Bahia lidera crescimento do número de passageiros em voos nacionais

A Bahia foi o estado com o maior crescimento no número de passageiros em voos nacionais. De acordo com a Vinci Airports, a Bahia cresceu 37%, número duas vezes superior à média do Brasil (16%). O volume de assentos comercializados para os destinos turísticos baianos são resultado da política adotada pelo Governo do Estado com … Leia Mais



Patrões não poderão deduzir gastos com empregados domésticos no IR

A Receita Federal permitia a dedução de gastos de até 1200,32 reais com o pagamento de INSS até o ano passado Com a medida, o Ministério da Economia espera arrecadar cerca de 700 milhões de reais Eduardo Valente/FramePhoto/Folhapress A dedução do Imposto de Renda (IR) por parte de patrões com a Previdência de empregados domésticos não será mais … Leia Mais




Recuperação a caminho? Para o Dieese, política econômica seguirá excluindo a maioria; virado será o mundo?


Instituto não vê dados que sustentem repetido discurso de “retomada” da atividade. Pequena melhora “tem sido apropriada pela parcela mais rica da população”

Relatório da ONU mostra que o Brasil é o segundo país do mundo em concentração de renda: a parcela dos 1% mais ricos fica com 28,3%

São Paulo – “A hipótese de crescimento do PIB em 2020 tem como base aumento da concentração da renda, manutenção de altas taxas de desocupação e de emprego precário e empobrecimento da classe trabalhadora”, diz o Dieese, em seu Boletim de Conjuntura de dezembro. Para o instituto, a manutenção da política econômica indica que o governo “seguirá excluindo a maioria dos brasileiros de qualquer avanço”.

Na análise, o Dieese lembra que em todo final de ano a mídia tradicional e o mercado financeiro “procuram difundir a ideia de que a recuperação está a caminho”, o que novamente acontece, com previsões otimistas para 2020, com base no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que teve alta de 0,6% em relação ao período imediatamente anterior, somando 1% em termos anuais. “No entanto, nos últimos seis anos, as projeções sobre o bom desempenho do PIB ficaram sempre muito distantes da realidade”, observa, lembrando que em 2018 a previsão era de crescimento de 2,5% neste ano – mas mesmo com liberação de quase R$ 45 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o PIB “mal atingirá aumento de 1%, completando o terceiro ano de baixo crescimento”. Ao comparar 2018 e 2019, o Dieese aponta um “cenário de semi-estagnação econômica”.

Em relação ao mercado de trabalho, por exemplo, o instituto mostra uma situação de volatilidade e expansão “por meio do emprego informal e outras formas precárias, como trabalho em tempo parcial, temporário, intermitente, terceirizado, entre outros, possibilitados pela reforma trabalhista”. A consequência é que a recuperação do mercado interno, a partir da renda, continua lenta. São aproximadamente 12,4 milhões de desempregados, 27,1 milhões de subutilizados, 11,9 milhões de empregados sem carteira e 24,4 milhões de trabalhadores por conta própria – estes dois últimos são recordes na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

Pressões inflacionárias

A inflação pode estar baixa, mas o custo de vida mantém-se alto, diz o Dieese. “A fraqueza da economia contribui para a permanência da inflação abaixo da meta, mas há pressões inflacionárias pontuais que afetam negativamente as condições de vida das famílias, como a alta nos alimentos, especialmente nas carnes; as resultantes da política de preços da Petrobras; e de reajustes de planos de saúde e energia elétrica.” Além disso, o preço da carne fez a inflação oficial (IPCA) voltar a subir em novembro, atingindo 0,51%, maior taxa para o mês em quatro anos. A “prévia” da inflação oficial, em dezembro, foi ainda maior.

Também as negociações coletivas continuam exibindo resultados fracos. De acordo com o instituto, de janeiro a outubro, 25% dos acordos foram fechados com reajuste abaixo da inflação, enquanto só 26% igualaram a inflação acumulada até o período da data-base. E as negociações que superaram o índice tiveram, em média, ganho real de apenas 0,17%.

