Juros de cartão de crédito e cheque especial subiram em novembro

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,7% em relação a outubro, chegando a 318,3% ao ano Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil   Por Kelly Oliveira  Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial subiram em novembro, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central (BC). A taxa … Leia Mais


IPVA fica 3,56% mais barato para os baianos em 2020

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ficará em média 3,56% mais barato para os contribuintes baianos em 2020. Os valores constam em tabela a ser divulgada nesta quarta-feira (18), pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), com o calendário de pagamento do imposto. A queda mais acentuada com relação ao IPVA 2019 beneficiou … Leia Mais


Mais pobres são os únicos a perder rendimento sob Bolsonaro, revela Ipea

Outras faixas de renda tiveram alta Destaque fica para a classe média Catador no lixão da Estrutural, em Brasília. Os mais pobres são os que registaram menor variação no rendimento familiar, segundo o IpeaSérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2018 A faixa de renda dos brasileiros mais pobres foi a única que perdeu rendimento real nos 3 primeiros … Leia Mais


CNM divulga pesquisa sobre pagamento do 13º salário pelos Municípios em 2019


Cerca de dois terços das administrações municipais devem pagar os salários do mês de dezembro em dia e 26,8% dependem de receitas extras para efetuar o pagamento. Os dados constam da pesquisa O pagamento do 13º Salário pelos Municípios brasileiros em 2019, divulgado nesta sexta-feira, 13 de dezembro, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A pesquisa foi realizada entre os dias 6 de novembro e 12 de dezembro deste ano, com a participação de 4.618 Municípios, ou seja, 82,90% dos 5.568.

Segundo o estudo, diante do cenário financeiro e do aumento de responsabilidades aos Municípios, uma das soluções encontradas para não ocorrer o atraso da folha de pagamentos do pessoal é a postergação dos pagamentos de fornecedores. Dos Municípios que responderam o questionário, 48,3% afirmaram que estão com pagamentos de fornecedores atrasados. Sobre a capacidade de fechar as contas do presente ano, 45,3% destacaram que conseguirão, enquanto 15,7% afirmaram não ser possível e 37,8% dependem de receitas extras.

Em relação ao pagamento do 13º salário, foi constatado que 51,6% dos Municípios pesquisados optaram pela parcela única. Para esses, 74,7% farão o pagamento único até 20 de dezembro. Por outro lado, dos Municípios pesquisados, apenas 5,2% disseram que vão atrasar o pagamento, o que mostra que as prefeituras estão com a intenção de ficar em adimplemento com os funcionários.

Além disso, a pesquisa mostra que algumas medidas se tornaram necessárias por parte das prefeituras para enfrentar a crise. Várias ações foram adotadas, sendo a redução das despesas de custeio apontada por 3.488 prefeituras. Em seguida, vêm a redução no quadro de funcionários (1.988), a redução dos cargos comissionados (1.878) e a desativação de veículos (1.519).

A questão dos Restos a Pagar (RAP) continua sendo um problema para as prefeituras: 2.546 Municípios irão deixar RAP para o próximo ano, o que corresponde a 55,1% dos pesquisados. Já aqueles que não vão deixar RAP correspondem a 884 ou 19,1%. Os demais 1.148 (24,9%) não sabem e dependem de receitas extras.

Apesar das dificuldades, os Municípios estão conseguindo cumprir os limites de gastos com pessoal e encargos sociais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Dos Municípios pesquisados, 4.199 (90,9%) estão com o limite do gasto com pessoal sob controle, ou seja, até 60% da RCL.

Veja a pesquisa complete AQUI

Relatório constata que BNDES teve lucro e afasta hipótese de corrupção em operação com JBS


Relatório da auditoria realizada no BNDES não encontrou irregularidades na operação financeira feita pelo banco de fomento com a JBS. Tese do procurador do Ministério Público Federal de Brasília fica desmontada. Ao invés de corrupção, o relatório constatou que o BNDES obteve lucro

(Foto: Reuters)

 O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou nesta terça-feira (12) relatório em que é feita a verificação sobre se houve prejuízo na operação em que financiou a empresa JBS.

Segundo o relatório, “a Equipe de Investigação não encontrou durante sua análise nenhuma evidência direta de corrupção em conexão com as operações”, informa o Poder 360.

Fica assim refutada a tese do procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal em Brasília, que entrou com pedido na Justiça para que a JBS pague R$ 21 bilhões para ressarcir o BNDESPar (braço do BNDES que cuida de participações acionárias).

O procurador diz ter identificado irregularidades nos investimentos do bando de fomento no período de 2007 a 2011.


