Vitória da Conquista . Bahia
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07 de Dezembro de 2006
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(corpo do artigo) ... Vitória da Conquista sempre esteve adiante do seu tempo, mesmo sem a atenção devida do governo do Estado, o município nunca se deixou abater na luta em busca do progresso social, político e econômico. Sem participação político-partidária, abnegados homens como Ademar Galvão, Maneca Grosso, José Lima, José Machado Costa, unidos a outros com participação político-partidária, tais como Pedral Sampaio, Régis Pacheco, Hugo de Castro Lima, Everardo Públio de Castro, Bruno Bacelar e Renato Rebouças, entre outros, também viveram adiante do seu tempo, cada um na sua área. A cosmopolita cidade cresce a cada dia e com seu crescimento surgem as oportunidades, tanto no campo profissional, como no campo político, deixando para trás os preconceitos provincianos de uma minoria de mentalidade atrasada, bastando ver a ascensão de Jadiel Matos à prefeitura, em 1972. Vindo de Nova Canaã, conseguiu ser, em Conquista, o representante dos mais avançados políticos do município.

Em 1996 foi a vez de Guilherme Menezes, também da mesma região de Jadiel, ganhar as eleições e se tornar prefeito de Conquista. Reeleito, renunciou para ser Deputado Federal e quem o substituiu foi o professor José Raimundo, eleito vice-prefeito, este oriundo da cidade de Alagoinhas, do outro lado da Bahia. A cada dia fica patente que esta cidade não adota critérios preconceituosos e discriminatórios com ninguém. Esta cidade teve a coragem de entregar os seus destinos a um jovem de 36 anos em 1962, - Pedral Sampaio, quando a gerontocracia predominava no município.

No ano de 2000 elegeu para presidência da Câmara Municipal, um professor de origem humilde, sem tradição política, mas que trazia na bagagem a mensagem do novo, novo este que sempre recebeu a simpatia do povo mongoió. Alexandre Pereira não decepcionou e fez uma grande administração, não pela construção do prédio, mas pela maneira democrática como conduziu os trabalhos na presidência da Casa: firme nas decisões, porém conciliador e democrático. É a força emergente que não deixou nada a desejar em relação a força da gerontocracia.

Depois a cidade foi sacudida por outro emergente, que, levado à Câmara com 1.745 votos, rompeu uma série de barreiras: não é branco, não é de família tradicional, não tem tradição política e também não é de Conquista; é da pequenina cidade de Barra da Estiva. Teve, porém, dos seus eleitores, o apoio, talvez porque Conquista tem a mania de acreditar no novo.

Daí Sandro Pezão, que não é Gusmão, não é Ferraz, não é Nunes, não é Andrade, não é Santos e nem tampouco Fernandes; é apenas Sandro Rogério Jardim Pereira, mas que agora eternizará Sandro "Pezão", e assim deve ser chamado, pois não é o hábito que faz o monge. Sua Excelência Sandro Pezão, Presidente eleito da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, não deve se preocupar com velhas opiniões de detentores de normas de comportamento alheio e de idéias retrógradas e ultrapassadas, uma vez que haveremos todos de respeitá-lo pelo conteúdo do seu caráter e jamais pela fantasia da indumentária. Por isso entendemos que em respeito ao moderno, ao avançado, ao que se arrisca, ao que não teme atravessar barreiras, que o Presidente deva adotar em sua própria assinatura, o nome Sandro Pezão. E apenas para os preconceituosos deixamos essa história - o mais importante homem do mundo tinha apenas um nome: "Jesus", e para ser identificado, à época, dizia-se apenas "Jesus de Nazaré", e não precisou mais que isso para mudar o mundo. Portanto, se Sandro Pezão for falar com o governador, por certo o governador saberá respeitá-lo, não porque é conhecido como Sandro Pezão, mas sim pelo cidadão que é e pela representação do cargo que ocupará. Afinal, os emergentes não carregam preconceitos, do contrário não seriam emergentes, seriam eternamente submissos, coadjuvantes da história. A tarefa de quebrar paradigmas será sempre de quem mais estuda, escorados nos que mais aprendem, e assim mudam a história, sua e de sua gente.•

Publicado por Célio Santos, às 10:25
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Perfil

Paulo Nunes
É jornalista e advogado;
• Iniciou no jornalismo em julho de 1987, como repórter do jornal ‘O Radar’ de Vitória da Conquista;
Foi repórter do Correio da Bahia em 1998;
Foi repórter da Revista Panorama da Bahia da Cidade de Feira de Santana;
• Foi repórter e colaborador da Revista ‘A Bahia de Hoje’;
Em 1990, criou o ‘Jornal Hoje’ de Vitória da Conquista;
• Em 2001, foi editor chefe do ‘Diário do Sudoeste’ de Vitória da Conquista;
Em 2001 iniciou como comentarista do Programa ‘A Cidade em Revista’ da Rádio Clube de Conquista, junto com o radialista Edmundo Macedo;
• No dia 14 de julho de 2004, por determinação da direção da Rádio Clube de Conquista, se tornou apresentador do Programa ‘Tribuna Livre’ que vai ao ar de segunda a sexta-feira, ao meio dia pela Rádio 96 FM - um programa líder de audiência no horário.

 
 
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