Por Francisco Silva*
Depois do fracasso diante do ASA de Arapiraca, onde o ECPP Vitória da Conquista perdeu para o time local pelo placar de 3X0, restou-lhe arrumar as malas para novamente ir direto para Itabuna, como fez na primeira fase, depois de enfrentar o CSA em Maceió. Daquela partida nos resta lembrar que, o Conquista quando chegou à cidade grapiúna, levava em sua bagagem uma matemática classificação para a segunda fase do atual certame. E dessa forma, pôde jogar despreocupado com o desdobramento que viesse ter após o final da partida.
Nessa sua viagem de retorno de Arapiraca, agora, rumando novamente para Itabuna, o nosso Conquista, diferentemente da primeira etapa, estará disputando uma partida que vale seis (06) pontos, sendo, dessa forma de vida ou morte para as aspirações do nosso “verdão”. Eu acredito, e o técnico Elias Borges também, e ele deve estar no seu íntimo pensando, que essa partida lá em Itabuna será melhor mesmo disputá-la sem as presenças do Pantico e do Léo Macaé, uma vez que, eles se tornaram incógnitas no seu sistema tático; levam mais tempo curtindo as folgas proporcionadas pelos cartões amarelos e vermelhos do que propriamente servindo ao time com as suas presenças, e quando estão presentes, arrumam muita confusão para a vida do seu treinador.
É indiscutível a qualidade técnica desses jogadores, mas, também é indiscutível o quanto eles deixam o nosso Elias com as “calças nas mãos”. Sabemos todos, que o elenco conquistense está repleto de boas peças de reposição, e o que mais nos deixa folgado pensar, é que essas peças de reposições são fiéis ao esquema tático do técnico alviverde. Isto posto, acredito que, fora os desfalques, e a imperiosa necessidade de vencer, o Conquista sairá vitorioso de Itabuna sem maiores atropelos; aposto nessa hipótese, haja vista, que o time conquistense tem se mostrado muito eficaz quando está sob pressão absoluta.
O Itabuna por sua vez, deverá estar apostando nos equívocos que o técnico do ECPP cometeu na última partida no Lomanto Júnior, facilitando a sua vida, em escalar o time como se fosse enfrentar um time itabunense sem maiores pretensões. Poderia até ser uma boa tática para o Conquista fazê-los pensar assim, todavia, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, todo o cuidado deverá ser pouco, e também, há que se resguardar quanto às intenções da arbitragem para essa partida, não carregando os ânimos dos jogadores, fazendo-os crer, que o árbitro esteja encomendado, como foi o que aconteceu lá em Arapiraca; os jogadores estiveram durante todo o tempo do jogo fiscalizando a arbitragem do paraibano, esquecendo-se de jogar.
O nosso conquista deve estar trazendo em sua bagagem uma derrota pedagógica. Toda vez que isso aconteceu com o Conquista, no jogo seguinte ele sempre tem demonstrado ou demonstrou a sua capacidade de dar a volta por cima, quanto a isso eu não tenho qualquer dúvida. E pensando desta maneira, quero ver um Conquista no próximo domingo no estádio Luiz Viana Filho, apresentando ao time e torcida itabunense “A qualidade do fumo de Arapiraca”, que inevitavelmente ele acabou por conhecer e que, repassará ao conhecimento e deleite do Itabuna Esporte Clube!
*Francisco Silva Filho – Curitiba-PR |