ACADEMIA DO PAPO – Bolsonaro destrambelhado

O venerado jornalista Xico Sá disse que Bolsonaro só é assim porque sabe que há um contingente enorme de pessoas no Brasil que pensa igualzinho a ele…. E disse mais o famoso jornalista: Bolsonarius não tem culpa de nada ou de quase nada em relação à sua conduta nada exemplar. Há dezenas de anos, o … Leia Mais


ACADEMIA DO PAPO- Pesquisador americano denuncia operação ” Lava Jato”

Pesquisador americano Mark Weisbrot denunciou com dados concretos (provas irrefutáveis) como a Operação Lava a Jato se relacionou com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para fazer LAWFARE (uso de instrumentos legais com fins políticos) contra Lula e contra o Partido dos Trabalhadores. A denúncia vinda de um pesquisador dos Estados Unidos confirma todas … Leia Mais


Academia do Papo: Lava Jato a serviço dos Estados Unidos

“Os Estados Unidos usaram a Lava Jato para atingir um “objetivo da política externa, que era se livrar de Lula e Dilma Rousseff e avançar um pouco mais no processo de “demolir” a independência dos países latino-americanos que não estão alinhados com o governo norte-americano. “É o que avalia o economista e pesquisador norte-americano Mark … Leia Mais



ACADEMIA DO PAPO : O que começa errado termina errado

O senhor Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil (por enquanto) tem o péssimo hábito de fazer afirmações de ordem político-econômico-social pela manhã e à tarde (ou até antes do final da tarde) desdizer-se com a maior naturalidade. Já houve situações em que ele disse uma coisa cedinho, antes do meio dia falou outra e à … Leia Mais


ACADEMIA DO PAPO ´- Vitória da Conquista – 179 anos sob Chuva, Sol e Estrelas


Paulo Pires

Quem anda pela estrada da Rio-Bahia e gosta de encontrar timbres e sabores alvissareiros, dá de frente, surpreendentemente, com um belo portal no primeiro Planalto do Nordeste Brasileiro. Esse belo portal iluminado tem nas encostas da Serra do Peri Peri cantos de assum preto, pardais e juritis, mas repousa sua sonoridade de catingueiro no seu cantador maior Elomar de Mello, quase Figueiro. E esse canta como os grandes toureiros, que foge da fúria dos Miuras da Andaluzia em seu dourado e plangente vocábulo suscitado pelo belo canto de primeiro.
Há também sinais em suas ruas, de focos de luz, Pedras e Tochas, são lembranças das Pedras-Pedrais-Glauber-Rocha, mais que preciosos, grandes Metais eclodiram como a Flor que ao tempo certo Desabrocha. Pela Francisco Santos caminhantes apressados não contemplam o gargalo da Rua que oferece os primeiros Acordes de um discreto Azul, sobrevoando o Alto da Serra quilômetros à frente, numa clara evidência de se estar na América do Sul.
Eis que hoje amanhecemos e já nos pontos de ônibus e terminais, falamos dos sonhos que não sonhamos no Henriqueta Prates, Jardim das Borboletas, Palmeiras Imperiais, mas avançamos como guerreiros que vencem a guerra e ao final de cada dia vê tudo como normais.
Nesses dias clareados pela primavera é possível notar como a Cidade é gentil; ela nos dá o leite, o pão e a sombra mansa, como se ainda estivéssemos na Pequena Vila Imperial ou algum lugar de Pequeno Pastoril. Seus habitantes se somam em todos os esforços para que as graças do trabalho ajudem-na a ser feliz. Compartilha-se com grandeza e delicadeza o cardápio das coisas enormes e pequenas e se divide o néctar de suas flores diferentemente do que fazem as falenas.
Esta cidade de Vitória da Conquista com quase 400 mil habitantes, Alma Grande, Espírito Generoso, acolhe indistintamente e com delicadeza a todos que aqui chegam como retirantes, suas veias de mini-métropole são águas dos bons rios, que fluem léguas e mais léguas, com a mansidão das contidas correntezas.
Pássaros de aço sobrevoam a Cidade e neles um vai-e-vem constante de gente, são daqui e de fora indo e vindo, como transeuntes aéreos no Batente; conquistenses, miguelenses, emboabas e anageenses, pitukos e pipitos de várias tribos, a crescerem aqui dentro como em seus ninhos. Esplendor e brilho em várias direções, carnavais e festas em diversas tribos e corações.
179 anos quase 180 a nos acolher fraterno-maternalmente, fazendo dos seus filhos naturais sangue de todos, paixões gerais, com o mesmo afeto que nos abraçam os íntimos, nos transformando pela essência na decência de irmãos e Pais. Por tudo que nos oferece, pelo amor que tem para cada um, somos gratos a Ti, Conquista, Amada do Coração e te desejamos o máximo em tua História, como sempre te desejaram teus filhos de outrora, nos tempos em que eras apenas Vila Imperial. Hoje já na condição de metrópole regional, continuas nos abençoando com oportunidades e nos contemplando com as sementes de tua Bondade Seminal.
CONGRATULAÇÕES A VITÓRIA DA CONQUISTA, CIDADE DE ROSAS, AMOR E PAZ.


