Por Francisco Silva*
Eu, particularmente, sou adepto às mudanças. Mas, há uma velha máxima no futebol que não admite mudanças: “time que está ganhando, não se muda”. É verdade que, o time do ECPP Vitória da Conquista, pode ter se prejudicado com essa inesperada paralisação do certame que ora participa; a falta de ritmo pode ter influenciado no seu desempenho, também a falta que os jogadores que vinham atuando em conjunto, tais como: Pantico, Amauri, Léo Macaé, Kleber, e Éder Silva, assim como o próprio Danilo e mais outros dois, tudo isso pode ser, sob o ponto de vista do torcedor menos atento aos detalhes da escalação do time, como sendo, uma fatalidade o time ter perdido em seus domínios, diante da sua torcida, para um Itabuna, que, no meu modesto ponto de vista, passou a ser franco atirador.
O time do Itabuna ganhou a vaga no tapetão para a sua continuidade nesta segunda fase da série C, e acabou ganhando uma partida no Lomantão por única culpa e desídia do seu “cabeçudo” Professor Elias PARDAL Borges. Na revistinha do Professor Pardal, que jamais deixei de ler, eu morro e ressuscito de tanto rir com as suas experiências; na tarde de hoje, ligado na Melodia FM, eu quase fico careca com as malfadadas experiências do Professor Pardal conquistense. O que me deixava possesso, foi ver, que, o Conquista levou o primeiro gol, levou o segundo e levou o terceiro gol, todos, em cima da experiência maluca e infundada do Elias Pardal, queimando um grande zagueiro como o Fernando Belém, deslocando-o para a ala esquerda, para a qual, ele não tem mínima intimidade. Para piorar, o jogador de ofício na ala esquerda, que é o Carlinhos, estava totalmente deslocado num papel de meio-campo, para o qual, ele sequer tem habilidade; não contente, deslocou o Paulo Henrique, que não soube, não por sua culpa, dizer a que veio ao jogo.
Sentado no banco, senhor da sua experiência, estava um técnico que, sequer se mexeu para fazer ainda no primeiro tempo, as mudanças que fechassem o caminho “das Índias” para o Itabuna. O Técnico Ferreira, nada fez de especial para a partida contra o Conquista, só no decorrer do jogo, ele que não é burro, viu que no banco do ECPP Vitória da Conquista, também estava desfalcado de um técnico, mandou as suas ações em cima do Fernando, ou seja: jogou em cima do erro do ‘solidário’ adversário, afinal, o Conquista na primeira fase já havia dado uma canjinha ao Itabuna, perdendo um jogo, mais pela sua soberba do que mesmo, pela vontade do time itabunense, para que, ele pudesse brigar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), pela sua continuidade na segunda fase do certame. O time conquistense, aliás, tem apostado muito na sua capacidade de sair do prejuízo, quando, está em desvantagem no placar, mas, como dizem os mais ressabiados, ‘um dia a casa cai’. E hoje, caiu a casa para a improvisação, se isto tivesse acontecido fora dos nossos domínios, talvez, ficasse por conta da obrigação que tivesse o time anfitrião de ganhar do visitante, todavia, ainda assim, não isentaria a comissão técnica pela sua burrada. O técnico Pardal não tem culpa sozinho, tem culpa também, a direção de futebol; aliás, alguém sabe me informar quem é o diretor de futebol do Conquista? Tem o time conquistense um diretor de Futebol? Ou será que esta função também faz parte do elenco de funções do Presidente Ederlane? Se esta última pergunta é a resposta correta, pergunto então: onde é que estava o Ederlane que permitiu tamanha maluquice?
O experiente narrador Walter Luiz, que tem uma visão espetacular de armação de time, permeia a sua narração, também comentando a partida. O Walter, o Fera da Bola, assim como é também conhecido, comentou o jogo sem qualquer bairrismo, uma vez que, ele é itabunense, e acaba por torcer pelo ECPP, ele disse que o técnico itabunense deu nó tático no ‘cabeçudo’ (cabeçudo é por minha conta) técnico conquistense. Ouso discordar do Fera da Bola, eu não acho que o Ferreira deu qualquer nó tático no nosso técnico; acho sim, que o técnico conquistense levou realmente um nó tático, nó esse, que ele mesmo se incumbiu de dar em si mesmo. Ele entrou num cano sem direito de retorno, afinal, ele não é invertebrado, e por ser vertebrado, dentro do cano que estava com a outra extremidade fechada, ficou ele sem direito de retorno nessa sua investida. Espero, sinceramente, que ele se recobre do seu blackout, e não faça mais laboratório, quando, está em jogo a continuidade do nosso time no campeonato, que, tão bravamente conquistou o direto de poder participar.
*Francisco Silva Filho – Curitiba-PR |