Dono da Havan pede que SBT demita Sheherazade; jornalista diz que vai processá-lo; qualquer semelhança em Conquista, mera coincidência


Apresentadora do SBT que já teve seu nome associado à direita, está sendo ligada à “ideologias comunistas”

Foto: Reprodução/SBT
Foto: Reprodução/SBT

 

Dono da Havan e patrocinador do SBT, Luciano Hang comprou uma briga com a apresentadora da emissora, Rachel Sheherazade. Na sexta (22), através de suas redes sociais, ele elogiou Silvio Santos por demitir “comunistas” e disse que faltava incluir a jornalista na lista.

“O jornalismo da grande mídia está todo contaminado com ideologias comunistas que destroem o nosso Brasil. Parabéns Silvio Santos”, escreveu Hang, em referência à notícia de que SBT anunciava o fim do jornalístico SBT Notícias, e que toda a equipe do programa tinha sido demitida. “Ainda falta mais gente para você demitir. Raquel é uma delas”, completou.

A jornalista, que tem publicado vídeos e textos em suas redes sociais em oposição ao governo – ao contrário do que fazia antes -, disse que vai acionar a Justiça contra o empresário. Se no passado ela teve seu nome associado à direita, hoje, ela critica duramente o presidente Jair Bolsonaro.

“Já está registrado! Empresário chantageia a emissora onde trabalho e ainda vem à público pedir cabeça de jornalista. Já vi esse filme antes. Mas, agora, vai ter processo”, afirmou Sheherazade.

Intimado pelo Twitter, Hang ironizou ao dizer que não pediu a cabeça da jornalista em momento algum. “Cada um faz o que quiser na sua empresa, mas caso aconteça alguma coisa, você pode trabalhar na TV estatal cubana Cubavisión, lugar ótimo para quem pensa como você. Abraço do veio da Havan”.


General da reserva pressiona STF a manter Lula como preso político; general não contribuiu em manda para melhorar a sociedade


Mesmo com a revelação de que o ex-presidente Lula foi alvo de uma fraude processual pelo ex-juiz Sergio Moro, o general da reserva Paulo Chagas colocou a faca no pescoço do STF; general cantou hino durante 40 anos, deu ordens, mas em nada contribuiu para melhorar o Brasil, não que seja culpa, mas uma realidade que militares do Exército não aceitam, pois além matarem brasileiros natos através da história, apenas cantam todo dia, recebem salários, mas suor no rosto é como o sangue da facada de Bolsonaro, ninguém vÊ. Quando os dez soldados assassinaram o músico do Rio de Janeiro com 80 tiros, o que disse esse hipócrita? 

 

O general da reserva Paulo Chagas, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro e que chegou a ser cogitado para ser seu companheiro na chapa presidencial, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou que a Corte mantenha a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no julgamento onde a defesa  pede que ele seja posto em liberdade devido à suspeição do então juiz da Lava Jato, atual ministro da Justiça, Sérgio Moro. Chagas já foi alvo de um mandado de busca e apreensão espedido pelo STF em função de um inquérito que apurava a divulgação de fake News envolvendo o Judiciário (Leia no Brasil 247)

“A composição do STF não mudou e, por óbvio, as suas decisões tendem a continuar apartadas do q os brasileiros esperam da magistratura, guardo, no entanto, a esperança de q no dia 25 de junho não lhes falte, pelo menos, o bom senso para deixar LULA NA CADEIA, o seu devido lugar!!”, postou o militar no Twitter.

A postagem de Chagas, considerado um militar de extrema direita, vem na esteira de reações intempestivas como a feita pelo general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, que recentemente deu murros na mesa e pediu “prisão perpétua” para Lula (leia no Brasil 247).

Os questionamentos em torno da prisão de Lula, que é mantido como preso político há mais de uma ano em Curitiba, vem ganhando cada vez mais força nas últimas semanas após a divulgação de que Moro, em conluio com procuradores da força-tarefa da Lava Jato, teria influenciado e orientado os processos envolvendo o ex-presidente, como revelado pelo site The Intercept Brasil.

Confira o TWitter do general Paulo Chagas sobre o assunto.


Empresas privadas devem R$ 450 bilhões à Previdência, mostra relatório final da CPI; por que isso não importa?