Academia do papo: O que foi feito daquele povo?


Paulo Pires

Essa pequena crônica parece um eco da bela canção de Elomar Figueira, onde o Grande Bardo dos Sertões do Mundo com voz plangente-primeira, pergunta: “Onde estão meus companheiros, que cantavam aqui mais eu?”. Isso mesmo! Essa nostalgia, ah, essa imensa nostalgia originada pela saudade dos que não vejo há tempos nos conduz à mesma pergunta: “Mas cadê meus companheiros que cantavam aqui mais eu?”. Para onde foram? Onde estão? Ou será que não estão mais aqui? E os seus sonhos? O que será que aconteceu? Será que conseguiram realizar seus sonhos? Meu Deus … Quanta saudade!
Cadê Paulo Mascena? Cadê Jorginho Touchê? Cadê Jorge Melquisedeque? Onde está nosso guerreiro André Cairo? E aqueles lugares onde íamos, ainda existem? E aquele bar, o Alternativa, na Avenida Lauro de Freitas, onde cantavam Papalo Monteiro, Lima Junior, Gutenberg Vieira e Dirlei Bonfim? Onde está aquele Bar? Derrubaram o Bar? Se o derrubaram, derrubaram nossa memória. Evandro Correia sempre estava lá, cantando ou bebericando com os amigos, nossos amigos… Cadê o Bar? Em frente a esse bar Alternativa João Tocaia cantava durante horas e horas na Galeria Joaquim Correia (que na época não era Galeria), contratado pelo nosso amigo Florentino.
Ah, o tempo! Como o tempo é implacável, escorregadio e engraçado. O tempo passou na janela e só Carolina não viu, cantou Chico Buarque para a distraída Carolina. É meus amigos e minhas amigas: o tempo nos engana e passa muito rápido. Só depois, muito tempo depois é que a gente vê quanto tempo a gente perdeu na vida. Lembram do poeta Manuel Bandeira conversando com a Andorinha? A andorinha disse para o Poeta: Passei o dia à toa, à toa! O poeta respondeu: “Minha canção é mais triste, andorinha, passei a vida à toa, à toa!”
Deusdete Dias, depois de passar por diversos cabarés da cidade, chegava ao Bar Alternativa, bem depois da meia noite com um jeito inzoneiro (parecendo um personagem dos sambas de Ari Barroso). Cara de quem havia aprontado alguma, geralmente vinha acompanhado com algum dos irmãos Barros e dali em diante era um converseiro dos diabos. Mas eram bem chegados (como sempre).
As moças eram todas promissoras: Maria Elvira, Helânia Demettino, Lourdinha Amorim, as gêmeas Zelma e Zilma e outras que nunca mais vi…. Dessas citadas, Lourdinha foi chamada pelo Pai Celestial e as outras Meninas se tornaram grandes mulheres, nas diversas áreas de atuação onde trabalham. Estão ótimas. Zé Raimundo e Waldenor Pereira viraram deputados e Antônio Roberto é um Grande Executivo na Área das Empresas Privadas… Muitos estão bem, mas os que foram embora deixaram muitas saudades… Um abraço cordial e vamos em frente. Até a próxima semana. Paulo Pires.


Academia do papo: Foi um tempo que passou ………… ficção ou memória embaçada?


