Microsoft alerta para nova vulnerabilidade no PowerPoint

Microsoft publicou um alerta informando sobre uma nova vulnerabilidade descoberta para o PowerPoint, que permite a um usuário malicioso executar programas remotamente. O erro afeta praticamente todas as versões do Windows (a única exceção é o Windows Server 2003). “Um cibercriminoso pode causar execução remota de código se alguém for ludibriado a abrir um documento … Leia Mais


Google confirma: Android Lollipop estará disponível no dia 3 de novembro

je, a Google enviou um comunicado oficial destinado aos desenvolvedores de aplicativos para a sua plataforma móvel revelando a data de disponibilização da sua mais recente versão. Conforme relatado pelo site Android Police, o Android Lollipop poderá ser “consumido” a partir do dia 3 de novembro. Nessa nota, a companhia reforçava a informação de que o SDK … Leia Mais



12 milhões de celulares foram vendidos no Brasil entre julho e agosto

meros divulgados pelo IDC Brasil mostram que entre os meses de julho e agosto deste ano foram vendidos pelo menos 12 milhões de celulares no Brasil. Dessa quantia, 9,1 milhões correspondem a smartphones enquanto os feature phones chegaram aos 2,9 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2013 houve um aumento de 47% na … Leia Mais


As 30 melhores e piores lojas virtuais do Brasil, segundo o Reclame Aqui

eclame Aqui lançou uma lista bem interessante das melhores e piores empresas de e-commerce do Brasil. O levantamento foi realizado no dia 15 de outubro e apresenta dados dos meses anteriores. Para avaliar o ranking das melhores lojas, o Reclame Aqui analisou empresas que tiveram mais de 500 reclamações nos últimos 12 meses. Elas foram … Leia Mais





O dia que Pedral chorou


No dia 22 de Agosto de 2013, a Comissão Municipal da Verdade de Vitória da Conquista realizou uma audiência pública reconhecida unanimemente como a atividade política mais expressiva dos últimos 50 anos na cidade – na pior das hipóteses. Naquele dia, por força de requerimento feito à Câmara de Vereadores pelo líder do Governo na Câmara, Florisvaldo Bittencourt, do Partido dos Trabalhadores, uma dívida histórica foi quitada: o engenheiro José Fernandes Pedral Sampaio teve devolvido – simbolicamente, embora – seu mandato de prefeito, cassado pelo regime de exceção em 1964.

À audiência – que lotou o auditório do legislativo conquistense, local acertadamente escolhido para sediar o evento pelo valor simbólico de terem sido os vereadores de 1964 autores do Projeto de Resolução que cassou Pedral – estavam presentes centenas de pessoas, entre elas o prefeito Guilherme Menezes que, pela primeira vez desde que assumiu o mandato de prefeito em 1997, revia o ex-prefeito, de quem fora outrora secretário de Saúde. Somando, nada menos que sete mandatos do executivo estavam presentes: três de Pedral, quatro de Guilherme; isso sem contar mais um de José Raimundo Fontes e outro de Raul Ferraz, também presentes ao ato.

Neste dia, o homem que se reivindicava marxista e que, como declarou ao jornalista Giorlando Lima, não tinha coração de concreto, chorou. Copiosamente, chorou. O registro do ato de devolução simbólica do mandato do ex-prefeito José Pedral Sampaio, inédito até hoje, é postado neste blog como homenagem a um dos mais extraordinários homens que Vitória da Conquista, a Bahia e o Brasil conheceram. Um homem que sofreu na pele inúmeros revezes mas que, no limiar da nona década de vida, irradiava uma juventude similar àquela que o conduziu, em 1958, a disputar, pela primeira vez, uma eleição para assumir os destinos da cidade. Aos 89 anos, uma verdade me parece absoluta: assim como Drummond, Pedral era um homem do seu tempo.

Neste dia, o homem que se reivindicava marxista e que, como declarou ao jornalista Giorlando Lima, não tinha coração de concreto, chorou. Copiosamente, chorou. O registro do ato de devolução simbólica do mandato do ex-prefeito José Pedral Sampaio, inédito até hoje, é postado neste blog como homenagem a um dos mais extraordinários homens que Vitória da Conquista, a Bahia e o Brasil conheceram. Um homem que sofreu na pele inúmeros revezes mas que, no limiar da nona década de vida, irradiava uma juventude similar àquela que o conduziu, em 1958, a disputar, pela primeira vez, uma eleição para assumir os destinos da cidade. Aos 89 anos, uma verdade me parece absoluta: assim como Drummond, Pedral era um homem do seu tempo.


