Academia do papo: O que foi feito daquele povo?

Essa pequena crônica parece um eco da bela canção de Elomar Figueira, onde o Grande Bardo dos Sertões do Mundo com voz plangente-primeira, pergunta: “Onde estão meus companheiros, que cantavam aqui mais eu?”. Isso mesmo! Essa nostalgia, ah, essa imensa nostalgia originada pela saudade dos que não vejo há tempos nos conduz à mesma pergunta: … Leia Mais


Academia do papo: Foi um tempo que passou ………… ficção ou memória embaçada?

Naquela noite o Clube Social estava repleto… Grandes Famílias da Sociedade Conquistense estavam presentes. Pessoas queridissimas da cidade ali estavam reunidas e o resultado não podia ser diferente: um belo e alegre congraçamento. Tirando as tradicionais famílias protestantes que ignoravam a vida mundana (algumas ignoram até hoje), quase todas as famílias de Vitória da Conquista … Leia Mais


Exaltação à Vitória da Conquista- Pelos seus 177 anos

Paulo Pires Precisam te descobrir sobre o Planalto do Periperi Precisam saber que estás no último Braço da Serra Geral Como a mesma discrição das tribos que outrora te habitavam Teus habitantes hoje, todos eles, consomem o hálito dos ventos mineiros E a tua baianidade coloca um sotaque raro, uma sintaxe própria de alegria Imitação … Leia Mais


Academia do papo: 9 de Novembro, dia da Cidade

Meninos eu vi! Eu vi João Gonçalves da Costa, descendo pela encosta do Rio Verruga logo abaixo da casa que viria a ser de dona Henrique Prates. Os meninos de outrora no Arraial da Vitória, andavam desconfiados de ainda ter índio por perto. Coisa do pensamento, nada de verdade, estória. Vi também uma porção de … Leia Mais


Verdade sobre o CEASA e o espírito dos aproveitadores


DSC01277Diante dos últimos acontecimentos envolvendo o setor atacadista de hortigranjeiros de nossa Cidade, li com a devida atenção o artigo do jornalista Paulo Nunes sobre o CEASA de Vitória da Conquista, e fiquei bastante pensativo em relação aos entraves porque ora passa esse importante segmento. Inicialmente, diria que é nosso dever manter preocupações na linha de defesa de quem trabalha para melhorar a oferta de produtos e serviços para a Comunidade, onde quer que eles sejam realizados. No caso específico, o dos hortigranjeiros, trata-se de um segmento muito especial, que em última análise pode ser considerado tão ou quase tão importante quanto os problemas que emergem da [e na] área de saúde.

As tribulações diárias, as rotinas que inquietam os trabalhadores, grandes atores das áreas pública e privada, trazem consequências que concorrem de forma pouco esclarecedoras sobre questões que nos pegam inadvertidamente sem boas reflexões na liça quotidiana. O embate com o dia a dia, a preocupação com o bem estar pessoal, envolvendo questões financeiras, econômicas e patrimoniais, nem sempre contribuem para que tomemos atitudes corretas ou nos expressemos de modo que nossas decisões sejam melhor ajuizadas.

Lendo o artigo do respeitado jornalista (Leia aqui a opinião de Paulo Nunes) e considerando que há no texto uma série de informações sobre pressões que os grandes atacadistas fazem sobre os pequenos, o sentimento é estarrecedor. A determinação de alguns dos grandes atacadistas é que os pequenos não aceitem nenhuma proposta feita pela Prefeitura, a não ser aquela imposta pelos seus interesses. Levando em conta que essa informação vem de um jornalista experiente como Paulo Nunes, fica claro para todos que alguns de alguns dos grandes atacadistas tentam emparedar o Poder Público Municipal fazendo uma espécie de ultimato que se resume ao seguinte: ou a Prefeitura aceita o que eles impõem ou a Cidade sofrerá uma sabotagem em seu processo de abastecimento de alimentos naturais. O que a Sociedade pensa disso?

Ora, a Sociedade deve estar perplexa com as exigências dos grandes atacadistas do CEASA. A Comunidade sabe que as atividades exercidas por pequenos ou grandes atacadistas de hortigranjeiros é uma Atividade Comercial (não Filantrópica) e como tal, tem que estar submetida a todas as regras de mercado. Trata-se uma atividade privada, lucrativa, sujeita a todo tipo de dispositivos legais, tributários, além dos administrativos, econômicos, financeiros operacionais e patrimoniais. Portanto, não cabe à Prefeitura a construção de nenhum Equipamento, pequeno ou grande para que esses empresários exerçam suas atividades comerciais.

Imaginemos uma Sociedade de Mercado (e o Brasil é um País de Economia de Mercado) com o Poder Público tendo o dever de construir Imóveis para que comerciantes exerçam suas atividades empreendedoriais. Isso seria muito bom (se pudesse ser feito para todos). Como não é possível fazer isso para todos, o certo é que todos que queiram entrar no Mercado construam com recursos próprios suas instalações, seus imóveis. Na realidade esse desejo dos atacadistas do CEASA não existe em nenhum lugar do Planeta.

