Durante o desfile cívico-militar, professores realizam manifesto por melhoria salarial e prefeito, segundo eles, se mostra indiferente

Daniel Simurro
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“Quem promete, tem que cumprir”, foi assim que o presidente da Aspromub – Associação dos Professores Municipais de Brumado, o professor Joenilton Caíres, definiu o protesto realizado pelos docentes durante o desfile cívico-militar de 07 de setembro, onde a categoria tinha ventilado essa possibilidade ao 97NEWS, a qual acabou sendo realizada.

O desfile desse ano teve um grande público na avenida e o protesto dos professores destoou do clima de alegria que reinou durante o evento, o qual foi muito melhor do que os outros anos.

Tendo como “estandarte” uma faixa com os dizeres: “Prefeito. Queremos respeito! A sexta melhor educação da Bahia não merece R$ 489,65 de Piso”, os professores acabaram roubando a cena.

Falando com exclusividade ao 97NEWS, Caíres falou sobre a forte indignação da categoria que segundo ele “está sufocada pelo descaso que a atual administração está tendo com os professores, oferecendo um reajuste salarial que é uma desonra”.

Sobre o protesto o presidente da Aspromub citou que “não tivemos outra escolha, ao não ser participarmos do desfile e darmos o nosso “grito do Ipiranga”, para que toda a população tome conhecimento da nossa indignação. Os professores são os principais responsáveis pela melhoria significativa da educação em Brumado, tanto que o município agora é o sexto colocado no ranking estadual, então, diante disso, o reconhecimento que temos do atual gestor é uma proposta indecorosa como essa”.

Continuou dizendo que “no momento em que direcionamos a faixa para que o gestor municipal visualizasse o nosso protesto, ele, como tem feito até agora, se escondeu atrás das pessoas que estavam no coreto. Isso simboliza muito bem a sua atitude, que acaba sendo covarde, pois ele sabe que os professores são os principais responsáveis pelo salto de qualidade que a nossa educação obteve, mas, infelizmente, o gestor não reconhece e faz questão de manter a sua proposta, a qual é uma afronta à nossa categoria”.

Sobre a possibilidade da paralisação, ele assegurou que “na assembléia que fizemos recentemente essa possibilidade não foi descartada e, agora, com essa postura inflexível do prefeito, ela ganha mais musculatura. Essa não é a nossa vontade, mas, devido ao descaso e falta de bom senso, teremos que partir para essa ação, pois nossa paciência está se esgotando”.

Fonte – 97 news, acessado em 08 de setembro, 2010.