20 anos do dia em que Brizola venceu a Globo. O milagre em que nem a gente acreditava


completam 20 anos do dia em que Cid Moreira, com seu ar afetado e seus cabelos brancos (nem os muito velhos se lembram dele de cabelos pretos…), começou a ler o histórico direito de resposta de Leonel Brizola no Jornal Nacional.
Foi a penúltima vitória do guri que saiu de Carazinho para enfrentar o mundo, um quixote gaúcho, do tempo em que os gaúchos eram quixotes e provocavam os versos geniais do pernambucano Ascenso Ferreira: Riscando os cavalos!/Tinindo as esporas!/Través das cochilhas!/Sai de meus pagos em louca arrancada!/— Para que?/— Pra nada!
Durante 22, 23 anos, convivi com ele, 19 dos quais diariamente.
Praticamente formei, com ele, a minha vida adulta, pois era um garoto de 22 anos quando esse contato começou, numa reunião num apartamento na Rua Cabuçu, no Lins de Vasconcellos, subúrbio da Zona Norte carioca. Deste convívio, de muita coisa mantenho reserva. Sei que estava ao lado de um mito – e via o mito nos raros instantes em que ele conseguia se despir do personagem que poucos minutos lhe deixava viver de outra maneira.

Mas chega a hora em que estes detalhes, que antes serviriam para a intriga e o desmerecimento político, só fazem enriquecer a trajetória de quem era, como ele próprio dizia, “o rei do improviso”.
Porque era assim: se tinha visão estratégica, Brizola não era um calculista, muito menos frio.
As coisas iam acontecendo e ele, certo ou errado, farejava os caminhos, alguns exatos, outros não, mas todos coerentes.
O impacto daquele texto – minto, não do texto, mas de Brizola obrigar a Globo a ler uma mensagem sua – também não teve nada de planejado, mas resultou do inconformismo que ele, com seu exemplo, injetou em alguns de seus companheiros.

Um pouco antes de sua segunda eleição, Brizola passou a ser atacado, sistematicamente, com artigos em O Globo, escritos – ou apenas assinados – por um certo Alcides Fonseca, um ex-deputado estadual eleito do nada pelo PDT e que se bandeou para a oposição a Brizola e, daí, para a poeira da história.
Por orientação do querido amigo Nilo Batista, Brizola passou a pedir, um por um, direito de resposta em O Globo. E, ao pedir, tinha-se já de oferecer o texto, e a tarefa me cabia, porque os anos e anos escrevendo com ele os “tijolaços” me fizeram absorver um pouco do estilo e da alma inconfundíveis.
Dr. Nilo começou a vencer as causas, alguns artigos foram publicados e o “Fonsequinha” , como era chamado, foi despachado do jornal.
Já no Governo, em 1992, Brizola dá uma entrevista, dizendo que por toda a sabotagem que a Globo fizera à Passarela do Samba, o prefeito da cidade, Marcello Alencar deveria negar à emissora a exclusividade da transmissão do Carnaval.

Foi o que bastou para que o jornal O Globo publicasse um editorial violentíssimo contra Brizola – o título era ”Para Entender a Fúria de Brizola”, acusando-o de senilidade, “declínio da saúde mental”, e por suas relações, sempre institucionais, com o Presidente da República, Fernando Collor. À noite, o Jornal Nacional reproduziu, na voz de Moreira, o texto insultuoso. Naquela noite, Brizola conversou com dois advogados: Arthur Lavigne e Carlos Roberto Siqueira Castro, seu chefe da Casa Civil no governo estadual. No dia seguinte, Siqueira me chamou e disse que Brizola tinha me encarregado de fazer o texto de resposta, que teria de ser apresentado ainda naquela tarde. Falei com ele, que se mostrou completamente cético em relação ao resultado do pedido judicial e, como fazia quando se sentia assim, despachava o auxiliar: “olha, Brito, você fala com o Dr. Siqueira e façam como acharem melhor.” Lá fui eu fazer o texto: tinha que ter três minutos, não podia ter “compensação de injúria” – isto é, devolver na mesma moeda os impropérios – e tinha de sair rápido, porque era uma sexta-feira (7 de fevereiro) e havia prazo judicial.

Chamei dois companheiros de velha cepa, que me auxiliavam na Assessoria de Comunicação do Governo, o Luiz Augusto Erthal e o Ápio Gomes, para cumprirem um dupla função: anotar o que eu ditava e “segurar” a minha “viagem”. Porque – começo aqui as difíceis confissões, que não são um segredo porque uma boa meia-dúzia de companheiros sabem disso – quando eu tinha de escrever pelo Brizola, eu não escrevia, “incorporava” . Parece coisa de doido? Não, e ele próprio sempre dizia: o bem escrito é o bem falado. E, na hora destes textos carregados, era assim que eu fazia, ditando, falando no ritmo dele, com o milhar de vírgulas e os períodos longos com que se expressava. Era um exercício extenuante, massacrante, do qual não raro eu saía às lágrimas, mal conseguindo falar, de tão embargada a voz.

Qualquer redator publicitário jogaria fora o que saía disto, e com razão.Porque não era um texto jornalístico ou publicitário.Era o Brizola, não eu. Feito o primeiro texto, mandamos ao Dr. Siqueira que fez algumas correções de bom-senso e um veto. Eu não podia devolver o “senil” com que Marinho brindara Brizola. Mas isso eu tinha de devolver, ah, tinha. E aí saiu uma obra de engenharia redacional.

