Isnard Vasconcelos: uma lenda no jornalismo conquistense

          Em 1974  chegava em Vitória da Conquista, o jornalista Isnard   Vasconcelos,  ex-secretário de Comunicação  na Prefeitura de Salvador, gestão Clériston Andrade ,Chegou e casou com a conquistense Ana Maria Salves de Queiroz ,então Miss Conquista, com quem teve três filhos, Gibran,  hoje advogado no Rio Grande do Sul, Dreyfus, engenheiro eletricista, diretor geral da … Leia Mais



Nossa história, nossa gente

Há homens que participam da política, todavia há outros homens predestinados a se transformarem na história da política, cada um com o seu tamanho e com o seu lugar, mas seja como for, com suas ações transformaram suas comunidades, ele não está ao lado de Tancredo por estar, mas sobretudo porque o Tancredo já o … Leia Mais


Nossa terra, nossa gente: Alguns aspectos do município

Vitória da Conquista é a 3ª maior cidade do estado. O Cristo Crucificado da Serra do Piripiri, de Mário Cravo, é uma das principais atrações da cidade. Executado entre os anos de 1980 e 1983, mostra as feições do homem sertanejo, sofrido e esfomeado, medindo 15 metros de altura por 12 de largura. Outra importante … Leia Mais


A Igreja Adventista em Vitória da Conquista

Hoje, Vitória da Conquista com inúmeras Igrejas e grupos Adventistas é sede da Missão Bahia do Sudoeste, tendo como Pastor Geral o Pastor Jairo Torres. Luiz Ibiapaba Não se pode contar a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Vitória da Conquista sem se colocar como ponto de partida a chegada a esta cidade … Leia Mais


Vitória da Conquista enquanto centro oposicionista: revisões e novas leituras


Belarmino de Jesus SOUZA*
bjsouza@terra.com.br
Departamento de História / UESB
A presente comunicação é o resultado inicial das leituras, pesquisas e reflexões desenvolvidas a partir do projeto de doutorado Do golpe civil-militar ao Ascenso da Frente Conquista Popular: a vida política em Vitória da Conquista (1964-1996) vinculado ao Programa de Pós-graduação em História Social da UFBA, que tem como objeto a vida política da cidade de Vitória da Conquista, no período que abarca do ano de 1964 ao ano de 1996. Assentando como marco inicial o golpe civil-militar de 1964 e o impacto do afastamento do então Prefeito Municipal José Fernandes Pedral Sampaio e delimitação final a ascensão de uma frente de centro-esquerda liderada pelo Partido dos Trabalhadores. Vitória da Conquista no período proposto no projeto tornou-se uma das mais importantes cidades do Estado da Bahia, na década de 70 superou Itabuna passando a ser o terceiro maior município em termos demográficos[1] e um importante eixo econômico impulsionado a partir da implantação do pólo cafeeiro[2] e da instalação do Distrito Industrial dos Imborés[3]. O centro urbano interligado com o sul e leste da Bahia pela BA-415, com o oeste por meio da BA-262 e cortada pela BR-116, integra-se a diferentes regiões sendo um pólo comercial e de serviços atendendo a municípios das regiões Sudoeste, Serra Geral, Chapada Diamantina, Oeste e norte da Cacaueira na Bahia, bem como, o vale do Jequitinhonha no norte do Estado de Minas Gerais[4]. A cidade
nas últimas três décadas consolidou a sua condição de “capital regional” exercendo forte influência sobre os municípios das regiões do seu entorno.
O estudo da política em Vitória da Conquista tem sido valorizado nos últimos anos. A primeira iniciativa coube a Ruy Herman de Araújo Medeiros, que, na coluna Ensaios Conquistenses do jornal local O Fifo, publicou, entre ANAIS do III Encontro Estadual de História: Poder, Cultura e Diversidade – ST 10: Arquivos e Fontes:

a pesquisa histórica na Bahia. 1 outubro de 1977 e janeiro de 1978[5], uma série de artigos acerca da história
da cidade. No ano de 1982, duas outras obras surgiram. Em agosto, Israel (Zai) Araújo Orrico publicou Mulheres que fizeram História em Conquista, no qual, por meio do relato das vidas de treze mulheres de tradicionais famílias locais, aborda processos e fenômenos da história da cidade[6]. Em dezembro, Aníbal
Lopes Viana publicou a sua Revista Histórica de Conquista, ampliada, posteriormente com um segundo volume[7]. Nesta obra, o autor reuniu elementos diversos, desde transcrições de documentos, “causos”, curiosidades e, especialmente, relatos que de certo modo em seu conjunto, formaram um “memorial da cidade”, completado em 1992, por Mozart Tanajura, com História de Conquista crônica de uma cidade, ordenando as informações já contidas nas abordagens dos memorialistas anteriores, possibilitando, assim, uma necessária visão de conjunto[8]. (mais…)


Franklin Ferraz Neto e o golpe de 1964: Repercussões da ditadura militar na magistratura trabalhista de Vitória da Conquista.