Paulo Pires

Naquela noite o Clube Social estava repleto… Grandes Famílias da Sociedade Conquistense estavam presentes. Pessoas queridissimas da cidade ali estavam reunidas e o resultado não podia ser diferente: um belo e alegre congraçamento. Tirando as tradicionais famílias protestantes que ignoravam a vida mundana (algumas ignoram até hoje), quase todas as famílias de Vitória da Conquista estavam no belo – suntuoso, para nossos padrões – Clube Social. … Moças muito bem vestidas, senhores muito elegantes e senhoras dentro de modelos equiparados aos das socialites do Rio de Janeiro (naquela época, padrão de moda e costumes).
O Clube era presidido por Ademar Galvão, o maior empreendedor de Vitória da Conquista em todos os tempos. Ademar e sua esposa Márcia eram responsáveis pelas grandes festas da Cidade e para tanto contavam com figuras ilustres, entre outros, como o médico Altamirando Costa Lima, Hormindo Barros, Eurípedes e João Cairo dos Santos, Agenor e Antenor Liberal Batista (fundador das Lojas Insinuante), Antônio de Pádua Góes e Isabel, Gildásio Patez e Nilzete, Cícero Pereira do Amorim e dona Dionê Lima, filha de Hercílio Lima (esse deu nome à praça em frente ao Hospital São Vicente).
Vitória da Conquista estava saindo da fase que o professor Ubirajara Brito denominou de Conquista dos Coronéis para um momento preliminar à qual o mesmo professor intitulou de Conquista dos Bacharéis. Em meados dos anos 60, os jovens da Cidade reclamavam pela implantação de uma Universidade e, em decorrência disso, uma nova mentalidade se instalou na cabeça dos nossos jovens… A Escola Normal, grande templo de nossa Educação Secundária, possuía uma plêiade de professores que gozavam do maior respeito, entre os quais se destacavam Orlando Leite, Nilton Gonçalves, Everardo Públio de Castro, Arthur Seixas Pereira, Lia Rocha e dona Guiomar (além de outros notáveis). Esses extraordinários professores incutiram na cabeça dos nossos jovens que eles precisavam avançar. Tínhamos estudantes brilhantes e aquelas mentes não podiam ficar represadas com um Certificado de Segundo Grau… Terceiro Grau era a meta. (mais…)


Exaltação à Vitória da Conquista- Pelos seus 177 anos


Paulo Pires

Paulo Pires
Precisam te descobrir sobre o Planalto do Periperi
Precisam saber que estás no último Braço da Serra Geral
Como a mesma discrição das tribos que outrora te habitavam
Teus habitantes hoje, todos eles, consomem o hálito dos ventos mineiros
E a tua baianidade coloca um sotaque raro, uma sintaxe própria de alegria
Imitação exata do odor exalado das pétalas encontradas nas Rosas de tua Paz
Aquelas flores que exibes no Jardim Central, outrora Rua Grande,
São transposições ou aperitivos do Poço Escuro… cujos rios estão escondidos
Sob o silêncio das tardes doces como licores na Casa de Henriqueta Prates
Onde está Aydil Fernandes Santos Silva?
Não é mais possível encontrá-la? Então que se busque Humberto Flores
Ele sabe muito bem muitas passagens de tuas histórias.
Bem, agora é hora de a gente se deitar sob o teu Céu nublado,
Precisamos de muitas chuvas para que possamos disfarçar nossas lágrimas de alegria
Pelo teu mais aniversário …
Sim, agora com 177 estás mais próxima de 200
São anos vindos e vividos, tantas adolescências e tantos que já se silenciaram
Mas todos te amaram, como eu, ou melhor, ou mais, que não tenho nem palavras.
Feliz Aniversário Vitória da Conquista, nós te amamos! Parabéns Saúde, Paz e muito Amor.


Academia do papo: 9 de Novembro, dia da Cidade


Paulo Pires
Paulo Pires

Meninos eu vi! Eu vi João Gonçalves da Costa, descendo pela encosta do Rio Verruga logo abaixo da casa que viria a ser de dona Henrique Prates. Os meninos de outrora no Arraial da Vitória, andavam desconfiados de ainda ter índio por perto. Coisa do pensamento, nada de verdade, estória.

Vi também uma porção de gente chamada Lopes, conversando com outros que se chamavam Correia. Santos Silva tinha de pau. Depois vieram os Gusmões com Plácido e o pessoal de Justino. Ao mesmo

tempo os Fernandes e os Sales de outro lugar. Andrades chegaram muitos, antes do padre Manuel Januário e daí prá frente, foram Mendes, misturados com Fonsecas, que se juntaram com o povo de Tremedal, território dos Ferraz. De Anagé vieram os Soares e da Barra da Choça também, que mandou um pouco dos Leites, um povo alto e forte, dourado que nem xerém.

