar a reedição do livro, coube ao deputado estadual José Raimundo Fontes iniciar o lançamento. “Tinha que ser extraordinária essa obra, vindo de dois grandes escritores e intelectuais que são Jehovah e Esechias. E o mais impressionante é que eles a escreveram quando ainda eram muito jovens e num período em que a Ditadura Militar implantou a censura no país”, elogiou.

Esechias tinha 28 anos e Jehovah pouco mais de 30 quando “Auto da Gamela” quando o livro foi publicado, lembrou Poliana Policarpo, que incentivou os autores a buscar uma nova edição e disponibilizá-la para as novas gerações. e, no lançamento, representava o escritor Carlos Jehovah. O livro agora conta com 219 páginas e recebeu novos poemas que haviam sido censurados na primeira edição. Segundo Esechias, a participação de Sílvio Jessé com as suas ilustrações nesse atual formato deu mais que uma nova estética ao livro. “Ele não fez apenas uma releitura da obra, ele a reescreveu”.

O escritor contou rapidamente sobre a história de como surgiu o livro, da parceria entre ele Jehovah a partir de um concurso literário, e do feito que abriu as portas para a sua publicação: quando ele telefonou para a escritora Rachel de Queiroz pedindo para visitá-la e apresentou os textos. “Ela disse que me escreveria depois para dizer o que achou e eu falei que uma frase só dela já seria extraordinário”.

Mais do que uma frase, a premiada autora de “O Quinze” não se conteve nos elogios. Esechias fez questão de reproduzir o que Rachel de Queiroz escreveu em sua carta, enviada a ele e ao parceiro em 1979 e reproduzida nesta segunda edição (inclusive a manuscrita). “Não sou juiz de poesia – jamais ousei – mas juiz de matéria sertaneja, isso eu sou! Poucas vezes encontrei, fora de Ariano Suassuna, de João Cabral, uma força da terra tão viva e violenta como nesse caderno de verso de vocês, nesse Auto da Gamela”.

A escritora Poliana Policarpo falou sobre a obra e o motivo do título. “Auto é uma composição dramática, expressão literária que surgiu na idade média e ficou esquecida, retornando em 1927, com Ariano Suassuna, em ‘Auto da Compadecida’, e ‘Morte de Vida Severina’, de João Cabral de Melo Neto, que se tornou uma obra da literatura universal”.

A escritora explica ainda que os autos são composições literárias que levam muito o simbolismo, a dicotomia entre Deus e o Diabo. “Os autores se valeram do auto e da gamela, um dos apetrechos do sertanejo. Costumo brincar comparando a gamela como um Bombril da caatinga, que tem mil e uma utilidades. É na gamela que você pode comer, dar comida aos animais, lavar os pés, já serviu de pia batismal para os bebês, dar o último banho no morto”. (mais…)


Fligê reafirma o poder da literatura e da poesia


Nesse final de semana, de 15 a 18 de agosto, aconteceu mais uma edição da Feira Literária de Mucugê, na Chapada Diamantina. A Fligê homenageou o poeta Castro Alves e apresentou temas necessários e importantes em discussões sobre literatura, poesia, produções independentes e mercado editorial, mas também sobre os abismos sociais, o racismo, o fascismo, o empoderamento da mulher e do negro, a diversidade e a liberdade, em leituras que remetem ao passado, pensando no futuro.

Os secretários estaduais de Cultura e de Educação, Arany Santana e Jerônimo Rodrigues, assim como o presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, Nelson Leal, e o deputado estadual Rosemberg Pinto prestigiaram a programação da quarta edição. “A Fligê é um dos espaços de referência no campo da literatura baiana, onde o livro, a leitura, a escrita e a literatura se encontram com seus atores e autores para celebrar a vida e a liberdade”, afirmou Arany.

Entre os escritores convidados, estiveram Mailson Furtado (Prêmio Jabuti 2018), Itamar Vieira Junior (Prêmio Leya 2018), Saulo Dourado, Noemi Jaffe, Meimei Bastos, Franklin Carvalho e Luís Serguilha. Nas sessões de lançamentos, participaram com suas mais recentes publicações: Adroaldo Almeida (“A Última Flor da Terra”), Domingos Ailton (“Antônio Burokô”), Luiz Rogério Cosme (“Democracia Golpeada”), Dirlêi Bonfim (“Alquimia das Palavras”), entre outros.

“Eu fico muito impressionado com a qualidade da homenagem que está sendo feita pela Fligê porque observo que a programação é resultado de uma curadoria muito competente, sofisticada, capaz de mapear realmente tudo o que temos de significativo em torno do poeta. Ver que outras pessoas estão embarcando no pensamento renovador, que a Feira proporciona, causa um sentimento de coletividade”, disse o dramaturgo e pesquisador da obra de Castro Alves, Edvard Passos, conferencista da abertura.

A Fligê também contou com shows das cantoras Ana Cañas, Larissa Luz e do cantor Renato Braz. Participaram da programação o ator Jackson Costa e a atriz Tânia Toko. O encerramento foi com o concerto da Orquestra Conquista Sinfônica, com regência do maestro João Omar de Carvalho Mello. “Esse show realizado foi um dos shows mais bonitos do ano! O público baiano me emocionou diversas vezes cantando todas as músicas e manifestando carinho extremo”, agradeceu a cantora Ana Cañas.

 

“Chegamos ao final mostrando que a literatura e as outras expressões artísticas dialogam com perfeição. O que a gente pode perspectivar é que a Fligê alcançou a sua maioridade e, em termos de público, nós tivemos uma diversidade, mas uma participação maior dos estudantes e da juventude”, avalia a curadora da Feira, Ester Figueiredo. “Tivemos também o registro de um público maior de pessoas do exterior, da Espanha, de Portugal, da Itália e da França, ou seja, estamos em diálogo com a literatura mundial”.