Safra nacional de grãos de 2020 deve bater recorde de 240,9 milhões de toneladas


As estimativas iniciais preveem uma redução de 7,5% na produção do milho e um crescimento de 6,7% na produção da soja

Foto: Governo do Estado de Rondônia

Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE, apontam que a safra nacional de grãos de 2020 deve bater o recorde de 240,9 milhões de toneladas. As estimativas iniciais preveem uma redução de 7,5% na produção do milho e um crescimento de 6,7% na produção da soja.

Entre os cinco produtos de maior peso na safra, são esperados três recuos na produção. Em relação à segunda safra do milho, a queda esperada é de 9,8%, enquanto para a primeira safra do grão espera-se um recuo de 0,8%. Sobre a primeira safra do feijão, espera-se uma redução de 0,3%.

As variações positivas serão do algodão, com alta de 2,0%; arroz, com elevação se 1% e soja, com salto de 6,7%.

Já para este ano, a safra nacional deve atingir 240,8 toneladas, sendo maior que o recorde de 2017, com 2,4 milhões de toneladas a mais produzidas.

O aumento foi puxado pelo milho, que deve alcançar uma produção recorde de 100,2 milhões em 2019, o que representa um aumento de 23,2% frente a 2018. O algodão também deve bater um recorde da série história do IBGE. Na safra deste ano, a produção deve chegar a 6,9 toneladas, um aumento de 39,8% na relação com o ano anterior.

Porém, a produção de soja e o arroz diminuiu. A estimativa aponta para uma colheita de 113,2 milhões de toneladas do grão em 2019, o que representa uma retração de 4% em relação ao ano passado. Já o arroz teve queda na produção por consequência da redução de 9,5% na área plantada e de 12% na área a ser colhida. Com isto, estima-se uma produção de 10,3 milhões de toneladas, um recuo de 12% em relação ao ano passado.

O levantamento aponta também que, neste ano, a área a ser colhida deve ser de 63,2 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018.


Alvo maior da Lava Jato, Rio de Janeiro empobrece e cai no ranking do PIB


O Rio de Janeiro deve perder o terceiro lugar com maior PIB per capita do país para Santa Catarina. Em decadência há 20 anos, o Estado teve sua economia dilacerada pela Lava Jato

(Foto: Yescom | Mídia NINJA)
O Rio de Janeiro está às portas de perder para Santa Catarina sua posição como terceiro maior PIB per capita do país. Maior vítima da Lava Jato, o Estado teve sua economia, baseda no petróleo, destruída nos últimos anos, agravando uma crise aberta há pouco menos de 20 anos.  

Embora os números oficiais estejam previstos para serem divulgados apenas no ano que vem, projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), indica que desde o ano passado os catarinenses já estão mais “ricos” do que os fluminenses pelo critério do Produto Interno Bruto por habitante, informa Rodrigo Carro no Valor Econômico.

Desde 2008, segundo a série histórica das contas regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio de Janeiro ficava atrás apenas de Brasília e São Paulo nesse quesito de PIB per capita. Mas estimativa da pesquisadora Juliana Trece, do Ibre/FGV, indica agora PIB por habitante de R$ 38.874 para o Rio de Janeiro em 2018 contra um valor de R$ 40.316 calculado para Santa Catarina.

 O Rio de Janeiro está às portas de perder para Santa Catarina sua posição como terceiro maior PIB per capita do país. Maior vítima da Lava Jato, o Estado teve sua economia, baseada no petróleo, destruída nos últimos anos, agravando uma crise aberta há pouco menos de 20 anos.


IDH 2018: quase estagnado, Brasil ocupa a 79ª posição no ranking


Em relação a 2017, o país subiu 0,001 no Índice de Desenvolvimento Humano, mas decresceu uma posição na lista

O Brasil ficou na 79ª posição no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com nota de 0,761 para 2018, entre 189 países e territórios. Em relação a 2017, o país subiu 0,001 no valor, mas decresceu uma posição na lista.

Os dados, aos quais o BLOG DO PAULO NUNES teve acesso, foram lançados nessa segunda-feira (09/12/2019), em Brasília, pelo escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De acordo com o Relatório Global de Desenvolvimento Humano (RDH) 2019, a performance nacional evidencia “leve crescimento” e sinaliza “tendência de melhora constante” desde o início da série histórica, em 1990.

O documento, entretanto, aponta que, apesar dos ganhos substanciais em saúde, educação e padrões de vida, as necessidades básicas de muitas pessoas permanecem não atendidas, indicando que uma próxima geração de desigualdades se inicia.
Segundo o relatório, enquanto a esperança de vida ao nascer e a renda per capita subiram no Brasil, os anos esperados de escolaridade e a média de anos de estudo ficaram estagnados – ou seja, os resultados na área de educação “travaram” o crescimento do índice brasileiro.

O Pnud também mediu a perda do desenvolvimento humano devido à distribuição desigual dos ganhos do IDH. Neste caso, o Brasil ficou com o índice 0,574 e ocupou a 102ª posição.