Foi tanta gente chegando, que a Terra que era boa, ficou melhor de morar. Veio também do norte, do nordeste, Pernambuco, Paraíba, Ceará. E assim foi chegando, mais gente chegando cá. Enfim deu-se a vitória que depois de muitas glórias, batizou-se nas conquistas, era terra de Adão, de Deusdete bom de vista. (mais…)


Verdade sobre o CEASA e o espírito dos aproveitadores


DSC01277Diante dos últimos acontecimentos envolvendo o setor atacadista de hortigranjeiros de nossa Cidade, li com a devida atenção o artigo do jornalista Paulo Nunes sobre o CEASA de Vitória da Conquista, e fiquei bastante pensativo em relação aos entraves porque ora passa esse importante segmento. Inicialmente, diria que é nosso dever manter preocupações na linha de defesa de quem trabalha para melhorar a oferta de produtos e serviços para a Comunidade, onde quer que eles sejam realizados. No caso específico, o dos hortigranjeiros, trata-se de um segmento muito especial, que em última análise pode ser considerado tão ou quase tão importante quanto os problemas que emergem da [e na] área de saúde.

As tribulações diárias, as rotinas que inquietam os trabalhadores, grandes atores das áreas pública e privada, trazem consequências que concorrem de forma pouco esclarecedoras sobre questões que nos pegam inadvertidamente sem boas reflexões na liça quotidiana. O embate com o dia a dia, a preocupação com o bem estar pessoal, envolvendo questões financeiras, econômicas e patrimoniais, nem sempre contribuem para que tomemos atitudes corretas ou nos expressemos de modo que nossas decisões sejam melhor ajuizadas.

Lendo o artigo do respeitado jornalista (Leia aqui a opinião de Paulo Nunes) e considerando que há no texto uma série de informações sobre pressões que os grandes atacadistas fazem sobre os pequenos, o sentimento é estarrecedor. A determinação de alguns dos grandes atacadistas é que os pequenos não aceitem nenhuma proposta feita pela Prefeitura, a não ser aquela imposta pelos seus interesses. Levando em conta que essa informação vem de um jornalista experiente como Paulo Nunes, fica claro para todos que alguns de alguns dos grandes atacadistas tentam emparedar o Poder Público Municipal fazendo uma espécie de ultimato que se resume ao seguinte: ou a Prefeitura aceita o que eles impõem ou a Cidade sofrerá uma sabotagem em seu processo de abastecimento de alimentos naturais. O que a Sociedade pensa disso?

Ora, a Sociedade deve estar perplexa com as exigências dos grandes atacadistas do CEASA. A Comunidade sabe que as atividades exercidas por pequenos ou grandes atacadistas de hortigranjeiros é uma Atividade Comercial (não Filantrópica) e como tal, tem que estar submetida a todas as regras de mercado. Trata-se uma atividade privada, lucrativa, sujeita a todo tipo de dispositivos legais, tributários, além dos administrativos, econômicos, financeiros operacionais e patrimoniais. Portanto, não cabe à Prefeitura a construção de nenhum Equipamento, pequeno ou grande para que esses empresários exerçam suas atividades comerciais.

Imaginemos uma Sociedade de Mercado (e o Brasil é um País de Economia de Mercado) com o Poder Público tendo o dever de construir Imóveis para que comerciantes exerçam suas atividades empreendedoriais. Isso seria muito bom (se pudesse ser feito para todos). Como não é possível fazer isso para todos, o certo é que todos que queiram entrar no Mercado construam com recursos próprios suas instalações, seus imóveis. Na realidade esse desejo dos atacadistas do CEASA não existe em nenhum lugar do Planeta.

O que se sabe é que todos os comerciantes que lá estão, são pessoas trabalhadoras, vitoriosas, algumas muito bem de vida, cheias de projetos na construção de um Brasil novo e com grandes interesses de fazer do novo Centro de Abastecimento um grande Espaço, dignificando a cada dia suas atividades. A Prefeitura de Vitória da Conquista, ao que se sabe, já está fazendo sua parte doando um terreno enorme de aproximadamente 70 mil metros com toda a Infraestrutura cujo processo está em andamento. Nesse momento é hora de cada comerciante fazer sua parte, aderindo ao processo do sorteio dos lotes, para construírem seus boxes e também negociando com os donos do imóvel para permanecerem onde estão até a desocupação e transferência para o Novo CEASA. Paz na Terra aos Homens de Boa vontade, pés no chão e perseverança na reivindicação daquilo que queremos conquistar. Mas, que o façamos sempre com dignidade.


