.
.
  Canais
Página inicial
Fale com Paulo Nunes
Telefones da Justiça em Vitória da Conquista
Perfil
Comentários: regras
Vitória da Conquista
 
  Colunistas
Jeremias Macário
Luciano Pires
Francisco Silva
Esequiel Sena
Paulo Pires
Dimitri Laguna
Jarbas Lacerda
Mozart Tanajura
Ruy Medeiros
Paulo Araújo
Paulo Nunes
 
  Institucionais
Municípios da Bahia
Assembléia Legislativa
Câmara dos Deputados
Câmara de Conquista
Revista Envolverde
Última Instância
 
  Serviços
Bancos
Correios
Previdência Social
Lista Telefônica
Loterias
Previsão do Tempo
Receita Federal
 
  Tempo
Previsão do Tempo
Todas as cidade da Bahia
 
 
 
 
 
 
 
ACADEMIA DO PAPO
comente imprima
:Publicado em 20/09/2008, às 07:51

Por Paulo Pires*

Cartas e declarações de amor

A Revista Época desta semana traz uma matéria sobre o grande João Guimarães Rosa. Embora não seja assinante dessa publicação, vibrei com o conteúdo. Nela estão reproduzidas algumas cartas de amor do grande mestre da língua portuguesa para a sua amada Aracy de Carvalho (claro, sua esposa Ara). O que impressiona e ao mesmo tempo confirma-se é que quando o sujeito está apaixonado, fica encantadamente ridículo. E o nosso Rosa (como lhe chamavam os amigos) não foge à regra.

Fernando Pessoa, outro grande de nossa língua, disse que não existe nada mais ridículo do que cartas de amor. Tem toda razão o poeta. Todas as pessoas que já passaram pela experiência do amor ou da paixão (parece-me que muito poucas não saborearam essas experiências), sabem perfeitamente o que estamos dizendo. O amor é lindo!  O amor é ridículo! O amor transforma! O amor muda as pessoas (e até os javalis!). Os animais quando entram em estágio de amor, mudam também. E por aí vamos....

            As cartas de amor do primeiro ministro inglês Winston Churcill para a sua esposa são deliciosas. O grande estadista além de político excepcional era um ser humano dotado de um charme e um estilo inconfundíveis. Churcill chamava os filhos de cachorrinhos (imaginem como ele tratava a patroa!). Só lendo prá crer. Mas tudo se torna compreensivelmente delicioso porque feito e dito com amor. O amor é uma coisa sensacional. Creio que foi o filósofo Rousseau que justificou: “O amor purifica o excesso de nossas carícias”. Acho isso reconfortante: “O amor purifica o excesso de....”. Purifica mesmo!

            Voltando às cartas de Fernando Pessoa não posso omitir dizer que a destinatária era a namorada Ophélia de Queiroz.  O mais curioso é que essas cartas geralmente sofriam  intromissão do seu famoso heterônimo Álvaro de Campos.  Qual o problema? O problema residia no fato de Álvaro possuir uma característica àquela época pouco recomendável: homossexualidade. Por isso compreende-se a sua inquietação quando afirma: “cartas de amor são ridículas”.   Quando Álvaro se intrometia, o fazia com desagrado porque o amor, no caso, era uma mulher. Ora, isso era insuportavelmente desagradável para quem estava no lado oposto.

            O que nos surpreende nas cartas de Rosa são algumas descrições com, digamos, belos arroubos sensuais. Já ouvi por aí, que as mulheres de antigamente chegavam à velhice sem nunca serem  beijadas pelos maridões. Acho isso lenda! Prá ser sincero, acho isso inverossímil. Não entra na minha cabeça que o sujeito fosse para o leito com a esposa, a amasse, sem tocar os seus nos lábios dela. Isso prá mim é impossível de aceitar.  E o João Guimarães Rosa, pelo que relata, confirma o que digo. Claro que o autor de Grande Sertão também não é de tempos tão antigos. Mas a sua descrição de “momentos” ao lado da esposa é extremamente sensual. Além do que, devemos admitir, Rosa sabia das coisas.

            Mas e você? Você escreve cartas de amor? Hoje não se escrevem mais cartas. Hoje mandamos e-mail, teclamos MSN, mas é tudo a mesma coisa. O amor continua. Claro que o ideal seria que todos se amassem mais.  Infelizmente isso não é possível e o que muito se vê é  violência. Você há de me contestar dizendo que a violência não tem como causa apenas o desamor. Sim, sim, você está certo. A violência é uma reação a muitas causas, ou seja, é conseqüência de um monte de injustiças e incompreensões.  Então, o que fazer? É melhor amar.

            Quanto a confissões amorosas arrebatadoras, o príncipe Charles da Inglaterra não deixou de ter uma bela participação. Num dos pronunciamentos que fêz para a namorada Camila Parker-Bowles disse para o mundo todo ouvir que gostaria de ser.... Bem, deixa prá lá. Desejo que vocês todos amem e não se sintam ridículos com declarações de amor. Ridículo é não amar. Na França dos anos 60, uma frase ficou famosa: Viva a diferença.  Eu diria, do lado de cá: Viva o Amor. Até a próxima e um cordial abraço.

Paulo Pires (*) Professor UESB-FAINOR.

 
.
  Apoios
.
 
.
.
.
.
.
.
Hoje Pesquisas
.
Hoje Pesquisas
.
Fainor
.
Águia Filmes
.
  BlogTV
.
  Outros canais
Conquista Bairro a Bairro
Artigos
Entrevistas
Cidadania
Especiais
Imagens
Polícia
Artistas
Saúde
Meio Ambiente
Música
Esporte
Vídeos
Conheça sua cidade
 
.