O IDH é um indicador que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, mais desenvolvida é a nação de acordo com o cálculo. A avaliação leva em consideração saúde (expectativa de vida), educação (expectativa de escolaridade e média de anos de estudo para pessoas com 25 anos ou mais) e renda.

O Brasil é considerado um país de Alto Desenvolvimento Humano, uma espécie de segundo escalão na lista, dividindo a posição com a Colômbia. Na América do Sul, os dois países compartilham a 4ª posição do IDH. Chile, Argentina e Uruguai aparecem na frente.

O RDH aponta que o Brasil teve o 5º maior crescimento na região entre 2010 e 2018, atrás da Bolívia, Chile, Equador, Peru e Guiana. Porém, entre 2013 e 2018, caiu três posições no ranking.

Diferenças entre gêneros

Um dos recortes do relatório traz o retrato das diferenças sociais e econômicas entre homens e mulheres (gênero). No Brasil, em média, a renda feminina é 42% menor que a masculina, mesmo as mulheres apresentando melhor desempenho na dimensão educação, fator-chave para o desenvolvimento das atividades laborais.

Nas informações que abordam o empoderamento feminino, o relatório aponta que o país tem apenas 15% dos assentos preenchidos por mulheres nas funções parlamentares, o que deixa o Brasil atrás, regionalmente, do Chile, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai.

A boa notícia é que na América do Sul, no painel sustentabilidade socieconômica, os gastos com pesquisa e desenvolvimento, em porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), colocam o Brasil na primeira posição.

O lançamento do Relatório Global de Desenvolvimento Humano (RDH) 2019 terá a presença da representante-presidente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, e de autoridades do governo, da sociedade civil, do setor privado, da academia, do corpo diplomático e de organismos das Nações Unidas.

A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, a economista Betina Barbosa, apresentará os resultados do relatório, entre eles, a atual situação do Brasil, conforme os indicadores de acesso à saúde, educação e distribuição de renda medidos até 2018


Alta do preço das carnes puxa inflação em novembro no país, diz IBGE


Frigorífico de Vitória da Conquista

A alta de 8,09% no preço das carnes foi o item que mais influenciou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em novembro deste ano. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%).

Os alimentos e bebidas tiveram uma alta de preços de 0,72%. Além das carnes, também contribuíram para a inflação os cereais, leguminosas e oleaginosas (1,65%), óleos e gorduras (1,33%), os produtos panificados (0,71%) e as carnes industrializadas (0,69%). Com isso, se alimentar em casa ficou 1,01% mais caro em novembro.

“A alimentação no domicilio vinha caindo há seis meses. A alta de agora foi puxada pelas carnes. Para ter uma ideia do peso do aumento das carnes, o grupo alimentação e bebidas sem as carnes teriam um resultado de deflação de 0,18%”, disse o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov.

A alimentação fora de casa teve alta de preços de 0,21% no período. Por outro lado, tiveram queda de preços alimentos como tubérculos, raízes e legumes (-12,15%), hortaliças (-2,20%) e leites e derivados (-0,93%).

Alguns itens não alimentícios também tiveram impacto importante sobre a inflação neste mês, como as loterias (24,35%), a energia elétrica (2,15%), o plano de saúde (0,59%) e o etanol (2,46%).

Grupos de despesas
Entre os grupos de despesas, os principais impactos vieram da alimentação (0,72%), despesas pessoais (1,24%) e habitação (0,71%). Também tiveram inflação os grupos transportes (0,30%), vestuário (0,35%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e educação (0,08%).

Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesas artigos de residência (-0,36%) e comunicação (-0,02%).


Produção de petróleo chega a quase 4 milhões de barris por dia, mas economia ainda patina


A estreia de sete novas plataformas no pré-sal entre os anos de 2018 e 2019 impulsionou o PIB, mesmo diante do sofrível desempenho econômico em outros setores. O Brasil está produzindo quase 4 milhões de barris por dia, recorde histórico – e o pré-sal responde por 64% da produçao nacional

A estreia de sete novas plataformas no pré-sal entre os anos de 2018 e 2019 impulsionou o PIB, mesmo diante do sofrível desempenho econômico em outros setores. O Brasil está produzindo quase 4 milhões de barris por dia, recorde histórico – e o pré-sal responde por 64% da produçao nacional.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “nos dois últimos anos, a Petrobras instalou plataformas no campo de Lula, o maior produtor de petróleo e gás do país, e Búzios, a maior descoberta já feita na costa brasileira. Com o crescimento das atividades, o pré-sal já representa 64% da produção nacional.”

A matéria ainda sublinha que “foi a maior campanha de instalação simultânea de sistemas de produção da história da Petrobras, movimento que reflete atrasos na entrega de algumas unidades contratadas durante governos petistas, gerando uma concentração de entregas de plataformas entre o início de 2018 e meados de 2019.”