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Família: compromisso para toda a vida
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:Publicado em 14/05/2008, às 16:21

Por José Eduardo Moura*

Nesta quinta-feira, 15 de maio, comemoramos o Dia da Família. A idéia do compromisso eterno costuma provocar calafrios. Não se pode medir o ‘infindável’ se nossa percepção de tempo é restrita a um calendário elaborado por homens, com 365 dias, 12 meses, 52 semanas; dias com 24 horas, cada hora com 60 minutos, cada minuto com 60 segundos. É surpreendente conhecer casais que comemoram bodas de ouro ou diamantes, ainda que sua saúde não permita extravagâncias.

Quando nos deparamos com a vulnerabilidade da nossa natureza humana, fica difícil acreditar que nossos relacionamentos durarão por toda uma vida. Conscientes de nossa fragilidade, sabemos que jamais poderíamos por nós mesmos atingir esse objetivo, ainda que ele seja regido por um contrato. É necessário pedir ajuda a Deus.

Muitas pessoas se casam na expectativa de nunca viverem crises conjugais. Acreditam que estão acima da média, imunes a problemas com filhos ou amigos. O problema é que atritos – nem sempre leves – acontecerão tanto na vida em família, como em todos os outros relacionamentos. E o desejo de “rescindir” o compromisso assumido será bastante recorrente em meio a tensões e dificuldades.

É mais que certo que vamos nos deparar com situações de convivência que exigirão de nós empenho e coragem para continuarmos a viver o propósito assumido, especialmente quando a situação parecer insustentável. Nessas ocasiões, há quem se decida por apenas tolerar o outro para manter as coisas como estão. Mas, isso está longe de um vínculo verdadeiro, digno daqueles que realmente se esforçam para ser melhores.

Quando uma cozinheira percebe que a comida está sem gosto, não hesita em acrescentar um condimento especial, seguindo sua intuição em querer fazer o melhor por aquela receita. Em nossas vidas, de maneira semelhante, devemos estar sempre prontos a realizar algo diferente do que a maioria normalmente tende a fazer. Acreditar que poderá surgir um novo sabor na relação a dois, mesmo depois de desgastada por atritos, é o tal condimento especial – da eterna reconciliação – que deveríamos acrescentar na receita da boa convivência.

É fundamental, para a preservação de uma família harmoniosa e feliz, que as pessoas se esforcem em se manter fiéis a esse compromisso por toda a vida.  Quando nos empenhamos em ser melhores e depositamos confiança em Deus, somos capacitados a superar as situações mais adversas e permanecer firmes em nossos propósitos. Se todo casal depositar sua fé em Deus, simplesmente viverá essa união por toda a vida, sem precisar contar os dias, meses ou anos de união.

* José Eduardo Moura é missionário da Comunidade Canção Nova (www.cancaonova.com)
 
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