Para o deputado federal Waldenor Pereira, que destinou emenda para a realização da Fligê juntamente com o ex-deputado Jean Wyllys, a Feira está consolidada. “Pessoas de 71 municípios registraram presença nesta edição da Fligê. Esta foi a edição com a maior participação de público. Nossa avaliação é, portanto, muito positiva, sobretudo nesse contexto e nesta conjuntura desafiadora que passa o nosso país. Através da literatura, da arte, da cultura, nós podemos debater e fazer frente à onda conservadora e reacionária que se abateu sobre o Brasil”, destacou.

SELO FLIGÊ – Nesta edição, o Selo Fligê e o programa Alba Cultural lançaram o livro “Auto da Gamela”, de Esechias Araújo e Carlos Jehovah. A obra, original de 1981, ganhou segunda edição, revista e ampliada, incluindo versos censurados na época, e com ilustrações do artista plástico conquistense Silvio Jessé. Os exemplares foram distribuídos ao público da Fligê no estande da Alba.

A Fligê é uma realização em parceria do Instituto Incluso, Coletivo Lavra e Governo do Estado, com patrocínio do Governo Federal.

As fotos e a cobertura completa da Fligê podem ser conferidas no site www.flige.com.br

(Ailton Fernandes/Ascom Fligê)


Música e poesia emocionam público na terceira noite da Fligê


O início da noite de sábado (17) foi de muita música na Feira Literária de Mucugê (Fligê). Destaque para uma competição de poesias entre mulheres, o Slam Insubimisso, e o Sarau Literomusical, que reuniu criações de estudantes da rede estadual de ensino. A noite teve ainda o show da baiana Larissa Luz.

Promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado (Secult), o Slam Insubimisso de Mulheres Negras, comandado por Fabiane Lima e acompanhado pelo som da DJ Nai Kiese, reuniu poetisas com um discurso afiado e versos potentes sobre questões que fazem parte da vida da mulher negra nos tempos atuais.

De acordo com a coordenadora executiva de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Lívia Borges, o Slam “pretende trazer, por meio da poesia e da literatura, conteúdos que empoderem a juventude, em especial as meninas, as mulheres negras”.

Na Fligê, a SPM também conta com um stand com material da campanha Respeita as Mina, utilizado para ações de sensibilização junto ao público do evento. “Aproveitamos essa agenda positiva, aqui na Chapada, para fazer a ativação da Campanha e tratar da Masculinidade Tóxica, um tema abraçado e discutido pelo Governo do Estado”, completou Lívia.

Sarau

Os jovens que protagonizaram o Sarau estudam ou estudaram em escolas de 11 territórios e exibiram apresentações integrantes do Festival Anual da Canção Estudantil (FACE) e Tempos de Artes Literárias (TAL).

A dupla Larissa Novais, 18 anos, e Ezequiel Alves, 19 anos, veio de Nova Redenção e apresentou a poesia ‘Súplica’, que protesta contra a desigualdade e o preconceito contra o povo nordestino. “A Fligê é maravilhosa. Dá oportunidade a talentos locais e permite que as obras saiam de pequenas gavetas e passem a estar em uma grande e aberta gaveta, que pode ser acessada por todas as pessoas, sem julgamentos”, parabenizou Larissa.

Durante toda a Fligê, educadores e técnicos da Secretaria da Educação do Estado fizeram a facilitação de workshops, encontros literários, oficinas, rodas de conversa, recitais e saraus. (mais…)


Editora ALBA lança novas edições de Sinhazinha e Auto da Gamela na Fligê 2109


A realização da 4ª Fligê – Feira Literária de Mucugê, de 15 a 18 de agosto, na Chapada Diamantina, foi destacada pelo deputado |Zé Raimundo no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, por se tratar de evento que conta com o apoio da Casa, através da editora ALBA, que neste ano lançará dois livros: a segunda edição do Auto da Gamela, de autoria de Carlos Jehovah e Esechias Araújo Lima, e Sinhazinha, de Afrânio Peixoto. Além disso, o legislativo estar, como tem feito desde a primeira Fligê, com stand e distribuição de livros do seu amplo catálogo.

Segundo o deputado, os livros da Editora ALBA lançados especialmente para Fligê selam a parceria do legislativo com a feira literária, considerada como o terceiro evento do tipo realizado no estado, que tem atraído pessoas de dentro e fora do país e, especialmente, da região da Chapada Diamantina. “Como deputado desta Casa, sinto-me orgulhoso de ter proposto essa parceria para a realização da Fligê, inclusive com a adoção do selo Fligê-Alba de literatura, que lança uma publicação durante evento, além de outras publicações”, disse Zé Raimundo, que apresentou uma síntese das publicações deste ano.

Auto da Gamela, que leva o selo Fligê-Alba, é uma obra poética elogiada, inclusive, pela escritora Rachel de Queiroz, que narra, em versos extremamente inspirados, o nascimento, a curta e sofredora vida e morte de uma criança nordestina. Sua primeira edição foi publicada em 1980 e agora, selecionado pelo Selo Fligê 2019, o livro ganha sua segunda edição, revista, ampliada e com ilustrações de Silvio Jessé, publicada pelo programa Alba Cultural, da Assembleia Legislativa da Bahia. E Sinhazinha, romance de Afrânio Peixoto, escritor nascido na Chapada Diamantina, retrata a luta na defesa dos valores do sertão brasileiro, numa história onde a beleza da mulher traz a paixão súbita e a vingança se arrasta por gerações. (mais…)