 

O senador Hélio José (Pros-DF) apresentou nesta segunda-feira (23) seu relatóriofinal na CPI da Previdência, no qual defende que a Previdência Social não é deficitária. A data de votação do texto ainda vai ser definida pelo presidente da comissão de inquérito, Paulo Paim (PT-RS), que deu mais prazo para análise dos parlamentares (vista coletiva). Ele garantiu que a CPI vai encerrar seu trabalho dentro do prazo inicialmente previsto, que é 6 de novembro. Uma das propostas do relatório é aumentar para R$ 9.370,00 o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que atualmente é de R$ 5.531,31.

O texto de 253 páginas aponta erros na proposta de reforma apresentada pelo governo; sugere emendas à Constituição e projetos de lei; além de indicar uma série de providências a serem tomadas para o equilíbrio do sistema previdenciário brasileiro, como mecanismos de combate às fraudes, mais rigor na cobrança dos grandes devedores e o fim do desvio de recursos para outros setores.

O relatório alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo, que “desenham um futuro aterrorizante e totalmente inverossímil”, com o intuito de acabar com a previdência pública e criar um campo para atuação das empresas privadas.

“É importante destacar que a previdência social brasileira não é deficitária. Ela sofre com a conjunção de uma renitente má gestão por parte do governo, que, durante décadas: retirou dinheiro do sistema para utilização em projetos e interesses próprios e alheios ao escopo da previdência; protegeu empresas devedoras, aplicando uma série de programas de perdão de dívidas e mesmo ignorando a lei para que empresas devedoras continuassem a participar de programas de empréstimos e benefícios fiscais e creditícios; buscou a retirada de direitos dos trabalhadores vinculados à previdência unicamente na perspectiva de redução dos gastos públicos; entre outros”, resume Hélio José em seu relatório.

Sonegação

Na visão do relator, não é admissível qualquer discussão sobre a ocorrência de deficit sem a prévia correção das distorções relativas ao financiamento do sistema.

— Os casos emblemáticos de sonegação que recorrentemente são negligenciados por ausência de fiscalização e meios eficientes para sua efetivação são estarrecedores e representam um sumidouro de recursos de quase impossível recuperação em face da legislação vigente — argumentou.

Segundo o relatório da CPI, as empresas privadas devem R$ 450 bilhões à previdência e, para piorar a situação, conforme a Procuradoria da Fazenda Nacional, somente R$ 175 bilhões correspondem a débitos recuperáveis.

— Esse débito decorre do não repasse das contribuições dos empregadores, mas também da prática empresarial de reter a parcela contributiva dos trabalhadores, o que configura um duplo malogro; pois, além de não repassar o dinheiro à previdência esses empresários embolsam recursos que não lhes pertencem — alegou.

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Função de cobrador de ônibus começa a ser extinta pela prefeitura de São Paulo


Administração determinou que novos ônibus inseridos no sistema de transporte a partir de setembro devem ter assento do auxiliar excluído

Ofício de cobrador assegura cerca de 20 mil empregos com salário médio de R$ 1.700 na cidade de São Paulo

São Paulo – A gestão do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), determinou que os novos ônibus que venham a ser colocados em operação no sistema de transporte da cidade não tenham o assento do cobrador, cuja função deve ser extinta nos próximos anos, de acordo com a nova licitação do transporte coletivo. Carta circular divulgada pela São Paulo Transporte (SPTrans) às empresas de ônibus, no último dia 11, orienta que os veículos tamanho Padron e Básico – veículos com mais de 12 metros, não articulados – já não devem mais ter o lugar do cobrador a partir de 2 de setembro.

A extinção da função de cobrador vem sendo estudada desde a gestão de Gilberto Kassab (2009-2012). O principal argumento da prefeitura é que o custo de manutenção do cobrador não se justifica pelo número de tarifas pagas em dinheiro no sistema: cerca de 5% do total de passagens. No entanto, esse percentual significa 12 milhões de passagens pagas em dinheiro por mês. No sistema local, em que operam cerca de 6 mil veículos, operado pelas empresas surgidas das antigas cooperativas, já não há atuação do cobrador desde 2014.

