Pequenas notas: Os equívocos da revista Veja em Conquista
A revista Veja notória publicação semanal do Grupo Editora Abril, há muito tem realizado um trabalho jornalístico da maior envergadura (para uns) e de discutível conteúdo (para outros). A ideologização dos seus editoriais coloca-a sob suspeita de que, na maioria das vezes, a publicação toma partido ou propende para defesa de questões em benefício das elites mais enraizadas do País, tudo em detrimento dos menos favorecidos. Os seus diretores rechaçam essa acusação e dizem que fazem justamente o contrário.
Preocupado e ao mesmo tempo indiferentemente a ideologização da revista bem como sobre as posições dos seus diretores, o autor desta coluna, gozando da liberdade de expressão que se estende a todos os cidadãos que vivem em um estado de direito, manifesta-se com certa apreensão em relação a algumas matérias que a revista produz. Não a recriminamos por se inclinar política ou financeiramente por A ou por B. Entendemos que a Revista pode atribuir-se o sagrado direito de defender a quem achar mais coerente com o seu ideário e, portanto, nada a comentar sobre isso. Em países desenvolvidos as publicações de grande alcance tem cuidado em informar ao grande público para quem torcem. No Brasil essa prática é pouco comum.
Ocorre que na edição 2.241 destes 02 de novembro essa revista publicou uma matéria com 35 páginas dando-lhe destaque na parte de cima da capa com o título Especial Cidades. A proposta é [ou era] fazer uma espécie de Raios-X de cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes. Ótimo, isto seria ótimo se os leitores mais cuidadosos não tivessem percebido falhas gritantes no conteúdo da matéria.
Nossa perplexidade aflora porque estamos diante de uma publicação de grande conceito, as falhas que constatamos são inconcebíveis, principalmente considerando a experiência dos seus editores, seus jornalistas e sua atuação no mercado há exatos 44 anos.
Sem entrar no mérito de todas as cidades por onde ela diz que os seus jornalistas passaram, queremos nos deter especificamente a nossa Vitória da Conquista. Lembrando que Feira de Santana também está furiosa.
As informações sobre nossa cidade carecem de reparos. Reparos urgentes. Como não estamos dependendo de recursos oficiais nacionais ou internacionais e vivemos uma administração competente sem escândalo ou rupturas surpreendentes, graças ao bom Deus estamos tranqüilos quanto aos pequenos prejuízos que poderíamos ter tido com a matéria. É fundamental assinalar sobre a interpretação de dados. Aprendemos que na interpretação deles, é necessário muito cuidado para que informações enviesadas nãos nos levem a conclusões também enviesadas. Por exemplo: Vitória da Conquista é a terra do Glauber Rocha. Em Vitória da Conquista todos gostam de cinema, logo todos são iguais a Glauber Rocha? É verdade isso?
Um aluno de uma Escola do interior do município foi submetido a um teste que ninguém sabe, exceto o técnico do IDEB (e a criança). O menino não foi bem no teste. Conclusão (genial): A Educação em Vitória da Conquista é a pior do Brasil.
Vamos e venhamos. Isso é uma análise séria? Os cidadãos de Vitória da Conquista sabem que temos na Rede Municipal 203 Escolas, todas avaliadas recentemente pelo IDEB. A maioria apresentou índices de aproveitamento dentro da média nacional, algumas delas conseguindo notas superiores a essa média.
Onde foi que o jornalista (genial) da Veja colheu os dados para nos apresentar como o pior desempenho do Brasil? Como ele chegou a esse número e a esses dados? Quantas crianças e quantos professores foram entrevistados e submetidos a testes? Quais foram os diretores e professores com os quais ele, o jornalista, se encontrou? Em que ano foi realizada a pesquisa?
Quem mora nesta cidade sabe que há uma distância muito grande entre o que foi publicado e a realidade em nosso município. Hoje a mortalidade infantil de crianças nascidas na Sede e nos nossos Distritos está na média de 16 para cada mil que aqui nascem (índice de primeiro mundo). O jornalista ignorou os números reais dos nossos distritos – só os do nosso município – e computou, ou melhor, DEBITOU a mortalidade de crianças de 200 outros Municípios atendidos em Conquista cujas mães, pelas formações culturais que tiveram e a falta de um pré-natal adequado, chegam aos nossos hospitais em condições lamentáveis, algumas em estado de eclampsia.
Que matéria vazia é essa? Que conteúdo oco é esse? Procurem saber efetivamente quantas crianças do nosso Município (só do nosso, claro) são enterrados por mês na cidade. Claro que a PMVC tem consciência que não faz a administração mais perfeita do mundo. Nós, Conquistenses nascidos aqui ou não, rejeitamos a classificação que o jornalista de Veja tentou nos impor. Entendemos, entretanto, que isso se deu por causa de investigação superficial que serviu de suprimento ao seu trabalho, cá prá nós, também superficial.
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3/nov/2011 . 11:11 at 11:11
“Nós, Conquistenses nascidos aqui ou não, rejeitamos a classificação que o jornalista de Veja tentou nos impor”, não generaliza senhor Paulo Pires. A Revista Veja trouxe os dados do último Ideb, do próprio Ministério da Educação. Independente da posíção, a média de Conquista é 2,9, que está aquém da média nacional. Não manipule os dados, mesmo que tenha inteligência para fazê-lo. Convido você a conhecer as escolas de nossa cidade. Conversar com os alunos e professores que não estão vendidos para partidos políticos.
