Pequenas notas : Esaú Matos: A melhor entidade “privada” do planeta
Em se tratando de serviços hospitalares podemos afirmar que a principal diferença de uma entidade pública para uma privada é que na primeira os bens e serviços são pagos indiretamente por toda a sociedade. Portanto, o contribuinte ou usuário de serviços em uma entidade pública ao receber e ter concluído seu atendimento, assina a papelada (guias de internação, etc. etc.) agradece as pessoas com as quais teve contato e volta prá casa para cumprir as indicações feitas pelo médico ou médicos. Como se diz no popular, o paciente sai de lá (quando o atendimento foi realizado com sucesso) dizendo simplesmente: Xau, xau e muito obrigado.
Em uma unidade hospitalar não pública, ao contrário, o (a) paciente ou a família dele ou dela, ao ter seu atendimento concluído, saca o talão de cheque, cartão de crédito ou sua mochila de dinheiro e efetua o pagamento. Antes de tudo, porém, esse hospital pertencente a iniciativa privada exige que a família do enfermo ou da enferma faça o famoso depósito, cujo objetivo é assegurar financeiramente a remuneração pecuniária total ou parcial dos bens e serviços que serão oferecidos ao (ou a) paciente.
Dito isso, é oportuno continuar nossa digressão sobre questionamentos que se fazem quanto a implantação da Fundação Pública, autorizada recentemente pela Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista, em maioria expressiva, para administrar o Hospital Esaú Matos.
A criação de fundações está e é prevista em diversos normativos legais. Por conseguinte, por mais que se queira dizer sobre sua inconstitucionalidade, pelo menos para a maioria dos juristas, isso parece matéria pacificada e em consequência, caso jurídico encerrado. Os Executivos das três esferas (municipal, estadual ou federal) podem criar fundações, amparadas por votações feitas no Legislativo competente e daí prá frente é só atender o que se determina em seus estatutos para colocá-las em funcionamento.
No caso da Fundação Pública de Saúde Esaú Matos, já autorizada pelo Poder Legislativo Municipal, tão logo os seus atos constitutivos (Estatuto, Regimento Interno, Registro Cartorial etc. etc.) estejam devidamente autenticados, entrará em funcionamento.
No momento em que o Esaú Matos entrar em funcionamento sob a gestão de uma Fundação Pública, o Povo vai ter algumas agradáveis surpresas. A primeira delas é que de ninguém será cobrado um centavo pela oferta dos bens (medicamentos) ou dos serviços (atendimentos).
Quando o Povo perceber que ao ser atendido por aquele hospital não estará obrigado a desembolsar nenhum centavo, ficará feliz e ao mesmo tempo vai se perguntar entre pensativo e irônico: “Se o Hospital foi privatizado porque não me cobraram nada pelo atendimento?”.
Que entidade privada é essa que não cobra recursos de ninguém? Alguém seria capaz de responder a essa questão? Hein? Entidade Privada Gratuita? Existe essa figura jurídica?
Não meus caros, não existem Entidades Privadas Gratuitas. Toda entidade privada de qualquer setor (serviço, comércio, indústria) ao realizar um serviço ou efetuar uma venda de bens, exige pagamento no ato da operação (à vista) ou promessa de pagamento futuro (a prazo).
O Hospital Esaú Matos continuará como dantes quando se fala de dinheiro. Não haverá cobrança de valores nem no ato nem no pós-ato do atendimento (à vista). Tampouco haverá no futuro (a prazo). Por causa disso, cabe insistir na pergunta: Que tipo de Privatização seria essa promovida pela Prefeitura Municipal?
Para concluir, diríamos que não existe Privatização. Se acontecesse uma doidice dessas, o prefeito Guilherme Menezes teria que ser internado ou dele seria exigido um exame de sanidade mental, para termos certeza se ele ficou maluco. Guilherme é um humanista, um homem com visão de Medicina Social como poucos no Brasil (tanto que foi o relator da Emenda 29 no Congresso Nacional). Nosso Prefeito jamais pegaria um Hospital Público como o Esaú Matos para transformá-lo em uma Entidade Privada. Mas se os críticos afirmarem o contrário do que estamos informando, por favor, perguntem a eles: O Hospital vai ser comprado por quem?
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12/dez/2011 . 10:36 at 10:36
A melhor entidade “privada” do planeta petista!
12/dez/2011 . 16:13 at 16:13
A melhor do Planeta, não do Planeta Petista.
Em nenhum lugar do Planeta encontraremos uma Entidade que preste serviços médicos, instalada como HOSPITAL que não vai cobrar NADA dos pacientes.
Que Entidade Privada é essa? Será que o dono é Papai Noel?
Pior é que ninguém responde à pergunta: Se o Hospital Esaú Matos vai ser privatizado, quem é que vai comprá-lo?
Seria O SAMUR? O IBR?
Ou o Esaú seria adquirido por um Consórcio Médico? Só existiria Privatização se PARTICULARES estivessem ADQUIRINDO o Hospital.
Nunca vi uma PRIVATIZAÇÃO envolvendo uma descentralização de Entidade Pública para uma Entidade Pública.
Mas o Povão, que não participa do Debate vai mais uma vez agradecer a Doutor Guilherme pelo que fêz.
E os panaca de plantão vão se danar de raiva…
Bem feito. A realidade mostrará mais uma vez que o Prefeito tava certo em dar mais dinâmica ao Hospital.
Paulo Pires