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VOTAR EM QUEM PARA PREFEITO DE CONQUISTA?
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:Publicado em 24/07/2008, às 08:18

Por Esequiel Sena*

A eleição está pegando força, mesmo tendo iniciada de forma muito tímida, nas próximas semanas a natural animação da sociedade começa a dar os primeiros sinais de vida. Para os candidatos o artigo 30 da Lei 9.504/97 se tornou o balizador crucial da campanha com regras mais severas do que no pleito passado. A Justiça Eleitoral modificou este ano uma série de critérios da propaganda de campanha e muitos candidatos ainda desconhecem o que pode e o que não pode até o dia da votação. Já a propaganda gratuita obrigatória em rádio e TV só iniciará dia 19 de agosto, aí o eleitor gradativamente vai começar a enxergar e amadurecer a sua idéia e preferência. Semana passada lendo os recados do Blog do Anderson um leitor que não quis se identificar fez um questionamento a nós que escrevemos acerca do nosso silêncio em relação à política conquistense. Sei que nada mais foi do que um “puxão de orelha”, mas entendi a maneira da sua manifestação, bem como da sua inquietação e preocupação com os destinos da cidade. Obrigado amigo, você foi muito feliz em sua colocação e está mais do que correto!

O eleitor não sabe e não tem a obrigação de saber como funciona a máquina administrativa do governo, porém precisa ter conhecimento do destino da gama de impostos e taxas (ICMS, IPTU, IPVA, TIP, etc.) que desembolsa mensalmente para manter os poderes e a própria máquina, e que não são poucos! Mas não se tem a menor idéia do fluxo da dinheirama que movimenta a Prefeitura e seus Gabinetes. Dizer como são gastos, quais os meios de aplicá-los e explicar como as despesas, algumas vezes, superam as receitas é tarefa exclusiva do Prefeito. A nossa função, enquanto contribuintes é a de ficar atentos às decisões do governo, notadamente na questão da utilização dessas verbas arrecadadas e se elas estão retornando em forma de benefícios para a cidade e para seus habitantes.  
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Todo mundo reconhece que não é fácil escolher o candidato para governar a cidade. Qual o melhor candidato? É muito difícil saber, apesar de todos serem capazes e qualificados suficientemente para exercerem o cargo. Por mais que possuam as habilidades técnicas, humanísticas e administrativas, ainda assim, não são suficientes para que um político realize um trabalho exemplar, pois vai lidar com os mais diferentes problemas do município e terá que administrá-los. Certamente mudará a sua maneira de vida depois de eleito, notadamente em relação a sua própria segurança. Vai também precisar muito da ajuda e participação popular. Até porque vai se tornar o grande chefe da cidade, consequentemente responsável por quase tudo que acontece na esfera municipal, desde a saúde, segurança pública, educação, limpeza, trânsito, geração de emprego e renda, educação, e etc., vai ainda gerenciar uma invejável quantidade de dinheiro e que muitas vezes não é suficiente para a demanda da população. Assim, nos resta a obrigação de ficarmos de olhos atentos para fiscalizar o comportamento dele, enquanto chefe do executivo, porque é um ser humano e passível de erros. Alguns exemplos de atitudes desastrosas motivadas por vaidade pessoal levaram alguns prefeitos a agirem de forma equivocada não dando ouvido às necessidades e aspirações do povo que o elegeu. Por isso, não é cômodo e nem confortável cruzar os braços e ficar confiando gratuitamente, sem, no mínimo, nos darmos ao trabalho do questionamento.
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Dos quatro que se dispuseram a candidatar, 75% representa novidade na política conquistense. Pelo PDT, ESMERALDINO CORREIA, é filho da terra, de conduta idônea, freqüentador dos meios acadêmicos, muito aberto ao diálogo, habituado com a disciplina, por exercer por muito tempo o comando da Polícia Militar, para nós será também uma grata surpresa e poderá trazer consigo uma nova forma de governar; pelo PSOL, ERALDO NOVAES ainda não se tem conhecimento das suas qualidades como político, mas, certamente tem grandes possibilidades de fazer um bom governo, até porque não existe fórmula mágica para comandar, contudo, o caráter, a moral e os bons costumes devem estar presentes para respaldar a sua conduta; pelo PT, GUILHERME MENEZES, único candidato que não representa mudança partidária, aliás, a sua candidatura representa a maior força do Partido dos Trabalhadores para se manter no poder. Quando prefeito demonstrou muita habilidade com a coisa pública e a sua administração foi capaz de eleger o seu sucessor e ainda elegê-lo deputado federal; e, pelo PSDB, HÉRZEM GUSMÃO muito capaz, desfruta de muito prestígio na cidade, grande formador de opinião, um líder do rádio, defensor e brigador ferrenho dos interesses de conquistenses, embora como político ainda não tenha sido testado, mas pela sua histórica qualificação poderá surpreender e se tornar o chefe do executivo municipal.
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Portanto, os nomes estão lançados à aprovação popular, cabe a nós agora a tarefa de exercermos a cidadania. Para subsidiar a nossa decisão e fazer uma escolha mais acertada possível, devemos fazer uma reflexão daquilo que queremos para os próximos quatro anos. Avaliar todas as propostas dos candidatos é essencial. Pautando-se pelas propostas dos partidos, constata-se que todas são praticamente idênticas, pouca coisa muda. Todos os programas apresentam “projetos genéricos e abrangentes”, como: acabar com a pobreza, melhorar a educação, aumentar os empregos, acabar com a corrupção, melhorar a saúde, combater à criminalidade, aumentar e distribuir melhor a renda, promover as reformas e etc. e por aí vai, tudo sempre igual. A nossa consciência é quem vai decidir pela escolha daquele que melhor nos represente e de forma digna. Enquanto àqueles que estufam o peito e dizem: “não voto em ninguém” respeito a opinião, mas lastimo muito. Estou convicto de que não é a decisão mais acertada, tampouco uma postura inteligente.

 

*Ezequiel Sena

Contador e Bancário aposentado
 
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