Lorena Farias Santos1
Resumo
A presente pesquisa resulta da análise dos pareceres e sentenças enunciados pelo primeiro juiz a ocupar a presidência da Junta de Conciliação e Julgamento de Vitória da Conquista: Franklin Ferraz Neto (1963-1964). Os seus discursos cotejados com matérias publicadas em jornais coetâneos ao período de sua efêmera magistratura, ajudam a recuperar a sua memória e história. Franklin Ferraz teve a sua exoneração e prisão fundamentadas em acusações anticomunistas que sobremaneira obumbraram a sua real motivação: consolidar a nova correlação de poder instaurada com o Golpe de 1964, queem Vitória da Conquista, como no restante do país, significou a experiência da supressão da liberdade de expressão e da manifestação política e que repercutiu diretamente na dinâmica de ocupação do cargo de magistrado do trabalho da JCJ-VC.  Palavras-chave: Franklin Ferraz Neto; Ditadura Militar; Magistratura trabalhista.
A historiografia do século XX, consolidada por mudanças teóricas e conceituais e, por conseguinte, assente em novas propostas de análise, propiciou o desenvolvimento de relevantes pesquisas. Nessa conjuntura, os estudos de Eric Hobsbawm e Edward Palmer Thompson influenciaram, em vários países, o surgimento de uma produção historiográfica sobre os mundos do trabalho, ao tempo que “orientaram a construção de
programas e cursos de pós-graduação e demandaram a constituição de centros de referência e documentação e pesquisa sobre o trabalho e o trabalhador”.2 (mais…)


Nossa História, nossa gente: O golpe de 1964 e as dimensões da repressão em Vitória da Conquista


José Alves Dias

A direita golpista no governo em 1964 (sargento Sales, Jesiel Norberto, Fernando Spínola

