Por Francisco Silva*
Caríssimos, Ezequiel Sena, Paulo Pires, Ivanildo Reis e demais amigos dos blogs, vocês não imaginam o quanto me emociona dirigir-me aos abnegados leitores e escritores que fazem dos blogs conquistenses a nossa revista “on-line” de tão efêmera passagem que os nossos escritos desfrutam; exulta-me, todavia, que os poucos que leram e lêem as nossas publicações, são de uma qualidade sem igual. Quando nós experimentamos escrever alguma coisa, por mais singela que seja, e ela nos traz de volta esse capital como recompensa, um comentário que seja, sentimo-nos como um colunista tal qual os que escrevem para O Globo, A Folha e outros tantos jornais e revistas da mesma qualidade.
As nossas opiniões formatamo-las dentro do que o senso comum nos orienta, raramente escrevemos as nossas mazelas pessoais, e quando a fazemos, procuramos dentro da ética, da moral de dos bons costumes fazê-la sem agredir ou achincalhar os destinatários objeto das nossas criticas. Quando escrevemos pela primeira vez e caímos na tentação de publicar, ficamo-nos co-obrigados a escrever outros testos, mais outros, mais e mais. Esta é uma viagem no campo da escrita e da literatura que não conseguimos mais nos desvencilhar; eu não gostaria de comparar isto a um vício, mas, se o comparativo alcançar esta dimensão, este é o vício que mais nos deixa satisfeitos. Desta forma, nos tornamos, por assim entender, as pessoas públicas de quem os nossos amigos leitores estão sempre esperando algum artigo para ler e tecer os seus comentários, por isso, não podemos decepcioná-los.
Por falar em comentários, um que eu li, se não me engano, foi no domingo passado, fazia o leitor, que não se identificou no Blog do Anderson, uma cobrança diretamente à minha pessoa, como também, às pessoas dos amigos Paulo e Ezequiel, assim como, de outros que escrevem para os Blogs, a respeito das nossas posições no que tange ao pleito vindouro aqui em Conquista. Em muito boa hora, aquele ilustre amigo que nos dispensa atenção, acabou por nos dar um puxão de orelha; agradecido, procurei recompensar o nosso amigo com um artigo sobre a sucessão em Conquista. Sei que, muito do que escrevi, não traduz ainda a dimensão com o qual, as próximas eleições poderão vir mexer com o lado cívico de cada cidadão da nossa terra; todavia, amigos do quilate do Paulo e do Ezequiel, que tem suas atenções e olhos críticos voltados para esta disputa eleitoral que se avizinha, poderão com o necessário esmero complementar o sentimento que não é só meu, mas, de toda uma Conquista politizada que almeja sempre o melhor para os nossos destinos dentro do próximo quatriênio municipal.
Ao amigo e colega Ezequiel Sena, eu gostaria de agradecê-lo pela sua mensagem fazendo referência ao meu artigo “A Sucessão em Conquista” encaminhada hoje à minha caixa postal, que não deletarei, pois, ela é de uma sensibilidade a toda prova. Obrigado amigo! Quando eu lhe encaminhei aquele e-mail estimulando o seu lado escritor, eu o fiz, porque eu acreditava no seu potencial, agora, você é mais um afetado pelas coisas da escrita e da literatura, pelo menos, você a tornou pública, pois, sei que você, assim como eu e o Paulo sempre está escrevendo e lendo; entretanto, a publicidade nos faz pessoas públicas e, desta forma, alvo das críticas, aliás, elas são o nosso combustível necessário para que possamos poder continuar com este nosso vício que já se configura num “sacerdócio”.
Esta epístola, que não é só para os amigos nela citados, é também, para todos quantos se identificam com as nossas idéias, como também, com os nossos anseios. Sabemos, pois, que nunca estamos contentes com os acontecimentos com os quais, não raro, estamos a nos depararmos com o descaso com que tratam a “coisa pública”; o conserto desses descasos deve sempre começar por onde nós podemos alcançar, e, o município é a ponta-pé inicial, se neste, nós conseguirmos moralizar, o resto será a reverberação e a extensão das nossas ações, pensem nisto!
*Francisco Silva Filho – Curitiba-PR |