Evo Morales renuncia e golpe triunfa na Bolívia

Eleito para um quarto mandato, Evo Morales acaba de renunciar ao cargo, depois que militares bolivianos sugeriram sua saída do cargo Governo de Evo Morales tem 56% de apoio Da Telesur – El presidente de Bolivia, Evo Morales, anunció este domingo su dimisión del cargo tras oleada violenta perpetrada por grupos opositores que desconocen los resultados … Leia Mais


Chile: a queda de um ícone do neoliberalismo

Uma desigualdade única em termos de riqueza e renda, combinada com a comercialização total de muitos de seus serviços sociais e aposentadorias que dependem dos caprichos do mercado de ações, permaneceu “oculta” aos olhos dos observadores internacionais Não é comum em um país da OCDE várias pessoas sejam baleadas e mortas em dois dias de … Leia Mais


Alberto Fernández se elege e derrota o neoliberalismo na Argentina

Com 94,4% dos votos apurados para presidente da Argentina, o candidato Alberto Fernández aparece com 47,87%, enquanto o atual presidente Mauricio Macri tem 40,63%. Modelo neoliberal que levou a Argentina à pobreza sofre dura derrota nas urnas 247 – As primeiras informações oficiais do resultado das eleições na Argentina foram divulgados às 21h deste domingo (27).  Com … Leia Mais


Para não esquecer Jamais!

No dia de hoje em 1960 a pequena Ruby Nell Bridges Hall, mais conhecida como Ruby Bridges, com pouco mais de seis anos de idade, se torna a primeira criança negra autorizada a estudar em uma escola primária exclusiva para pessoas de cor branca, na Louisiana. De início foram seis os aprovados nos testes para … Leia Mais



França se nega a assinar acordo com Mercosul. Motivo: a destruição da Amazônia


“Não podemos assinar o acordo de comércio com um país que não respeita a floresta amazônica, que não respeita o Acordo de Paris. A França não vai assinar o acordo Mercosul nestas condições”, explicou a ministra Elizabeth Borne, do governo de Emmanuel Macron, que entrou em choque com Jair Bolsonaro

(Foto: Reuters)

Sputinik – A ministra do Ambiente da França, Élisabeth Borne, disse que a França não vai assinar o acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul nas “condições atuais”.

Em uma entrevista ao canal de televisão francês BFM TV, a ministra do Ambiente da França, Élisabeth Borne, afirmou que a França não vai assinar o acordo comercial entre a União Europeia e o bloco do Mercosul.

“Não podemos assinar o acordo de comércio com um país que não respeita a floresta amazônica, que não respeita o Acordo de Paris. A França não vai assinar o acordo Mercosul nestas condições”, explicou a ministra.

Antes, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse ser contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, citando o que ele alegou ser a incapacidade do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de combater os incêndios florestais e as mudanças climáticas.

Em setembro, o Parlamento da Áustria votou contra o acordo de comércio livre entre o Mercosul e a União Europeia, pondo o projeto em risco.

O acordo comercial entre a União Europeia e o bloco do Mercosul, que atualmente inclui a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, tem estado em negociação há quase 20 anos.

No fim de junho, os dois blocos econômicos concordaram com os termos do acordo, com o objetivo de intensificar a cooperação econômica e impulsionar o crescimento sustentável.


UNESCO: “A educação cubana é um exemplo para o mundo”


A Unesco reconhece novamente os consideráveis ​​avanços de Cuba no desenvolvimento de seu sistema educacional para todos, que são maiores em comparação com vários países mais desenvolvidos.

UNESCO: "A educação cubana é um exemplo para o mundo"

Enrique De La Osa / REUTERS

“A educação cubana é um exemplo para o mundo”, disse o representante do Escritório Regional de Cultura para a América Latina e o Caribe da Unesco , Miguel Jorge Llivina Lavigne, à Agência de Notícias Cubana  durante o Congresso Internacional da Universidade de 2014.