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) demonstrou preocupação com a medida, que pode abrir caminho para o fim da função em todo o sistema. “Pegou a gente de surpresa. Não vamos aceitar a extinção dos cobradores. Não são profissionais que apenas cobram a tarifa, são agentes sociais, que ajudam no embarque de idosos e deficientes, orientam passageiros e auxiliam o motorista”, explicou o secretário-geral da entidade, Francisco Xavier, o Chiquinho. O sindicato vai pedir reunião com a prefeitura para discutir a medida.

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PM que quebrou cassetete na testa de estudante é promovido a major em Goiás


O governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) promoveu a major Augusto Sampaio de Oliveira Neto, que em 2017, como capitão, acertou um golpe de cassetete na testa do estudante Mateus Ferreira durante protestos em Goiânia contra as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo então presidente Michel Temer (MDB)

 

Estudante Mateus Ferreira

O governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) promoveu a major Augusto Sampaio de Oliveira Neto, que em 2017, como capitão, acertou um golpe de cassetete na testa do estudante Mateus Ferreira durante protestos em Goiânia contra as reformas Trabaçhista e da Previdência propostas pelo então presidente Michel Temer (MDB). A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Um decreto assinado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, promoveu a major “por merecimento” o capitão da Polícia Militar do estado Augusto Sampaio de Oliveira Neto, que responde na Justiça por ter agredido o estudante Mateus Ferreira da Silva durante protesto em Goiânia, em 2017. Na ocasião, o policial quebrou o cassetete na cabeça do manifestante, que ficou internado durante 14 dias e passou por duas cirurgias.

Silva participava de manifestações populares contra as reformas trabalhista e previdenciárias propostas pelo governo federal, em frente a Assembleia Legislativa de Goiás, no Setor Oeste, quando foi agredido pelo policial portando o cassetete. O vídeo que mostra o momento da agressão foi compartilhado em redes sociais e gerou críticas à atuação do capitão.

O estudante chegou a passar por cirurgia de reparação dos ossos da face e hemodiálise, antes de sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou por dez dias.

— Foi um milagre — disse a mãe Suzethe Barbosa, na ocasião, sobre a recuperação do estudante.

Com a repercussão do caso, a Polícia Militar de Goiás afastou das ruas o então capitão, que era subcomandante da 37ª Companhia Independente da PM. Segundo a corporação disse à época, as imagens do episódio “não deixavam dúvida de que foi uma agressão”. Ele passou a atuar no serviço administrativo durante uma investigação aberta pela corregedoria da PM. Oliveira Neto foi denunciado por lesão corporal gravíssima e por abuso de autoridade.

O Ministério Público avaliou que a ação de Oliveira Neto foi “excepcionalmente desnecessária e violenta”. A defesa alegou ao G1 que a denúncia era “absurda” e que o cliente deveria ser processado na Justiça Militar. O GLOBO tenta contato com o policial e com o governo de Goiás.


Prefeito de Florianópolis é preso suspeito de organização criminosa


UOL
Alesc

 

 

Gean Loureiro (sem partido) foi preso na manhã de hoje na operação ChabuImagem: Alesc

Erramos: este conteúdo foi alterado
O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), foi preso na manhã de hoje suspeito de participar de uma organização criminosa que violaria o sigilo de operações policiais em Santa Catarina, além de supostamente participar de um esquema para bloquear investigações de órgãos públicos. Loureiro era filiado ao MDB até maio deste ano, quando anunciou sua desfiliação.

Ele foi detido pela Polícia Federal na operação Chabu, que cumpre mais seis mandados de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão. As solicitações judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em Porto Alegre (RS).

Procurado pelo UOL, a assessoria da prefeitura disse que Gean Loureiro não tem ligação com os atos investigados na operação, que ele concordou em prestar as informações necessárias e que está aguardando para depor na Polícia Federal. A reportagem tenta contato com a defesa dos outros investigados.

Além do prefeito, também foi preso o delegado da PF Fernando Caieron e o ex-secretário da Casa Civil Luciano Veloso Lima, que atuou na gestão Pinho Moreira (MDB), que governou Santa Catarina no ano passado, substituindo Raimundo Colombo que se candidatou ao Senado.

