Por Ezequiel Sena*
Acordei hoje mais saudosista do que nunca, logo cedo fui ligar o rádio para ouvir os verdadeiros forrós caipiras como: Trio Nordestino, Flavio José, Gonzagão, João Mineiro e Marciano, Tonico e Tinoco, o poeta Onildo Barbosa, Mão-Branca, Camponês, Genival Lacerda, e outros; adivinhem de quem era a musica? Isso mesmo, Roberto Carlos! Fiquei surpreso pelo horário. Por falar no rei da MPB, ninguém canta ou cantou o amor como ele. Da dor ao amor platônico, passando pelo estonteante amor carnal. Quem sofreu por causa das brigas com o amor, ouvi-lo era uma verdadeira tortura. A dor de cotovelo aumentava tanto que o sujeito só pensava em fazer besteira! Seus grandes sucessos como: Detalhes, Jogo de Damas, Propostas, Nós nos Amamos, Jesus Cristo, Amada Amante, e tantas outras - nos idos de 67 a 2000 ninguém dominava as paradas quanto ele. As frases de efeito que dizia nos show deixavam a mulherada em delírio, os gritinhos e os soluços eram de dar inveja a muitos marmanjos.
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Algumas vezes foi duramente acusado de plágio, mas isso ele tirou de letra. Sinceramente acredito que elas expressavam um pouco a verdade, pois me custa acreditar que o autor de “Detalhes” e “Jesus Cristo” é o mesmo de “Mulher Gordinha”, de “Mulher Pequena” e “Grude” que fez para sua Maria Rita, dentre outras “babaquices” que ele gravou. Mas, cá pra nós que acompanhamos a sua trajetória, mesmo com esse “mau gosto”, jamais melindrou ou reduziu o seu prestígio e o seu poder de majestade. Nestes anos todos até os atuais o cabra jamais perdeu a pompa de rei, basta dizer que só aparece na TV uma vez por ano, os convites para o show são especificamente direcionados para as mais famosas celebridades do mundo artístico.
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Por falar em gosto musical, me perdoem os admiradores, mas ouvir: “Baba Cachorrão”, “Segura o Tchan”, e outras “beldades” do Aché Music é uma tristeza! Convenhamos, sem nenhum bairrismo, mas a riqueza musical daqui de Conquista é de dar inveja a muita gente graúda país a fora, além de ser um celeiro de talentos em vários níveis da arte no mundo. Para não cometer o pecado de esquecer nomes, deixo que o leitor reflita e memorize esses valores. Mês passado, por exemplo, tive o prazer de assistir a um show maravilhoso – Allan Rocha, filho do grande amigo Nadinho, da Tropicália Discos, precisam ver a criatividade e astúcia do jovem artista. O pai, como sempre, estava mais encantado que vaidoso! Sem mencionar outros tantos nomes que ainda permanecem no anonimato.
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Depois que a gente passa dos cinco pontos zero, como diz o amigo Paulo Pires, as coisas mudam, dizem uns que é para melhor, outros argumentam que ficamos mais conscientes e mais inteligentes, será? Vou acreditar para não perder as amizades! O que sei mesmo é que agora reconheço o valor de quem está na casa dos vinte: não tem medo de nada; enfrenta a todos e a tudo; dorme a qualquer hora e vai até ao meio-dia do dia seguinte, e outras áureas da própria juventude. Depois da casa dos “entas”, às 05h da matina já está acordado e a caminhada é a solução para manter a saúde em dia. O colega e amigo Chico lá de Curitiba-PR, para consolar, mandou uma receitinha interessante que foi postada nos blogs do Anderson e Paulo Nunes, mas fazer o quê! É o ciclo da vida. . A juventude de hoje não desfruta de coisas tão simples, em razão do avanço da própria tecnologia, os divertimentos são outros: internet, DVD, videogame, televisão, celular e etc., Já dizia o notável Albert Einstein, há duas formas de viver a vida: “uma é acreditar que não existem milagres e a outra é acreditar que todas as coisas são um milagre”. Mas cada época tem sua beleza própria, feliz e enriquecedora, só o tempo é que nos mostra essa verdade.
* Esequiel sena é Bancário aposentado |