Ele lembrou também que Cuba possui um índice muito alto de desenvolvimento da educação para todos, mesmo quando comparado aos países desenvolvidos. O índice considera qualidade, primeira infância, escola primária, juventude, alfabetização de adultos e paridade de gênero.

Segundo esse índice, Cuba ocupa o primeiro lugar entre todos os países da América Latina, incluindo México ou Venezuela. Esse índice permite avaliar o nível global de implementação dos objetivos da iniciativa da UNESCO ‘Educação para Todos’, lançada em 2000.

Segundo o último relatório da iniciativa,  Cuba  também ocupa a primeira posição entre os países Com baixos rendimentos que gastam mais em educação.

O representante da Unesco também destacou os programas educacionais cubanos ‘Educate your son’ e ‘I can’, implementados pelos ilhéus   na América Latina e no Caribe e cujo objetivo principal é combater o analfabetismo e proporcionar educação a todos

Não é de estranhar que as notícias sejam favoráveis, pois algumas semanas após o início do ano, funcionários do Ministério das Finanças e Preços anunciaram que as principais despesas do orçamento do Estado para 2018 no setor social seriam dedicadas a atividades essenciais, entre as quais aparece a educação.

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Após declaração de Jegues, filha de Brigitte Macron faz protesto contra misoginia


Tiphaine Auzière ao lado da mãe, Brigitte Macron

Em um vídeo postado em redes sociais, Tiphaine Auzière, filha do primeiro casamento de Brigitte Macron, faz um apelo pedindo que a população denuncie atos misóginos. A advogada Tiphaine Auzière, que raramente aparece publicamente, manifestou-se na noite de sexta-feira (6), um dia após o ministro brasileiro da Economia, Paulo Guedes, ter feito comentários sobre a aparência de sua mãe, a primeira-dama francesa. Ela aparece em um vídeo segurando uma matéria publicada na imprensa francesa sobre as declarações de Guedes, que disse que a primeira-dama francesa era “feia mesmo”.  “Estamos em 2019 e políticos ainda têm como alvo o físico de uma mulher que é uma personalidade pública. Isso ainda existe”, diz a filha de Brigitte Macron. “Não estamos aqui para dar lição em ninguém, pois a França não está livre disso”, continuou Tiphaine Auzière, lembrando episódios em que a ministra francesa Cécile Duflot foi alvo, em 2012, de assobios ao fazer um discurso usando um vestido florido. Para a advogada, essa é uma oportunidade para que a população se mobilize contra o preconceito. “Vamos juntos, a partir de amanhã, reagir, nos engajar dentro de nossas famílias, no nosso trabalho e nas urnas para denunciar os misóginos”. Ela conclui a mensagem mostrando um cartaz com os dizeres #Balancetonmiso (denuncie o seu misógino, em tradução livre). O hashtag segue a mesma linha do “Balance Ton Porc”, slogan lançado na esteira do movimento #MeToo. Além de Tiphaine Auzière, várias lideranças políticas francesas demonstraram indignação nesta sexta-feira (6) após as declarações de Paulo Guedes sobre Brigitte Macron. Durante um evento em Fortaleza na quinta-feira (5), o ministro da Economia brasileiro afirmou: “O Macron falou que estão colocando fogo na Amazônia. O presidente [Bolsonaro] devolveu, falou que a mulher do Macron é feia. O presidente falou a verdade, ela é feia mesmo. Mas não existe mulher feia, existe mulher observada do ângulo errado. E fica essa xingação”, disse. Guedes, então, desculpou-se sobre a fala e classificou o comentário de “grosseria indesculpável”. Antes disso, Brigitte Macron já havia sido alvo de um comentário ofensivo do presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, internautas brasileiros usaram a hashtag #DesculpaBrigitte para condenar a atitude do presidente.