O boletim do Dieese lembra ainda que o estoque da dívida pública federal atingiu R$ 4,1 trilhões em outubro – desse total, R$ 3,9 trilhões referem-se à dívida interna. “Quem ganha dinheiro com isso? Metade dos detentores de títulos da dívida são bancos, fundos de investimento e seguradoras. As instituições financeiras detêm R$ 913 bilhões desse montante, enquanto os fundos de investimento mantêm R$ 1 trilhão. As seguradoras respondem por R$ 160 bilhões desse estoque. Os dados são do Tesouro Nacional, do Ministério da Economia.”

Bilhões em juros

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Juros de cartão de crédito e cheque especial subiram em novembro


A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,7% em relação a outubro, chegando a 318,3% ao ano

Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

 

Por Kelly Oliveira 

Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial subiram em novembro, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central (BC).

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,7 ponto percentual em relação a outubro, chegando a 318,3% ao ano. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do cliente adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 293,9% ao ano em novembro, alta de 7,5 pontos percentuais em relação a outubro. Já a taxa cobrada dos clientes que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) os juros caíram 3,7 pontos percentuais, indo para 334,3% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Segundo o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, a alta na taxa do rotativo do cartão de crédito ocorreu por influência de financeiras, que mesmo sendo consideradas instituições pequenas, aumentaram tanto os juros que afetou a taxa média. “Este mês teve aumento muito expressivo de taxas de juros de cartão de crédito de financeiras”, explicou.

Na modalidade de parcelamento das compras pelo cartão de crédito, a taxa chegou a 178,8% ao ano em novembro, com aumento de 4,4 pontos percentuais.

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial subiu 0,7 ponto percentual em novembro, comparada a outubro, e chegou a 306,6% ao ano.

No ano passado, os bancos anunciaram uma medida de autorregulamentação do cheque especial. Os correntistas que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

Essa medida não reduziu satisfatoriamente os juros do cheque especial. Por isso, o BC decidiu definir mais uma regra para a modalidade de crédito. A partir de 6 de janeiro de 2020, os bancos não poderão cobrar taxas superiores a 8% ao mês, o equivalente a 151,8% ao ano, nos juros do cheque especial. E em junho, será cobrada tarifa de 0,25% sobre o limite do cheque especial que exceder R$ 500. Essa foi uma decisão do BC, com medida aprovada no Conselho Monetário Nacional, há um mês.

Para o BC, a medida torna o cheque especial menos regressivo (menos prejudicial para a população mais pobre e com menor escolaridade), além de corrigir falhas de mercado nessa modalidade.

Crédito pessoal

A taxa de juros do crédito pessoal não consignado subiu para 103% ao ano em novembro, com alta de 3,9 pontos percentuais em relação a outubro. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) caiu 0,3 percentual, indo para 20,6 % ao ano, no mês passado. Essa é a menor taxa da série histórica, iniciada em janeiro de 2004.

Baldini também destacou a taxa de juros para a compra de veículos, que ficou em 19,4% ao ano em novembro, a menor da série histórica iniciada em junho de 2000.

De acordo com o BC, a taxa média de juros para pessoa física subiu 0,6 ponto percentual em novembro, chegando a 50,2% ao ano. A taxa média das empresas ficou em 17,3% ao ano, queda de 0,3 ponto percentual.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 5%. Entre pessoas jurídicas a inadimplência caiu 0,1 ponto percentual para 2,4% em novembro.

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito) os juros para as pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual, registrando 7,4% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,4 ponto percentual, chegando a 7,6% ao ano.

A inadimplência das pessoas físicas no crédito direcionado permaneceu em 1,8% e a das empresas caiu 0,1 ponto percentual para 2%.

Saldo dos empréstimos

Em novembro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,409 trilhões, com expansão de 1,1% em relação a outubro. No ano, a expansão foi de 4,7% e, em 12 meses, 6,3%.

Esse saldo do crédito correspondeu a 47,3% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB) -, com crescimento de 0,4 ponto percentual em relação a outubro.