O que se sabe é que todos os comerciantes que lá estão, são pessoas trabalhadoras, vitoriosas, algumas muito bem de vida, cheias de projetos na construção de um Brasil novo e com grandes interesses de fazer do novo Centro de Abastecimento um grande Espaço, dignificando a cada dia suas atividades. A Prefeitura de Vitória da Conquista, ao que se sabe, já está fazendo sua parte doando um terreno enorme de aproximadamente 70 mil metros com toda a Infraestrutura cujo processo está em andamento. Nesse momento é hora de cada comerciante fazer sua parte, aderindo ao processo do sorteio dos lotes, para construírem seus boxes e também negociando com os donos do imóvel para permanecerem onde estão até a desocupação e transferência para o Novo CEASA. Paz na Terra aos Homens de Boa vontade, pés no chão e perseverança na reivindicação daquilo que queremos conquistar. Mas, que o façamos sempre com dignidade.


ACADEMIA DO PAPO : Veículo Leve sobre Trilho: Um abordagem quase política


DSC01277Na última eleição para prefeito de Vitória da Conquista, uma discussão ganhou vulto na campanha: Transporte Coletivo. Por se tratar de tema presente no cotidiano das pessoas, claro que ganhou intensa reverberação popular e se avolumou em dimensões merecidas. O candidato que se opunha ao prefeito Guilherme Menezes disse, em diversas ocasiões, que tinha um Projeto para implantação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e que, em sua visão, esse Projeto seria a solução para os problemas de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista. No debate o Prefeito fez ver a ele que o Projeto era bom, mas inviável sob os mais diversos aspectos, entre os quais o Operacional e o Econômico-Financeiro.

Primeiro, é importante e conveniente frisar que o problema de Mobilidade Urbana não se atém apenas a esse aspecto. Transporte Coletivo é parte integrante dessa grande discussão. Segundo, o problema não se restringe ao modus vivendi local; atualmente é discussão mundial e se trata de uma questão que aflige todas cidades de médio porte em nosso País e no resto do Planeta. Estudos recentes comprovaram, por exemplo, que no Centro de Londres os carros percorrem a faixa central da City a uma velocidade menor que as carroças e charretes faziam no final do século XIX. Vejam que ironia…
Em 1930, o filósofo espanhol, José Ortega & Gasset, advertiu em sua obra A Revolução das Massas que as cidades não estavam preparadas para o fluxo de automóveis e que a Mobilidade Urbana seria ou estaria altamente comprometida ao final do século XX em quase todo o Planeta. Acertou em cheio. Como o mundo parece não ter ouvidos para os filósofos (isso é antigo, vem desde os tempos em que Suetônio alertou um imperador romano para o fato de a Terra se exaurir), só agora é que as sociedades estão sentindo na pele o problema da Mobilidade Urbana.

Mas, e o VLT? Ora, o VLT é um importantíssimo meio de transporte que adequadamente implantado, passa a fazer parte das soluções que podem ser aplicadas a questão dos Movimentos de Massas Urbanas em cidades de médio porte para cima, em condições orçamentárias reais para implantá-lo. Ressalte-se que quando utilizamos a expressão “adequadamente implantado” o fazemos na pressuposição de que sejam atendidas todas as condições, entre as quais uma que consideramos imprescindível, e que se justifica pelo binômio CUSTO X BENEFÍCIO. Eis aí um dos fatores impeditivos para se implantar em Vitória da Conquista um sistema de Veículos Leves sobre Trilhos, ainda nessa década. O Erário Público do Município não comportaria a implantação desse Sistema e qualquer tentativa de fazê-lo agora seria um malogro; um sonho que se desintegraria diante do Primeiro Movimento da Realidade.

Por causa de constatações reais como essa, onde a Responsabilidade Fiscal Orçamentária fala mais alto, o senhor Guilherme Menezes, como é habitual em suas decisões administrativas, definiu-se por soluções mais adequadas à realidade do Município de Vitória da Conquista e está concluindo o Projeto de Mobilidade Urbana por intermédio de um Plano que prevê (e vai fazer) ligações entre três regiões da Cidade, as quais permitirão conexões bastante racionalizadas entre bairros e localidades distantes, compreendendo como pontos de referência o CEMAE e a Lagoa das Bateias. Louvável é que essa interligação será feita sem onerar dolorosamente o Município, com o uso inteligente (político) dos recursos do PAC III, permitindo à Cidade e aos seus cidadãos se moverem por extensos corredores atendendo ao citado binômio (Custo X Benefício) fundamental em economia política.

Não devemos esquecer que um dos conceitos de Política é a “arte de administrar bem os recursos públicos”. Nesse sentido, sem tentar reduzir a importância da implantação futura de VLTs. e outros meios de transporte Urbano, nos parece que atualmente, o mais exequível, o mais acertado para solucionar parte dos problemas de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista é essa que o prefeito Guilherme Menezes adotou até o final do seu mandato em 2016, em que pesem as opiniões em contrário. Em nossa opinião, o prefeito Guilherme Menezes estava e ainda hoje seus argumentos são convincentes.