Macron chama Bolsonaro de mentiroso e diz que França sairá do acordo UE-Mercosul


Ruralistas sofrem o primeiro grande prejuizo decorrente da insanidade bolsonarista. A França acaba de anunciar que irá se opor a um acordo comercial com o Mercosul, que poderia abrir mercados para os produtos nacionais. Presidente francês, Emmanuel Macron, justificou a não ratificação do acordo afirmando que Jair Bolsonaro “mentiu” sobre os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil durante a reunião de cúpula do G20, no Japão

(Foto: Reuters | PR)

 Os incêndios florestais que devastam a Amazônia há 20 dias, incentivados pelo desmonte dos orgãos de fiscalização ambiental e pelas declarações de incentivo ao desmatamento feitas por Jair Bolsonaro, já resultaram no primeiro grande prejuízo internacional ao agronegócio., Segundo a Agência de Notícias France Press, A França acaba de anunciar que irá se opor ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, o que fecha a entrada de produtos agropecuários brasileiros nos principais mercados europeus.

Para o presidente francês, Emmanuel Macron, Bolsonaro “mentiu” sobre os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil, o que levou a decisão da França de não ratificar o tratado comercial entre a UE e o Mercosul. “Dada a atitude do Brasil nas últimas semanas, o presidente da República só pode constatar que o presidente Bolsonaro mentiu para ele na cúpula (do G20) de Osaka”, disse o governo francês por meio de nota. “O presidente Bolsonaro decidiu não respeitar seus compromissos climáticos nem se comprometer com a biodiversidade”, complementa o texto.

Nesta sexta-feira (23), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o da Irlanda, Leo Varadkar, manifestaram apoio à solicitação do presidente francês, Emmanuel Macron, de debater o desmatamento no Brasil durante a cúpula do G7, neste final de semana, em Biarritz, na França  (leia no Brasil 247).
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Ruralista já prevê boicote ao Brasil em razão da destruição da Amazônia por Bolsonaro


“Vai custar caro ao Brasil reconquistar a confiança de alguns mercados internacionais”. Quem afirma é o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito. A declaração reflete a preocupação dos ruralistas com o aumento do desmatamento da Amazônia no governo Jair Bolsonaro. “É questão de tempo” para um boicote a produtos do Brasil, avalia. O agronegócio movimenta mais de R$ 1,2 trilhão ao ano

“Vai custar caro ao Brasil reconquistar a confiança de alguns mercados internacionais”. Quem avalia é que o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o goiano Marcello Brito, CEO da Agropalma. A declaração reflete a preocupação dos ruralistas com o aumento do desmatamento da Amazônia no governo Jair Bolsonaro. “É questão de tempo” para um boicote a produtos do Brasil, avalia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) havia alertado que a destruição em junho cresceu 88% e em julho 278% na comparação com iguais períodos de 2018. O agronegócio movimenta mais de R$ 1,2 trilhão ao ano e contribui com mais de 20% do PIB.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ruralista demonstra as dificuldades de Bolsonaro em afinar as ideias com o setor. Para Marcello Brito, o agronegócio não precisa avançar sobre as terras indígenas, as ONGs não são o inimigo (“são mais um player da economia), a preservação custa (e os produtores deveriam ser remunerados por isso) e “a riqueza bioeconômica da Amazônia é incalculável”.

Por conta da destruição acelarada da Amazônia, a Alemanha anunciou a suspensão de quase R$ 155 milhões destinados a projetos de preservação ambiental no Brasil e a Noruega anunciou o bloqueio de cerca de R$ 133 milhões, destinados ao Fundo Amazônia. Este último país (escandinavo) é o maior financiador do fundo de proteção da Amazônia tendo doado cerca de R$ 3,69 bilhões para utilização em projetos de conservação ambiental em dez anos.

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Bolsonaro divulga vídeo de caça de baleias em ilha dinamarquesa para criticar Noruega


por Gustavo Uribe e Ricardo Della Coletta | Folhapress

Bolsonaro divulga vídeo de caça de baleias em ilha dinamarquesa para criticar Noruega

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) utilizou neste domingo (18) imagens de uma caça tradicional realizada em uma ilha dinamarquesa para criticar a Noruega, que anunciou na semana passada suspensão de repasse de recursos ao Fundo Amazônico.