IPVA fica 3,56% mais barato para os baianos em 2020


O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ficará em média 3,56% mais barato para os contribuintes baianos em 2020. Os valores constam em tabela a ser divulgada nesta quarta-feira (18), pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), com o calendário de pagamento do imposto.

A queda mais acentuada com relação ao IPVA 2019 beneficiou os utilitários, que vão pagar 4,35% a menos. Em seguida, vêm os automóveis, com 4,20%. Para ônibus e micro-ônibus, o imposto ficará 3,93% menor. Já para as motos e caminhões, a queda no valor do imposto será de 2,72% e 2,62%, respectivamente.

Os novos valores baseiam-se em pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base nos preços praticados no Estado em outubro de 2019. As informações estarão disponíveis também no site da Sefaz-BA (www.sefaz.ba.gov.br).

O IPVA é a segunda fonte de arrecadação tributária do Governo do Estado. A frota tributável da Bahia é de cerca de dois milhões de veículos. O secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório, ressalta que o valor arrecadado é dividido meio a meio com o município onde o veículo foi emplacado.

Descontos

Quem pagar o imposto antecipadamente tem desconto. O prazo final para a obtenção de 10% de desconto, em cota única, é 10 de fevereiro. Existe ainda a opção de pagamento com 5% de desconto para quem fizer a quitação do valor integral do imposto no dia do vencimento da primeira das três cotas do parcelamento padrão do imposto, data que varia de acordo com o número final da placa do veículo. (mais…)


Mais pobres são os únicos a perder rendimento sob Bolsonaro, revela Ipea


Outras faixas de renda tiveram alta

Destaque fica para a classe média

Catador no lixão da Estrutural, em Brasília. Os mais pobres são os que registaram menor variação no rendimento familiar, segundo o IpeaSérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2018

A faixa de renda dos brasileiros mais pobres foi a única que perdeu rendimento real nos 3 primeiros trimestres de 2019. É o que mostra estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgado pelo portal Uol nesta 4ª feira (18.dez.2019)

Os dados têm como base a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e a inflação por classe social medida pelo Ipea.

Nos 2 últimos trimestres, a faixa de renda daqueles que tem renda familiar de até R$ 1.643 teve redução de 1,43% e 0,34%, respectivamente. No ano, a queda somada é de 1,67%.

Houve melhora nas outras 5 faixas de renda. O destaque fica para a faixa 4 (classe média), com rendimento mensal de R$ 4.110 a R$ 8.221, que registrou alta de 13,1% nos 9 primeiros meses do ano.


CNM divulga pesquisa sobre pagamento do 13º salário pelos Municípios em 2019


Cerca de dois terços das administrações municipais devem pagar os salários do mês de dezembro em dia e 26,8% dependem de receitas extras para efetuar o pagamento. Os dados constam da pesquisa O pagamento do 13º Salário pelos Municípios brasileiros em 2019, divulgado nesta sexta-feira, 13 de dezembro, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A pesquisa foi realizada entre os dias 6 de novembro e 12 de dezembro deste ano, com a participação de 4.618 Municípios, ou seja, 82,90% dos 5.568.

Segundo o estudo, diante do cenário financeiro e do aumento de responsabilidades aos Municípios, uma das soluções encontradas para não ocorrer o atraso da folha de pagamentos do pessoal é a postergação dos pagamentos de fornecedores. Dos Municípios que responderam o questionário, 48,3% afirmaram que estão com pagamentos de fornecedores atrasados. Sobre a capacidade de fechar as contas do presente ano, 45,3% destacaram que conseguirão, enquanto 15,7% afirmaram não ser possível e 37,8% dependem de receitas extras.

Em relação ao pagamento do 13º salário, foi constatado que 51,6% dos Municípios pesquisados optaram pela parcela única. Para esses, 74,7% farão o pagamento único até 20 de dezembro. Por outro lado, dos Municípios pesquisados, apenas 5,2% disseram que vão atrasar o pagamento, o que mostra que as prefeituras estão com a intenção de ficar em adimplemento com os funcionários.

