Na busca de uma ação ética, democrática e coerente, sindicato pode ser visto como uma associação de trabalhadores de uma determinada categoria, composto de direção e base, os quais se organizam, no sentido da luta de classes entre patrão e empregado, buscando conquistar direitos favoráveis à qualidade de vida daqueles que se solidarizam em torno desse compromisso.
Dessa forma, não se utilizando de uma ética nos moldes do patronato, e, respeitando-se o direito de diversidade político-ideológica e cultural dos que o compõem, um sindicato não pode privilegiar tal e qual interesse, por tratar-se de uma instituição que deve catalisar os elementos comuns a todos os associados, em consonância com o sentido real de sua existência, tantas vezes desvirtuado: a defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Nessa perspectiva, o SIMMP, Sindicato dos Professores da Rede Municipal, na sua história de luta, de quase 20 anos, em prol de uma Educação Pública de qualidade, obteve conquistas relevantes, mas também sofreu com certas nuances, que trouxeram decepções e desilusões à sua base, através do extremo peleguismo de alguns de seus diretores, que outrora estiveram na liderança, atrelando-se às administrações municipais vigentes, expondo toda a categoria e seus justos interesses, em troca de privilégios e benevolências do poder político capitalista estabelecido. Descontente com essa prática, a base da categoria lançou-se ao enfrentamento contra esse tipo de diretoria sindical.
De 2003 a 2008, com dois mandatos consecutivos, o SIMMP passa a ser gerido dentro de uma nova perspectiva: auto-afirmar a luta classista e defender de forma coerente e incondicional a categoria dos professores. Essa luta se configuraria em uma ação autônoma, ética, democrática, plural e responsável, defendendo sempre o trabalhador e não o patrão.
Nessa linha de argumentação, a atual diretoria do SIMMP (gestão 2006-2008) reitera o compromisso exclusivo com a bandeira de luta da categoria, não permitindo, em hipótese alguma, que a máquina sindical seja utilizada como trampolim político-partidário (como no passado) por qualquer pessoa – filiada ou não -, candidato ou grupo político, que, em prol de interesses particulares, objetive desqualificar ou desviar esta Instituição Sindical do seu real papel.
A direção reafirma, portanto, que nenhum tipo de propaganda eleitoral, direta ou indiretamente, foi, ou será, veiculada dentro da sede da entidade e de seus fóruns, por nenhum de seus diretores, funcionários, bem como dos membros que compõem a sua base.
A referida conduta, defendida por todos que primam pela honestidade, está relacionada tanto aos princípios ético-ideológicos dessa gestão como também às normas da Lei Eleitoral, que define o espaço onde se pode veicular propaganda política.
Diante dessas considerações, entendemos que é possível manter-se a lisura do processo de campanha de qualquer candidato a mandato eletivo, que exerce a sua cidadania, sem, contudo, macular a imagem e funcionalidade deste sindicato. |