Imagens semelhantes às do vídeo publicado pelo presidente, que circulavam pela internet em redes sociais, foram analisadas pela Agência Lupa na sexta-feira (16). Segundo o serviço de verificação, é falsa a afirmação de que as imagens foram feitas na Noruega.

O vídeo compartilhado por Bolsonaro em sua rede social, mostra caçadores encurralando baleias em uma praia e, na sequência, matando-as com arpões. O material identifica a sequência de imagens como tendo ocorrido em maio deste ano na Noruega.

Na mesma publicação, Bolsonaro disse que em torno de 40% dos recursos do Fundo Amazônico são direcionados a ONGs, que são, segundo ele, “refúgio de muitos ambientalistas”. “Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega”, escreveu.

As imagens analisadas pela Agência Lupa, que foram feitas por agências internacionais, na verdade, são das llhas Faroë, um arquipélago no Atlântico Norte dependente da Dinamarca, que promove um festival anual chamado Grindadráp. No Youtube, vídeo semelhante ao compartilhado pelo presidente identifica as imagens como tendo sido feitas nas llhas Faroë, mas também se equivoca ao afirmar que elas ficam localizadas na Noruega.

A caça comercial de baleias é permitida na Noruega, mas, segundo dados internacionais, têm diminuído ao longo dos anos. Na quinta-feira (15), ao comentar a suspensão do repasse ao Fundo Amazônico, o presidente havia afirmado que a Noruega”mata baleia”, “explora petróleo” e não tem nada a oferecer ao Brasil neste momento.

A Noruega seguiu a decisão da Alemanha que, no sábado (10), também informou que suspenderá parte do financiamento de proteção ambiental para o Brasil. No mesmo tom adotado contra a Noruega, Bolsonaro sugeriu que a Alemanha refloreste seu próprio país.

O presidente disse ainda que o interesse dos países europeus não é em ajudar a floresta amazônica, mas em explorar a sua riqueza e exercer soberania sobre ela. Segundo ele, a “imagem péssima” do país no exterior se deve à subserviência a países desenvolvidos.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– Em torno de 40% do Fundo Amazônico vai para as… ONGs, refúgio de muitos ambientalistas. Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega.

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New York Times: ‘Pó branco, rostos vermelhos: a carga de cocaína a bordo do avião presidencial’


Maior jornal do planeta registra com espanto e ironia o escândalo do Aerococa: “O presidente Jair Bolsonaro do Brasil prometeu perseguir implacavelmente os traficantes de drogas. Agora, está duramente pressionado para explicar como um avião presidencial transportou 39 quilos de cocaína através do Atlântico durante uma viagem oficial”

247 – Maior jornal do planeta registra com espanto e ironia o escândalo do Aerococa: “O presidente Jair Bolsonaro do Brasil prometeu perseguir implacavelmente os traficantes de drogas. Agora, está duramente pressionado para explicar como um avião presidencial transportou 39 quilos de cocaína através do Atlântico durante uma viagem oficial”. A reportagem foi assinada pelo correspondente do New York Times no Rio de Janeiro, Ernesto Lodoño.

O título da reportagem é de uma ironia cortante: “White Powder, Red Faces: Cocaine Cargo Aboard Brazil Presidential Plane” ( “Pó branco, rostos vermelhos: a carga de cocaína a bordo do avião presidencial do Brasil”).

A maneira como o jornal indexou o assunto é indicativa do estado de espírito a respeito de Bolsonaro e do escândalo: “bolsonaro-staff-cocaine-bust” (bolsonaro-equipe-cocaína-apreensão”.

Segundo o texto de Lodoño, “apesar do extraordinário constrangimento extraordinário para o senhor Bolsonaro, ele exaltou a integridade e o profissionalismo das Forças Armadas brasileiras (…) e chamou de `inaceitável´ o que aconteceu, prometendo uma `punição severa´ para o envolvido”.

O jornal ainda informa que o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues saiu do avião carregando uma sacola e uma mala de mão, e quando os inspetores do aeroporto revisaram a sacola, encontraram 37 pacotes de cocaína e nada mais.