Além disso, a pesquisa mostra que algumas medidas se tornaram necessárias por parte das prefeituras para enfrentar a crise. Várias ações foram adotadas, sendo a redução das despesas de custeio apontada por 3.488 prefeituras. Em seguida, vêm a redução no quadro de funcionários (1.988), a redução dos cargos comissionados (1.878) e a desativação de veículos (1.519).

A questão dos Restos a Pagar (RAP) continua sendo um problema para as prefeituras: 2.546 Municípios irão deixar RAP para o próximo ano, o que corresponde a 55,1% dos pesquisados. Já aqueles que não vão deixar RAP correspondem a 884 ou 19,1%. Os demais 1.148 (24,9%) não sabem e dependem de receitas extras.

Apesar das dificuldades, os Municípios estão conseguindo cumprir os limites de gastos com pessoal e encargos sociais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Dos Municípios pesquisados, 4.199 (90,9%) estão com o limite do gasto com pessoal sob controle, ou seja, até 60% da RCL.

Veja a pesquisa complete AQUI

Relatório constata que BNDES teve lucro e afasta hipótese de corrupção em operação com JBS


Relatório da auditoria realizada no BNDES não encontrou irregularidades na operação financeira feita pelo banco de fomento com a JBS. Tese do procurador do Ministério Público Federal de Brasília fica desmontada. Ao invés de corrupção, o relatório constatou que o BNDES obteve lucro

(Foto: Reuters)

 O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou nesta terça-feira (12) relatório em que é feita a verificação sobre se houve prejuízo na operação em que financiou a empresa JBS.

Segundo o relatório, “a Equipe de Investigação não encontrou durante sua análise nenhuma evidência direta de corrupção em conexão com as operações”, informa o Poder 360.

Fica assim refutada a tese do procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal em Brasília, que entrou com pedido na Justiça para que a JBS pague R$ 21 bilhões para ressarcir o BNDESPar (braço do BNDES que cuida de participações acionárias).

O procurador diz ter identificado irregularidades nos investimentos do bando de fomento no período de 2007 a 2011.


Safra nacional de grãos de 2020 deve bater recorde de 240,9 milhões de toneladas


As estimativas iniciais preveem uma redução de 7,5% na produção do milho e um crescimento de 6,7% na produção da soja

Foto: Governo do Estado de Rondônia

Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE, apontam que a safra nacional de grãos de 2020 deve bater o recorde de 240,9 milhões de toneladas. As estimativas iniciais preveem uma redução de 7,5% na produção do milho e um crescimento de 6,7% na produção da soja.

Entre os cinco produtos de maior peso na safra, são esperados três recuos na produção. Em relação à segunda safra do milho, a queda esperada é de 9,8%, enquanto para a primeira safra do grão espera-se um recuo de 0,8%. Sobre a primeira safra do feijão, espera-se uma redução de 0,3%.

As variações positivas serão do algodão, com alta de 2,0%; arroz, com elevação se 1% e soja, com salto de 6,7%.

Já para este ano, a safra nacional deve atingir 240,8 toneladas, sendo maior que o recorde de 2017, com 2,4 milhões de toneladas a mais produzidas.

O aumento foi puxado pelo milho, que deve alcançar uma produção recorde de 100,2 milhões em 2019, o que representa um aumento de 23,2% frente a 2018. O algodão também deve bater um recorde da série história do IBGE. Na safra deste ano, a produção deve chegar a 6,9 toneladas, um aumento de 39,8% na relação com o ano anterior.

Porém, a produção de soja e o arroz diminuiu. A estimativa aponta para uma colheita de 113,2 milhões de toneladas do grão em 2019, o que representa uma retração de 4% em relação ao ano passado. Já o arroz teve queda na produção por consequência da redução de 9,5% na área plantada e de 12% na área a ser colhida. Com isto, estima-se uma produção de 10,3 milhões de toneladas, um recuo de 12% em relação ao ano passado.

O levantamento aponta também que, neste ano, a área a ser colhida deve ser de 63,2 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018.