ACADEMIA DO PAPO : Mensagem do Prefeito e reconhecimento de uma Sociedade


DSC01277Anteontem, 04/02/15, eu e aproximadamente duas centenas de conquistenses, estivemos presentes à abertura dos trabalhos legislativos na Câmara de Vereadores, hoje sob a presidência do vereador Gilzete Moreira. Como é de praxe nessas assembleias, o Prefeito Municipal foi convidado para ler sua primeira mensagem em relação ao exercício findo e também para expor sobre as realizações (projetos e ações) que pretende materializar no exercício corrente.

Além de médico, doutor Guilherme Menezes é também uma personalidade com notórios conhecimentos do mundo das artes e das letras (igualmente seus colegas médicos João Guimarães Rosa e Pedro Nava). Sobre o conteúdo de sua mensagem, pode-se concluir o seguinte: o discurso do Prefeito é (foi) enxuto, com grande objetividade, sem leguleios ou gongorismos. O homem vai direto ao assunto sem abusar de lirismos ou da prosa enganadora muito praticada por políticos demagogos, não cumpridores de promessas.

A plenária da Câmara ouviu o Prefeito com a cerimônia devida [e que ele merece] e ao final, o que se viu foi uma plateia convencida de que, efetivamente, há por parte do Executivo Municipal um esforço enorme para continuar dando ao município de Vitória da Conquista, o status de um das Cem Melhores Cidades do Brasil, fato esse reconhecido pela Revista América Economia e outros órgãos de Pesquisa Econômico-Social.
Vitória da Conquista é uma liderança mesorregional que abrange áreas do Centro Sul e Sudoeste da Bahia, portanto, um centro de convergência comercial, de prestação de serviços (incluindo os da área médica), artística, intelectual, acadêmico-científica, cujos pilares se assentam sobre valores que distinguem nossa cidade e seus dirigentes de outros que ainda não possuem inventivas de gestão calcadas em processos inovadores. Projetos inovadores esses que se destinam especialmente a colocar como prioridade a boa gestão da coisa pública para o bem estar da Sociedade.

O Prefeito foi muito feliz ao afirmar que em 10 anos, o Município deixou de ser a 11ª economia do Estado para se transformar na 6ª. Quem o ouviu atentamente chegou a conclusão que sob o ponto de vista econômico esse dado, por si só, coloca-nos como uma das cidades brasileiras de maior e melhor crescimento. Sem dúvida. Importante frisar que crescer desordenadamente não faz de nenhuma cidade uma boa localidade para se morar. Como exemplos temos grandes cidades da Baixada Fluminense, estado do Rio de Janeiro, onde os indicadores sociais são baixíssimos. Historicamente devemos lembrar que a organização da nossa cidade, veio logo em seu primeiro mandato. O Prefeito ajustou as contas públicas e devolveu ao município condições para concorrer a Projetos Nacionais, como os diversos que agora estão sendo conquistados. E isso faz com que a cidade se desenvolva em todos os aspectos, oferecendo condições de mobilidade social como poucas no País.

Os avanços nas áreas sociais e econômicas proporcionam a muitos dos habitantes de Vitoria da Conquista condições para concorrerem em suas diversas áreas de atuação, vislumbrando um futuro melhor para si, todos os familiares e todas as suas atividades profissionais. Há imensos nichos de mercado, abertos e até alguns ainda não inaugurados, oferecendo imensas perspectivas de crescimento para todos que se dedicarem às suas atividades laborais com empenhos necessários e responsabilidade social devidos.

Em dezenove laudas, o Prefeito discorreu por quase meia hora sobre o que sua Gestão realizou no ano passado e assegurou a todos os presentes seu empenho para os desafios e enormes projetos que estão em curso, como o novo Aeroporto. Mencionou ainda a dedicação de sua Equipe em relação à Educação, citando preocupações com os mais de 43 mil alunos matriculados na Rede Municipal, as Creches que foram entregues e ainda serão, Barragens construídas em 18 localidades, Quadras Poliesportivas em todos os Distritos, a exemplo da de José Luís a ser entregue em 8 de fevereiro próximo e também sua enorme preocupação com Abastecimento de Água e os contatos já mantidos com o governador Rui Costa e o Ministro da Integração Nacional para os Projetos da Barragem do Rio Pardo e do Rio Catolé. A primeira representando uma acumulação de água no total de 430 milhões de metros cúbicos, indiscutivelmente um projeto de redenção hídrica para toda a região. Enfim, todos saíram convencidos de que muito está sendo feito e que ainda há muito se a fazer. O prefeito, como sempre, saiu aplaudido e consciente de sua responsabilidade pelo que fez e pelo que ainda terá que fazer para grandeza do Município e pelo progresso social e humano dos nossos cidadãos. Foi mais ou menos isso….