Em 1962, Lomanto Júnior foi eleito governador da Bahia por uma coalizão que trafegava da União Democrática Nacional (UDN) ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), contudo, apesar do amplo espectro, ela não garantia nem aqui e nem alhures a força necessária para que ele fizesse um mandato excepcional. Paralelamente à instabilidade política, desenhou-se, também, um panorama econômico bastante difícil provocado por períodos de longa estiagem que se alternavam com chuvas torrenciais, prejudicando a agricultura, o principal elemento da economia baiana. O apoio do governo federal nessa situação seria imprescindível e do mesmo modo que no dia 13 de março de 1964 as ideias reformistas do presidente João Goulart empolgaram a assistência da Central do Brasil, no Rio de Janeiro acreditava-se no sucesso do comício em Salvador, previsto para o dia 19 de abril do mesmo ano. O governador Lomanto Júnior e vários prefeitos enxergavam nessa visita a oportunidade para auferir os recursos necessários ao desenvolvimento em áreas estratégicas na Bahia. No início de 1964, o golpe, anunciado aos quatro ventos, ainda parecia inexequível em curto prazo. E a ideia ainda estava, realmente, imatura, quan- 1 Doutor em História Social e Professor do Departamento de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). 70 do a conjunção de vários fatores e a precipitação do governador Magalhães Pinto obrigaram os quartéis a se mobilizarem. Uma vez consumado o fato, estabeleceu-se uma nova correlação de forças políticas dentro da nova ordem. Para tanto, é certo que o desconhecimento dos militares quanto à dimensão real da oposição ao movimento golpista favoreceu as delações e a eclosão de antigas intrigas entre adversários políticos na capital e em muitos municípios do interior. Prefeitos como Virgildásio Senna “em Salvador”, Francisco Pinto “em Feira de Santana”, Murilo Cavalcante “em Alagoinhas”, José Pedral “em Vitória da Conquista”, se somam a tantos outros que viveram a experiência da perseguição, da cassação e do dano aos direitos políticos nesse período tenebroso. De certo modo, esses aspectos da nossa história recente ainda são desconhecidos. Contudo, a ampliação dos debates em torno do golpe de 1964, e da ditadura que se instaurou em seguida, tem permitido que o aspecto local seja abordado com maior frequência e aprofundamento, descentralizando a histó- ria política brasileira dos maiores centros urbanos e dos personagens mais conhecidos. Desse modo, o conjunto da historiografia brasileira desse período vai se enriquecendo com a descoberta dessas experiências de pesquisa e a sociedade passa a ter uma ideia de conjunto, como também, alguns parâmetros de comparação para ajuizar o recente passado da nossa política. No intuito de colaborar com essa pesquisa, este texto pretende reconstituir parte do processo de interiorização da ação repressiva ocorrida na Bahia imediatamente após o golpe de março de 1964. Referenciando-se nos depoimentos do ex-prefeito de Vitória da Conquista, Pedral Sampaio, recuaremos aos primeiros dias do golpe na cidade, recorrendo, por vezes, a outras experiências semelhantes.2 A polarização de ideias A disputa pelo poder local entre grupos políticos no município de Vitó- ria da Conquista e em seu entorno é bastante antiga. Numa linha de tempo bem distante, encontramos João Gonçalves da Costa, latifundiário e capitão responsável pela ocupação portuguesa na região, indispondo-se com o governo provincial e os membros do poder judiciário em virtude de causas jurídicas ou de caráter administrativo. A historiadora Maria Aparecida Silva de Sousa, ainda que buscasse realçar o poderio econômico do sertanista, não deixou de 2 O Depoimento de José Fernandes Pedral Sampaio foi gravado para o autor entre os dias 15 e 20 de julho de 1999. 71 notar a importância desse aspecto para o reconhecimento de sua autoridade política pela Coroa Portuguesa e “ressaltar que a ausência de participação expressiva de João Gonçalves da Costa na política local e regional não se aplica a alguns membros de sua família”. A autora dizia respeito, obviamente, aos seus filhos, netos e aparentados que, nos séculos subsequentes, ocupariam cargos importantes na Imperial Vila da Vitória e disputariam ascendência sobre povoados agregados e potencialmente emancipáveis. (SOUSA, 2001, p. 114, 153, 184-185) O confronto entre o Santo Lenho e o Anjo da Morte, descrição primorosa de Isnara Pereira Ivo sobre a tragédia do Tamanduá, em 1895, mostra a interseção entre o público e o privado nas disputas locais: Na Imperial Vila da Vitória, onde os membros da justiça eram todos parentes, é fácil compreender como qualquer questiúncula ou pequena querela do mundo privado poderia ser estendida ás instâncias públicas. Era perfeitamente possível um assunto de polícia ser tratado como assunto de família, ou um assunto de família ser encarado como um problema de cunho policial, ficando difícil perceber onde começava a ação da justiça, do poder público, e onde terminava uma questão de caráter privado. (IVO, 2004, p. 157) A convicção de que o domínio econômico, por meio dos latifúndios, foi estratégia da elite local, em tempos remotos, para garantir a autoridade política com aquiescência portuguesa, e o controle das demais instâncias de poder aparece ainda em um artigo de Isnara Ivo, cujo foco de análise é mais amplo e conclui com a hipótese de que: As grandes famílias tradicionais, entendidas aqui como as famílias que controlaram as posições de poder no municí- pio desde o processo de conquista da região, não conseguiram construir um líder forte que fosse capaz de dirigir a atuação política dos membros do grupo familiar e dos correligionários em geral. A longa dominação familiar foi garantida pelo entrelaçamento familiar e pelo número de membros da família que controlavam determinadas regi- ões do município. As famílias não conseguiram extrapolar esses limites e projetar-se em nível estadual, ao contrário de outras famílias do interior do estado. (mais…)


Nossa história, nossa gente:Grande tempestade em Vitória da Conquista


Taberna da História: Tempestade de 1969

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Luís Fernandes | Taberna da História

No dia 16 de outubro de 1969 Vitória da Conquista foi surpreendida por uma forte chuva, que começou às 15h40 e terminou depois de 2 horas, causando estragos e danos materiais de mais de Cr$ 2 milhões (meda corrente na época). As ruas centrais transformaram-se em caudalosos rios em poucos instantes, em consequência das fortes enxurradas. As praças da Bandeira e Nove de Novembro, juntamente com as ruas Ernesto Dantas e Monsenhor Olímpio se uniram pelas impetuosas águas, que invadiram casas comerciais e residências (na época havia muitas no centro da cidade). Na Rua Santos Dumont as casas do lado direito de quem sobem foram atingidas, pelos fundos, pelas enxurradas, vindas da Rio-Bahia.

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Nossa história, nossa gente: Simone do Salão Bahia


Texto: Luís Fernandes

Simone em seus áureos tempos
Manicure há mais de 30 anos
Lana Simone Santos da Silva, nascida no dia 8 de abril de 1957, é uma das mais antigas manicures de Vitória da Conquista. Ela trabalha no “Salão Bahia”, de propriedade de seu pai “Sinhozinho”, desde 1979, quando ainda era na Rua Zeferino Correia. Sentada num pequeno banco,  passa horas por dia cuidando das unhas de anônimos e conhecidos. Com seu pincel e sua mão firme, ela cuida de um dos principais cartões de visita de gente vaidosa: as mãos.
Simone quando ainda era bebê
“A profissão é uma boa alternativa profissional e pode garantir bons ganhos”, acredita Simone. Ela, por exemplo, construiu sua casa com manicure. Viúva desde os 19 anos de idade, sempre lutou sozinha para criar seus quatro filhos. Casou-se em 31 de dezembro de 1974 com Carlos José Melo da Silva, que faleceu pouco tempo depois, no dia 1º de fevereiro de 1977, tendo o casal dois filhos (Lana Carla e Lúcio Carlos). Ela ainda é mãe de Lanilla e Matheus.