ACADEMIA DO PAPO : Veículo Leve sobre Trilho: Um abordagem quase política


DSC01277Na última eleição para prefeito de Vitória da Conquista, uma discussão ganhou vulto na campanha: Transporte Coletivo. Por se tratar de tema presente no cotidiano das pessoas, claro que ganhou intensa reverberação popular e se avolumou em dimensões merecidas. O candidato que se opunha ao prefeito Guilherme Menezes disse, em diversas ocasiões, que tinha um Projeto para implantação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e que, em sua visão, esse Projeto seria a solução para os problemas de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista. No debate o Prefeito fez ver a ele que o Projeto era bom, mas inviável sob os mais diversos aspectos, entre os quais o Operacional e o Econômico-Financeiro.

Primeiro, é importante e conveniente frisar que o problema de Mobilidade Urbana não se atém apenas a esse aspecto. Transporte Coletivo é parte integrante dessa grande discussão. Segundo, o problema não se restringe ao modus vivendi local; atualmente é discussão mundial e se trata de uma questão que aflige todas cidades de médio porte em nosso País e no resto do Planeta. Estudos recentes comprovaram, por exemplo, que no Centro de Londres os carros percorrem a faixa central da City a uma velocidade menor que as carroças e charretes faziam no final do século XIX. Vejam que ironia…
Em 1930, o filósofo espanhol, José Ortega & Gasset, advertiu em sua obra A Revolução das Massas que as cidades não estavam preparadas para o fluxo de automóveis e que a Mobilidade Urbana seria ou estaria altamente comprometida ao final do século XX em quase todo o Planeta. Acertou em cheio. Como o mundo parece não ter ouvidos para os filósofos (isso é antigo, vem desde os tempos em que Suetônio alertou um imperador romano para o fato de a Terra se exaurir), só agora é que as sociedades estão sentindo na pele o problema da Mobilidade Urbana.

Mas, e o VLT? Ora, o VLT é um importantíssimo meio de transporte que adequadamente implantado, passa a fazer parte das soluções que podem ser aplicadas a questão dos Movimentos de Massas Urbanas em cidades de médio porte para cima, em condições orçamentárias reais para implantá-lo. Ressalte-se que quando utilizamos a expressão “adequadamente implantado” o fazemos na pressuposição de que sejam atendidas todas as condições, entre as quais uma que consideramos imprescindível, e que se justifica pelo binômio CUSTO X BENEFÍCIO. Eis aí um dos fatores impeditivos para se implantar em Vitória da Conquista um sistema de Veículos Leves sobre Trilhos, ainda nessa década. O Erário Público do Município não comportaria a implantação desse Sistema e qualquer tentativa de fazê-lo agora seria um malogro; um sonho que se desintegraria diante do Primeiro Movimento da Realidade.

Por causa de constatações reais como essa, onde a Responsabilidade Fiscal Orçamentária fala mais alto, o senhor Guilherme Menezes, como é habitual em suas decisões administrativas, definiu-se por soluções mais adequadas à realidade do Município de Vitória da Conquista e está concluindo o Projeto de Mobilidade Urbana por intermédio de um Plano que prevê (e vai fazer) ligações entre três regiões da Cidade, as quais permitirão conexões bastante racionalizadas entre bairros e localidades distantes, compreendendo como pontos de referência o CEMAE e a Lagoa das Bateias. Louvável é que essa interligação será feita sem onerar dolorosamente o Município, com o uso inteligente (político) dos recursos do PAC III, permitindo à Cidade e aos seus cidadãos se moverem por extensos corredores atendendo ao citado binômio (Custo X Benefício) fundamental em economia política.

Não devemos esquecer que um dos conceitos de Política é a “arte de administrar bem os recursos públicos”. Nesse sentido, sem tentar reduzir a importância da implantação futura de VLTs. e outros meios de transporte Urbano, nos parece que atualmente, o mais exequível, o mais acertado para solucionar parte dos problemas de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista é essa que o prefeito Guilherme Menezes adotou até o final do seu mandato em 2016, em que pesem as opiniões em contrário. Em nossa opinião, o prefeito Guilherme Menezes estava e ainda hoje seus argumentos são convincentes.