“Quinta-feira, neste mesmo Jornal Nacional, a pretexto de citar editorial de ‘O Globo’, fui acusado na minha honra e, pior, apontado como alguém de mente senil. Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que o meu difamador Roberto Marinho, que tem 86 anos. Se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si.”
Na verdade, eu tinha escrito “encanecidos”, mas o bom-senso do Erthal me travou: pô, Brito, ninguém mais sabe o que é encanecido. É verdade, mas é o que o velho teria dito.
Bem, o texto foi para o Tribunal sem que Brizola lesse o que ele estava “dizendo” na resposta.
Foram dois anos e um mês de espera pela Justiça.
Brizola levantava a sobrancelha, cético, quando Lavigne e Siqueira Castro, teimosos e dedicados, diziam que íamos ganhar.

Passou tanto tempo que, dos 70, Brizola já tinha 72 anos e Marinho, 88.
No final do dia 9 de março chega a notícia da vitória no Superior Tribunal de Justiça, mas ainda havia um recurso possível e um “notificaram a Globo ou não notificaram?”. O ceticismo, confesso, era maior que a ansiedade.
No próprio dia 15, terça da semana seguinte, quando o texto foi ao ar, não críamos – nem eu, nem Brizola – que aquilo iria acontecer.

Tanto que nem montamos esquema algum para gravar o Jornal Nacional, senão o de um videocassete doméstico.
E foi o que se viu e que ficou na história. Termina o texto, toca o telefone: ‘Olha, Brito, que maravilha. Nós acertamos o tiro no cu de um mosquito”.
E assim foi. Não fiquei aborrecido, ao contrário. Porque era nós, mesmo: era o Brizola introjetado em mim que escrevera.
Elogio mesmo – e maior não poderia haver – foi o de Roberto Marinho, falando ao querido amigo Neri Victor Eich, da Folha, por telefone, no mesmo dia do terremoto:
“Que nunca mais se reproduza isso. O direito de resposta teve o tom de Brizola.”
Teve sim.

Foi a última vitória de Brizola, em vida e em memória, despertando consciências que não se acovardam, não se ajoelham e não gaguejam, como a dele, a minha e a sua.
Até hoje, a não ser pelos testemunhos dos personagens desta história, a ninguém tinha revelado estes detalhes. Faço-o agora, porque já são história e porque só aumentam o tamanho de um homem a quem eu devo grande parte do que sou.
Um homem que era tão grande que estar à sua sombra foi também – e é para sempre – estar sob sua luz.


Mercosul aprova modelo único de placa para carros do bloco


Os países integrantes do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela e Uruguai – aprovaram nesta quarta-feira (8) o modelo único para placas de automóveis, que terão uso obrigatório no bloco sul-americano, informou a chancelaria argentina em um comunicado.
O novo modelo irá manter os atuais sete caracteres, porém, em vez de três letras em sequência e quatro números, a sequência será de duas letras, três números e mais duas letras. Com isso, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro.

Procurado pelo G1, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou que o novo padrão deverá ser adotado a partir de 1º de janeiro de 2016 para veículos novos. O órgão não deu mais detalhes.

Segundo o comunicado do ministério das Relações Exteriores argentino, a placa única terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil, 40 cm de comprimento por 13 cm de largura. Ela terá fundo branco, letras pretas e sobre uma faixa horizontal na parte superior haverá o emblema do Mercosul e a bandeira do país do veículo.

“Com esta conquista do Mercosul veremos milhões de veículos de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela circulando pela América Latina identificados com uma mesma patente comum”, diz o comunicado.

Ainda segundo a nota oficial, o atual padrão de placas na Argentina, composto por três letras e três números, deve ter todas as combinações esgotadas ainda em 2015, o que pode apressar o início da utilização do novo modelo.


Nova androide realista da Toshiba é simplesmente assustadora


chamados robôs realistas, que são aqueles incrivelmente parecidos com humanos, acabam de ganhar mais um membro para a família. Trata-se do novo androide da Toshiba, uma jovem japonesa de nome Aiko Chihara, que parece saída diretamente de um filme de terror oriental.

Chibara tem 15 atuadores na cabeça para a formação de expressões, sem contar os outros 28 que, combinados com ar comprimido e um algoritmo complexo, fazem com que ela movimente braços e mãos de forma suave — ações como estender a mão e “dar tchau”. Capaz também de piscar e sorrir, a androide é revestida com silicone.

As ações já ensinadas ao robô incluem o dom da fala (mas apenas em mensagens pré-gravadas, claro) e a linguagem japonesa de sinais. Outros idiomas devem ser adicionados no futuro pela Toshiba, além de melhorias nos movimentos até 2020. Entre as utilidades, estão cuidado de idosos, trabalhos manuais e entretenimento.

O desenvolvimento do algoritmo e da tecnologia de movimento é uma parceria entre a fabricante, o Shibaura Institute of Technology e o Shonan Institute of Technology. O aLab Inc. e a Osaka University ajudaram na construção do físico do androide.