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Professores de qualidade marcaram, em todas as épocas, a educação no Município


Alunos do Colégio Brasil (1912)
Alunos do Colégio Brasil (1912)

A educação em Vitória da Conquista se deve ao fato de que, por iniciativa particular, grandes educadores do passado se esforçaram por implantar aqui uma educação que ultrapassasse o nível pós-primário.

Do ponto de vista histórico, percebeu-se que a evolução educacional de nossa comunidade é resultado da empresa de particulares na busca de recursos para o desenvolvimento das técnicas de ensino e no crescimento do nível educacional.

Alunos das Escolas Reunidas Barão de Macaúbas
Alunos das Escolas Reunidas Barão de Macaúbas

Desde a fundação do Ginásio de Conquista, até a instalação do campus da UESB em nossa cidade, o processo educacional não tem incentivo público para que haja um melhor nível de aprendizagem e na especialização, principalmente na área pedagógica.

Formandos do Ginásio de Conquista - 1942
Formandos do Ginásio de Conquista – 1942

Durval Vieira de Aguiar, em seu livro ” Províncias da Bahia”, editado em 1888, no tópico que trata da Imperial Vila da Vitória, retrata o aspecto da educação e das escolas na cidade oitocentista de Vitória da Conquista. Segundo ele, as condições de ensino eram das mais primitivas que existiam.

A primeira escola pública instalada no Arraial Conquistense, ainda distrito de Caetité, foi criada em 1832 pela Assembléia Legislativa da Província da Bahia.

Em 1874, Antônio Pessoa da Costa e Silva ( formado em Pedagogia) foi nomeado professor da Imperial Vila da Vitória. (mais…)


Nossa história, nossa gente: A tentativa de dotar a cidade de abastecimento de água vem desde 1900


Antiga caixa d'água da Rua do Tangue
Antiga caixa d’água da Rua do Tangue- 1931

 

Desde a primeira década deste século que se pensava em adotar um serviço de abastecimento de água encanada para Vitória da Conquista, procedendo do Poço Escuro. Entretanto, ao invés de aplicarem este projeto, construíram um tanque, onde hoje é a rua Tiradentes (próximo ao viaduto Wellington Figueiredo), que a população chamava de Rua do Tanque.

O depósito de água foi construído no governo municipal de José Maximiliano Fernandes. O local também era conhecido como ” Caixa d`água” e estava gravada a seguinte frase: ” Água de Nossa Senhora/Fonte Pública Municipal”.

Nesse mesmo ano a imprensa local veiculava artigos sobre o sistema deficiente do serviço de água e apelava às autoridades a implantação de “chafarizes” em diversos pontos estratégicos da cidade, pois os moradores reclamavam da distância da caixa d´ água”.

Naquele tempo havia uma grande quantidade “aguadeiros”, ou seja, transportadores de água, que chegavam a cobrar por mês 5$000( Cinco Mil réis), pois a água não alcançava os bairros altos e periféricos, nem mesmo os do centro, porque não existia ainda um sistema de canalização capaz de transportar a água até esses locais.

E os chafarizes recomendados não chegaram a ser construídos. Somente no governo municipal de Arlindo Rodrigues que dois chafarizes foram instalados; um em frente ao antigo Quartel de Polícia ( atual Prefeitura) e outro na atual Praça João Gonçalves.

Mas ainda não havia resolvido o problema do serviço de abastecimento de água para a população.

Na gestão de Pedral Sampaio (de abril de 63 a maio de 64), houve a construção de chafarizes no Alto Maron e no bairro Guarany, com a água encanada do Poço Escuro por meio de bombeamento.

A solução do problema só começou a surgir no ano de 1965, no governo Municipal de Orlando Leite. Através de resolução nº 72/65 autorizou o prefeito “firmar convênio com o Departamento de Engenharia Sanitária do Estado da Bahia – DESEB, para execução e exploração do serviço de água e esgoto sanitário do município de Vitória da Conquista.”

Os trabalhos de construção da barragem Água Fria que abastecia a cidade foram iniciados no final do governo Lomanto Júnior e concluídos no Governo de Luiz Viana Filho, que inaugurou no dia 13 de março de 71. (mais…)