.
.
  Canais
Página inicial
Fale com Paulo Nunes
Perfil
Comentários: regras
Vitória da Conquista
 
  Colunistas
Jeremias Macário
Luciano Pires
Francisco Silva
Ezequiel Sena
Paulo Pires
Dimitri Laguna
Jarbas Lacerda
Mozart Tanajura
Ruy Medeiros
Paulo Araújo
Paulo Nunes
 
  Institucionais
Municípios da Bahia
Assembléia Legislativa
Câmara dos Deputados
Câmara de Conquista
Revista Envolverde
Última Instância
 
  Serviços
Bancos
Correios
Previdência Social
Lista Telefônica
Loterias
Previsão do Tempo
Receita Federal
 
  Tempo
Previsão do Tempo
Todas as cidade da Bahia
 
 
 
 
 
 
 
Muito pouco para comemorar
comente imprima
:Publicado em 19/07/2008, às 08:24

Por Luiz Gonzaga Bertelli*

Os 200 anos da criação do ensino superior no Brasil, talvez eclipsados pela chegada da Família Real portuguesa em 1808, não têm merecido a devida atenção. A efeméride é um ótimo motivo para um balanço sobre a qualidade da formação acadêmica em dois séculos de história. Essa foi a proposta do número 81 da revista Agitação, que é publicada pelo CIEE e distribuída nacionalmente, a cada dois meses. O resultado não é dos mais animadores, a começar pela constatação de quão tardia foi a instalação de uma faculdade na colônia portuguesa – nas espanholas havia universidades desde o século 16.

Além de driblar mais de dois séculos de atraso, a universidade brasileira precisou superar outro problema: o ensino excessivamente elitista. Somente na década de 90, com a multiplicação de instituições de ensino particulares é que camadas sociais antes excluídas passaram a ter acesso aos campi e direito ao diploma. Com um detalhe: isso ocorre quando o chamado “canudo” do ensino superior já não é mais garantia de emprego, embora continue sendo um item importante tanto no currículo dos futuros talentos, como na sua futura qualificação profissional.

Atenuado o problema da quantidade, a vilã agora é a baixa qualidade de ensino, que perpassa todos os níveis. No ranking das 200 melhores universidades do mundo, somente duas representam o Brasil: a Universidade de São Paulo (175ª posição) e a Universidade Estadual de Campinas (177ª), enquanto Estados Unidos e Grã-Bretanha juntos emplacam 84 citações. O diagnóstico para a triste situação da educação não é fácil de ser encarado, pois nem sempre a culpa é só do governo.

Em análise para a Agitação, o sociólogo José Pastore foi ao cerne da questão: “Há certo conluio entre alunos e professores em favor do mau ensino”. Os estudantes mostram-se interessados mais no diploma do que no conhecimento e, para piorar, “os professores apenas pretendem se manter no emprego”. Como melhorar a educação superior se as partes envolvidas estão satisfeitas com a mediocridade? Uma das saídas está indicada em pesquisa independente do instituto TNS InterScience, segundo a qual o estágio complementa efetiva e positivamente o aprendizado acadêmico e, de quebra, contribui para aprimorar o ambiente das salas de aula. Para 96% dos professores, um estudante estagiário se relaciona melhor com os mestres e os colegas de classe, além de se revelarem mais exigentes, trazendo para o curso as percepções constatadas no mundo do trabalho e cobrando ensinamentos mais profundos.

Embora esse impacto positivo seja inerente ao estágio, como atividade pedagógica, é evidente que os jovens e o próprio país teriam muitíssimo a ganhar se governo e sociedade, finalmente, decidissem colocar a educação no topo das prioridades nacionais e as escolas superiores se convencessem da necessidade de reduzir a distância entre suas grades curriculares e a realidade do mercado de trabalho.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.
 
.
  Apoios
.
 
.
.
.
.
.
.
Hoje Pesquisas
.
Hoje Pesquisas
.
Fainor
.
Águia Filmes
.
  BlogTV
.
  Outros canais
Conquista Bairro a Bairro
Artigos
Entrevistas
Cidadania
Especiais
Imagens
Polícia
Artistas
Saúde
Meio Ambiente
Música
Esporte
Vídeos
Conheça sua cidade
 
.