O nome dado à operação significa dar problema, falha no sistema. O termo era empregado por alguns investigados para avisar sobre a existência de futuras operações policiais.

De acordo com a PF, a organização criminosa composta por políticos, empresários e policiais da PF e da Polícia Rodoviária Federal lotados em serviços de inteligência, buscava atrapalhar investigações policiais. Os possíveis suspeitos pagavam propinas em troca de vazamento sistemático de informações. Os valores do suborno não foram divulgados.

As provas da investigação, segundo a PF, apontam prática de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência e corrupção ativa.

O caso está em segredo de justiça e a relatoria é do desembargador federal Leandro Paulsen, o mesmo que atua nas operações Lava Jato e Moeda Verde.

Errata: o texto foi atualizado
A matéria informou incorretamente que Gean Loureiro era do MDB. Na verdade, ele deixou o partido em maio deste ano e está atualmente sem partido. A informação foi corrigida.


Petrobras faz no NE a maior descoberta desde o pré-sal


De seis campos de exploração em Sergipe e Alagoas, Petrobrás espera extrair o equivalente a um terço da produção atual brasileira

ARACAJU – A Petrobrás fez em Sergipe sua maior descoberta desde o pré-sal, em 2006. De seis campos, espera extrair 20 milhões de m³ por dia de gás natural, o equivalente a um terço da produção total brasileira. Divulgada no mês passado, a descoberta deve gerar R$ 7 bilhões de receita anual à estatal e sócias, calcula a consultoria Gas Energy. Na avaliação do governo, a conquista pode ajudar a tirar do papel o esperado “choque de energia barata” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – plano para baratear em até 50% o custo do gás natural e “reindustrializar” o País.

A aposta do governo é que, em pouco tempo, deva sair de Sergipe o gás mais barato do Brasil. Primeiro, pelo próprio aumento da produção, que ajuda na redução dos custos. Segundo, pela entrada em operação de rivais da petroleira, como a americana ExxonMobil, que tem projetos de exploração na região. Por fim, pela presença de empresas importadoras de gás, que também vão concorrer pela infraestrutura de escoamento. Dessa maneira, a tendência é de redução na tarifa de transporte e, com isso, também do preço final do produto.

“Vamos ter competição. É isso que vai fazer o preço baixar”, afirma o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Felix, que participa da elaboração do plano de Guedes.

O governo também tem a expectativa de estimular a economia na região com o gás. De 2014 a 2017, a cadeia de óleo e gás ficou praticamente paralisada como reflexo da forte queda no preço do insumo no mercado internacional e das revelações da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que revelou bilhões em desvios de recursos na Petrobrás. “É possível que a gente assista a uma retomada da indústria de petróleo e gás no Nordeste, onde tudo começou”, diz o presidente da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto.

O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Felipe Kury, classifica o potencial da Bacia de Sergipe-Alagoas como “muito promissor”. Além dos seis campos da Petrobrás, a ANP acredita que existem na região outras áreas com indícios de presença de petróleo e gás que, nos próximos anos, podem resultar em novas descobertas relevantes.

Pelos dados do MME, para delimitar o reservatório e construir um gasoduto até a costa, a Petrobrás deve gastar US$ 2 bilhões ainda neste ano. A estatal não revela os planos para a região. Por meio de sua assessoria, informou apenas que “as águas profundas de Sergipe vêm mostrando grande potencial para o desenvolvimento”. Disse também que o orçamento do projeto está previsto em seu plano estratégico para os próximos cinco anos. Por enquanto, a estatal está trabalhando apenas na exploração, mas não na produção dos campos.

Expectativa
O gás já provoca uma reviravolta na economia de Sergipe. “Virei um caixeiro viajante, batendo de porta em porta de indústrias, oferecendo as vantagens do gás natural a quem quiser se instalar no Estado”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Augusto Pereira de Carvalho.

O Estado está agora concentrado em atrair grandes consumidores de gás para o município de Barra dos Coqueiros, vizinho a Aracaju, onde funciona o Porto de Sergipe, e, no futuro, deve estar de pé um novo distrito industrial. Na pequena cidade de apenas 25 mil habitantes, cercada por praias e mangue, começa a surgir um arranjo inédito de empresas interessadas no combustível. (mais…)