3/nov/2011 . 16:53 at 16:53
TIRE A VENDA DOS OLHOS! E VEJA, VEJA, VEJA A REALIDADE.
O PROFESSOR COMO SEMPRE NÃO ACEITA CRÍTICAS. CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.
4/nov/2011 . 10:00 at 10:00
O Sr. P.Pires não perderia esta oportunidade, mais uma vez, para distorcer dados estatísticos, e puxar o saco, coisa que ele faz continuamente, neste site, aos “poderosos do Pt conquistense”.
Paulo Pires é um aspirante a vereador, quer encontrar uma mamata, ganhar mais dinheiro sem trabalhar, beber bebidas finas, comer finas iguarias, aproveitar as boas coisas que o capitalismo propicia, ao mesmo, falando mal deste capitalismo, e se dizendo socialista, “revolucionário”.
Na verdade, se os petistas locais afirmarem que lixo é comestível, no outro dia, P.Pires divulgará as “melhores receitas com esterco”.
Homens com P.Pires não podem ser levados a sério, eles compoem o quadro dos que prostítuiram o espírito, são os arrivistas oportunistas, que visam tão somente vantagens pessoais, e estão se lixando para a verdade. Eles querem manter este puteiro que o PT tenta impor aos brasileiros. São os cínicos, estilo Lula da Silva, que tem um filho que ficou bilionário depois que ele se tornou presidente, e ele, ainda assim, se acha “o mais honesto e puro dos homens”, como se um ladrão, ou aquele que protege ladrões, com tráfico de influência e informações privilegiadas e nepotismo.
P.Pires se olhe no espelho, e veja o vivaldino, o vigarista, que o Sr. se tornou.
4/nov/2011 . 10:26 at 10:26
Sr. Jonas
Não deveria dizer-lhe nada, porque pelo seu tom, a gente já sabe de qual Banda da Direita Raivosa (e invejosa) o senhor Pertence.
Diria a você que vivo às minhas custas, com os rendimentos que ganhei ao longo de 50 anos de trabalho e não vai ser uma pessoa do seu nível (i)moral que vai manchar minha tranquila vida.
Fique tranquilo e tenha mais consciência (isso o senhor parece ter pouco ou nunca leu um livro de História).
O pessoal que você defende foi muito mais danoso ao Brasil do que o senhor Lula, que por sinal anda recebendo títulos e mais títulos pelo mundo. Enquanto o seu pessoal (e você no meio) não tem reconhecimento nem no Cabaré de Luis Soldado.
Não fique com raiva, fique tranquilo e aprenda a ter mais educação quando se referir a outras pessoas.
É claro que esse mandonismo atávico, tão comum ao pessoal da Direitora, não lhe permite ter educação.
Observer que eu não ataquei a Revista (como ela e os seus fundadores merecem). Mas você se sentiu ofendido como se fosse até empregado da Editora Abril. É lastimável sua capacidade de conhecimento Histórico e análise de conteúdo.
Mas não fique triste. Lembre-se apenas que eu sou e defendo Vitória da Conquista. Não sou membro do seu Clube de Vitória dos Derrotistas.
Fique tranquilo e tenha mais educação.
Paulo Pires
4/nov/2011 . 10:43 at 10:43
Sr. Jonas
Só para completar o recado anterior, diria que não estou atrás de mamata. Se eu tivesse atrás de mamata teria aceitado um cargo que me ofereceram e eu não quis.
Vou me candidatar a uma cargo público, isto é, me submeter a uma apreciação popular. Se o Povo de Conquista achar que tenho qualidades para tal, votará em mim. Caso contrário dirá nas urnas que estou muito aquém daquilo que ele quer para ocupar um Cargo de Vereador.
Observe que serei objeto de uma avaliação democrática, popular. Se o Povo me eleger, tudo bem. Se não me eleger, continuarei bebendo bons uisques e comendo em bons restaurantes como sempre fiz, sem tirar nada de ninguém.
Noto, todavia, que ao mesmo tempo que comer e beber em bons restaurantes não tiro nada de ninguém (no meu caso), mas ocorre uma coisa estranha: Só faz acrescentar mais inveja em certas pessoas, você é apenas uma delas.
E eu estou pouco ligando para isso. Sou independente. Sempre fui, desde criança. Comecei a trabalhar com 8 anos de idade. E tenho uma vida pregressa pessoal e familiar limpíssima, pode averiguar. Nem sei onde fica a Delegacia de Conquista.
Paulo Pires
5/nov/2011 . 7:38 at 7:38
Sr. Paulo Pires:
Tenho pena de você. Você é um homem pequeno, no sentido amplo da palavra, e o que é pior, ainda não se deu conta.
J.D
5/nov/2011 . 17:59 at 17:59
Sr. Jonas
Inda bem que sou pequeno no sentido mais amplo do termo. Quisera eu ser esse Grande Jonas Dalmeida, homem amado e respeitado por todo o mundo, no plano moral, intelectual, político, administrativo, social e pessoal.
Todo o Mundo sabe e reconhece Jonas Dalmeida, como uma pessoa suprema que atravessou a dimensão cósmica e vai em direção ao infinito exemplar da significãncia pessoal e social.
Lhe parabenizo por ser tão importante. Eu sou um zeo à esquerda. Sugiro que você contribua com a sua personalidade fantástica, tornando-se uma pessoa pública. Candidate-se, se exponha, não tenha vergonha de você.
Paulo Pires